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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

“Não há conhecimento desligado do compromisso social”, afirma Santiago Macias

Zé LG, 10.03.21

imgLoader2.ashx.jpgHistoriador e arqueólogo, docente universitário, um dos pioneiros do Campo Arqueológico de Mértola, ex-presidente da Câmara de Moura, Santiago Macias, de 57 anos, é o novo diretor do Panteão Nacional, em Lisboa. Escolhido através de concurso internacional, entra em funções a 1 de abril. O mandato é de três anos.

“Não pode haver prática ou conhecimento científico desligado do compromisso social”, defende Santiago Macias, que acaba de ser anunciado como novo diretor do Panteão Nacional, em Lisboa. Em entrevista ao “Diário do Alentejo”, o historiador revela que a divulgação do Panteão Nacional junto da juventude é uma das áreas em que pretende desenvolver iniciativas, “porque o conhecimento da História e a preservação da memória coletiva são matérias fundamentais”.

Estudante de Arqueologia da Universidade de Évora distinguida com o Prémio de Ensaio Histórico

Zé LG, 06.02.21

dfc49c3b014595a53a50b20876fad901_L.jpgAna Martins, mestre em Arqueologia e Ambiente pela Universidade de Évora, é a vencedora da segunda edição do Prémio de Ensaio Histórico, atribuído pela União das Freguesias de Faro. 

A arqueóloga viu premiado o trabalho intitulado "Contributo para o estudo da cidade romana de Ossonoba: a terra sigillata da Rua Infante D. Henrique nº 58-60".

Com orientação de André Carneiro, Professor do Departamento de História da UÉ, e co-orientação de João Pedro Bernardes, Professor da Universidade do Algarve, a estudante revela na sua tese de mestrado, que “poucos têm sido os resultados de intervenções arqueológicas levadas a cabo nos últimos anos em Faro, no âmbito de acompanhamentos de obra, a ser publicados”. Para Ana Martins, “esta é uma consequência da emergência em salvaguardar, maioritariamente apenas pelo registo, os vestígios existentes, e da falta de investimento na investigação”.

São Cucufate vai ser renomeado "sítio arqueológico" e reclassificado de imóvel de interesse público para monumento nacional

Zé LG, 03.01.21

imgLoader2.ashx.jpgDe acordo com a diretora regional de Cultura do Alentejo, Ana Paula Amendoeira, a alteração da classificação, da atual categoria de imóvel de interesse público para a de monumento nacional, "a mais alta categoria de classificação" de imóveis em Portugal, "era há muito devida" e a DRCA decidiu iniciar o procedimento no âmbito da comemoração dos 40 anos da investigação nas ruínas assinalados em 2019. Por isso a DRCA decidiu propor a abertura do procedimento para responder "à necessidade de adequar o instrumento de proteção legal" à atual realidade monumental, à excecionalidade e ao valor patrimonial, histórico e cultural das ruínas conservadas.

Câmara de Serpa participa numa audição na AR, sobre “a não proteção e destruição de vestígios arqueológicos no Alentejo”

Zé LG, 15.12.20

202012141800067126.jpgO Município de Serpa, “consciente da necessidade de salvaguardar o património arqueológico concelhio, um dos maiores conjuntos nacionais, com mais de 800 sítios arqueológicos inventariados, e atento aos impactos causados pela transformação agrícola do território, também com implicações ambientais e de saúde pública, desenvolveu e melhorou uma série de procedimentos de âmbito preventivo, de que é exemplo o protocolo assinado com a Direção Regional de Cultura do Alentejo em 2020 para a salvaguarda do património arqueológico no âmbito de processos agrícolas, e irá informar os deputados sobre o seu modelo de atuação e as preocupações sentidas nesta matéria”.

