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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Arquiteto alentejano Carrilho da Graça vence prémio internacional

carrilho_da_graca.pngO júri da edição inaugural do prémio de arquitetura italiano Leon Battista Alberti decidiu galardoar – e por unanimidade - o arquiteto alentejano Carrilho da Graça, considerando-o "um arquiteto de renome internacional cuja obra seja testemunho do papel da arquitetura contemporânea na valorização e requalificação do património histórico".

João Carrilho da Graça - natural de Portalegre e autor de projetos como o Pavilhão do Conhecimento (1998), Museu do Oriente (2008), Praça Nova do Castelo de São Jorge (2010) e da requalificação do Convento de Jesus, em Setúbal - receberá o prémio no dia 14 no Teatro Bibiena, em Mântua.

Carrilho da Graça já, em 2009, foi distinguido com o Prémio Pessoa e é autor da renovação da frente ribeirinha de Lisboa com o Terminal de Cruzeiros de Lisboa, inaugurada no passado.

“SETEMBRO AMARELO” SUGERE “A ARQUITETURA E A SAÚDE MENTAL”

As iniciativas do “setembro amarelo” juntam, esta semana, em Beja, alunos do mestrado integrado em Arquitetura, da Faculdade de Arquitetura da Universidade Lusíada de Lisboa. Esta atividade tem como pano de fundo o tema “A arquitetura e a Saúde Mental”, como objetivo pensar os espaços na ótica da prevenção do suicídio e apresentar propostas para a Rua da Lavoura onde estão os silos de Beja.

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Esta atividade termina sexta-feira, dia 21, com a realização de uma oficina de trabalho, durante a manhã, dedicada ao tema “Espaços na prevenção do suicídio”, que conta com a participação de Ana Matos Pires, de Sónia Farinha Silva e Maria Teresa Valadas, da ULSBA, assim como de Helena Botelho e Fernando Hipólito, da Faculdade de Arquitetura, da Universidade Lusíada de Lisboa.

Como resultado deste trabalho ficará patente ao público, na Santa Casa da Misericórdia, a exposição, com seis propostas para a Rua da Lavoura, em Beja, onde são apresentadas soluções para a reabilitação dos silos dos Moinhos de Santa Iria.

LABORATÓRIO DE ARQUITECTURA NO "BAIRRO DOS ALEMÃES"

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O Bairro dos Alemães em Beja recebe, a partir de hoje e até 6ª feira, o Laboratório de Arquitectura ”Torre para Solteiros”. A ideia é produzir um conjunto de raciocínios em desenho e maquetas para a reabilitação, reconversão ou alteração da Torre.

Este trabalho, que tem a direcção dos arquitectos Rui Mendes e Manuel Faião, o apoio do “Atelier Rm Arquitectura, junta um conjunto de convidados e um grupo de 20 alunos de arquitectura de vários pontos do País.
Rui Mendes afirma que a arquitectura do Bairro dos Alemães em Beja é muito “singular” na história da arquitectura portuguesa mas é pouco conhecida, considera mesmo que é um “belo segredo” por desvendar.
Ainda segundo Rui Mendes, estão previstas várias actividades que culminam na 6ªfeira com a realização de uma exposição que vai apresentar o trabalho produzido ao longo destes 5 dias em Beja.

Leia e oiça também AQUI.

MORREU O ARQUITECTO RAÚL HESTNES FERREIRA

Raúl Hestnes Ferreira morreu este domingo em Lisboa, aos 86 anos, confirmou o atelier do arquitecto.

Nascido em 1931, foi autor dos projectos para o complexo do ISCTE, em Lisboa, ou da Casa da Cultura e da Juventude de Beja, onde, entre outros, tem também projectos de habitação social. Em Évora projectou a remodelação e valorização do Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo.

Foi distinguido com o Prémio Nacional de Arquitectura e Urbanismo em 1982, com o Prémio Eugénio dos Santos e o Prémio Nacional de Arquitectura em 1993 e com o Prémio Valmor em 2002. 

 

Conheci e convivi com Raul Hestnes Ferreira, quando exerci as funções de vereador da CMB. Era um Homem extraordinário, pela formação e cultura, pelo comprometimento com causas sociais e muito humano. 

Beja ficou indelevelmente marcada pelas suas obras. A Câmara Municipal de Beja bem podia perpectuar a sua memória atribuindo a uma artéria da Cidade o seu nome.

ARQUITECTO BEJENSE VENCEU CONCURSO INTERNACIONAL DE ARQUITECTURA

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Humberto Pereira 32 anos, natural de Beja, é arquiteto com mestrado pela Universidade de Évora, em 2010. Colaborou durante cinco anos no ateliê Julien Dubois Architectes, em La Chaux-de-Fonds, Suíça. Iniciou a sua atividade como independente em 2012, tendo igualmente colaborado, entre 2015 e 2017, no ateliê Grupo Norma, em Beja. Realizou projetos e obras a várias escalas, desde pequenas reabilitações e moradias a construções de edifícios industriais. Abre o Omatelier, em 2017, em Freamunde, Paços de Ferreira, ano em que ganha o concurso Europan 14, em Tubize, na Bélgica.

O Europan é uma competição europeia, bianual, de projetos urbanos, para arquitetos com menos de 40 anos. Um prémio que oferece a possibilidade de conseguir um trabalho em escala urbana. A edição deste ano, organizada entre 13 países europeus, teve como tema geral “Productives cities” e envolveu 40 cidades. Os resultados do concurso foram anunciados no passado dia 1, revelando Humberto Pereira como o vencedor desta 14.ª edição do certame, na cidade de Tubize, na Bélgica, com o tema “Seed structure: the production of happiness”.

Considera que «A cidade de Beja tem muitos espaços “pouco e mal utilizados”» e explica porquê na reportagem de José Serrano, com Foto DR, que pode ler completa na edição em papel do “Diário do Alentejo” desta semana.

“PASSADO ACTUAL E PRESENTE FUTURO” É MOTE DO I LABORATÓRIO DE ARQUITECTURA E PATRIMÓNIO EM SANTIAGO DO CACÉM

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O Centro UNESCO para a Arquitectura e a Arte Religiosas, com sede em Santiago do Cacém, um ponto-chave no Caminho de Santiago, recebe na 6ªfeira e no sábado, o I Laboratório de Arquitectura e Património.
Esta acção assume carácter eminentemente prático, transversal e aberto à interacção entre o meio académico e a população local, trata-se da abordagem de um aglomerado urbano, através de oito monumentos-chave, desde a época romana à criação contemporânea, de modo a permitir uma leitura, também ela dinâmica, do território e das suas “linhas de força”.
José António Falcão, director do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, afirma que o laboratório procura trazer para o Alentejo uma nova metodologia na abordagem das questões do património, da arquitectura, do ordenamento do território e do urbanismo.
Sob o mote “Passado Actual e Presente Futuro”, o laboratório inclui visitas, conferências, projecções de filmes e debates, dois dias de trabalho no terreno, distribuídos entre uma study trip e um “conclave” que terminam com um “plenário”, onde os convidados apresentarão as suas impressões sobre o que viram e ouviram.

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