DGPC assinou protocolo com organismos estatais de gestão agrícola, visando a "salvaguarda do património arqueológico nacional"

Zé LG, 14.12.20

imgLoader2.ashx.jpgA Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) assinou "um protocolo de entendimento" com o Instituto de Financiamento de Agricultura e Pescas (IFAP) e a Autoridade de Gestão do Programa de Desenvolvimento Rural do Continente, visando a "salvaguarda do património arqueológico nacional, no âmbito de projetos agrícolas financiados", depois de a Assembleia da República ter aprovado um requerimento do Bloco de Esquerda (BE) para ouvir especialistas em arqueologia, sindicato e associações do setor, sobre "situações de abandono e destruição" de vestígios arqueológicos no Alentejo.

O protocolo prevê a conjugação de esforços e recursos de forma a estabelecer uma atuação preventiva na salvaguarda do património arqueológico, em articulação com a execução do Programa de Desenvolvimento Rural do Continente e que o IFAP se comprometa "a integrar, no Parcelário Agrícola Nacional, a informação georreferenciada relativa ao património arqueológico disponibilizada pela DGPC, permitindo assim a sua consulta durante a fase de análise técnica e aprovação de projetos agrícolas", informação que "ficará também disponível para consulta dos proprietários e investidores agrícolas, de modo a que estes tomem conhecimento das ocorrências patrimoniais existentes nas parcelas a intervir".

Cláudio Torres distinguido como personalidade na área da museologia

Zé LG, 12.12.20

Claudio-Torres-768x364.jpgCláudio Torres, arqueólogo e director do Campo Arqueológico de Mértola (desde 1980) foi distinguido com o prémio APOM (Associação Portuguesa de Museologia) como personalidade na área da museologia.
Recorde-se que, em janeiro deste ano, o Governo atribuiu a Medalha de Mérito Cultural a Claúdio Torres reconhecendo a sua dedicação à investigação histórica e às causas do património cultural e da arqueologia peninsular.

Peças de Moura na exposição "Guerreiros e mártires - a Cristandade e o Islão na formação de Portugal", no Museu Nacional de Arte Antiga

Zé LG, 22.11.20

10505_big.jpgO arqueólogo Santiago Macias referiu que “a exposição é organizada e dirigida, pelo Joaquim Caetano, que é o Director do Museu de Arte Antiga, e por mim. Resulta de uma proposta que foi feita há 2 anos ao Museu”. Acrescentando que “este episódio dos Mártires de Marrocos, foi significativo na formação, por um lado, do movimento franciscano, e por outro na própria formação do reino de Portugal”.

Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito recupera adega centenária

Zé LG, 16.11.20

160820171628-207-ruy13iotz43xszhnhincvinq0e2.jpgA Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito descobriu um edifício antigo para a produção de vinho, dentro da própria Adega e decidiu recuperá-lo e torná-lo visitável.

Informa a Adega Cooperativa que “durante os trabalhos de remodelação do espaço, surgiram estruturas antigas, com várias fases de construção e adaptação à função que agora retoma: uma Adega tradicional num edifício nobre da vila de Vidigueira. Após esta descoberta a Adega optou por alterar o sentido da decoração inicial, deixando à vista a estrutura da Adega Velha, o que permitirá ao seu visitante usufruir do espaço conforme este foi criado e permitir a todos ter contacto com a história.”

A Adega Velha pretende ser “um complemento da Casa das Talhas, o espaço de enoturismo da Adega, cujo foco é o vinho de talha e toda a sua abrangência história e cultural. Este novo espaço de enoturismo, denominado Adega Velha, pode ser visitado todos os dias das 9h00 às 19:00 horas”.

Património arqueológico destruído em Salvada por ripagens para instalação de culturas intensivas

Zé LG, 22.10.20

202010211730312386 salvada.jpgO Movimento Chão Nosso denuncia “mais um caso de afetação de um sítio arqueológico, desta vez na região de Beja”. “Um sítio arqueológico, identificado como Salvada 10, localizado junto à aldeia, concelho de Beja, correspondente a um grande recinto de fossas pré-histórico, que foi alvo de ripagens para instalação de culturas intensivas, sem que tenha havido qualquer ação de salvaguarda do património aí existente.” 
“Este sítio já havia sido alvo de afetações anteriores, em 2017, assunto que mereceu denúncia na comunicação social e que levou à implementação de medidas de avaliação dos danos decretadas pela Direção Regional de Cultura do Alentejo”, refere, ainda o Movimento, acrescentando que “o povoado da Salvada 10 foi detetado durante a realização de um Estudo de Impacto Ambiental para a empresa EDIA, em 2012, levando inclusivamente a alterações de projeto para evitar causar impactos negativos nos vestígios arqueológicos” e que “é um dos maiores recintos de fossos pré-históricos conhecidos no Baixo Alentejo e encontra-se referenciado no PDM de Beja como tendo elevado valor arqueológico.”

Câmara de Serpa e DRCA assinam protocolo para salvaguarda do património arqueológico

Zé LG, 13.08.20

serpa-arqueologia-768x432.jpgO protocolo pretende “garantir uma melhor articulação e cooperação entre as entidades com competências na matéria, através de uma ação preventiva mais eficaz para evitar danos sobre o património arqueológico que possam decorrer das práticas agrícolas em modo intensivo, e simultaneamente, potenciar uma ação pedagógica junto das populações”.

A autarquia passará, assim, a enviar à DRCA todas as informações emitidas de pedidos de enquadramento em Plano Diretor Municipal em matéria de arqueologia no âmbito de processos agrícolas, “de modo a possibilitar um acompanhamento e fiscalização de maior proximidade e rigor”.

Descoberta em Reguengos de Monsaraz estrutura “única na Pré-História da Península Ibérica”

Zé LG, 06.08.20

Um “Woodhenge”, uma versão em madeira de Stonehenge mas com data anterior, foi descoberto em escavações arqueológicas no complexo dos Perdigões, em Reguengos de Monsaraz.

escavacoes.pngO arqueólogo responsável, António Valera, revela que esta estrutura: é “única na Pré-História da Península Ibérica”;  “seria composta por vários círculos concêntricos de paliçadas e alinhamentos de grandes postes ou troncos de madeira, a qual foi já exposta em cerca de um terço da sua planta”; é “uma construção de carácter cerimonial”, conhecida apenas na Europa Central e nas Ilhas Britânicas com as designações de “Woodhenge”, “versões em madeira de Stonehenge”, ou “Timber Circles” (círculos de madeira); e, ainda, que “esta é a primeira a ser identificada na Península Ibérica, estando datada entre 2800-2600 antes de Cristo (a.C.), ou seja, será anterior à construção em pedra de Stonehenge [em Inglaterra], para a qual se tem avançado uma cronologia em torno a 2500 a.C.”.

Vidigueira integra a recém-criada Associação de Municípios Portugal Romano

Zé LG, 09.03.20

120720131558-993-DSC_0059 Romano.JPGSão membros fundadores, para além de Vidigueira, as autarquias de Braga, Ansião, Oliveira do Hospital, Penela, Santiago do Cacém, Seixal, Tomar e Condeixa-a-Nova. Trata-se de uma associação que pretende preservar a herança romana e promover o turismo cultural.

O interesse de Vidigueira em participar nesta associação advém do seu território ser possuidor de património romano relevante, como sejam a Vila Romana de S. Cucufate, localizada na freguesia de Vila de Frades, e as ruínas romanas do Monte da Cegonha, localizadas na freguesia de Selmes como afirma o autarca vidigueirense, Rui Raposo.

O que pensa Santiago Macias do do Projeto do Sítio do Fórum Romano de Beja

Zé LG, 27.02.20

frb.jpgO que penso, em suma, de todo aquele processo?

1. Que a Câmara Municipal de Beja tem legitimidade para tomar decisões e para as por em prática, dentro do que é o legal de atuação. Não vi nada que contrarie este princípio;
2. Que o projeto tem princípios fundamentais de reversibilidade que permitem que a arquitetura se minimize ou, mesmo, se anule;
3. Que a monumentalização do sítio - via anastilose ou outros métodos - é fundamental para a leitura pelos visitantes;
4. Que o centro de interpretação + centro de arqueologia deveria ter um programa articulado com o restante património da cidade, nomeadamente o Museu Regional, a Rua do Sembrano, a igreja de Santo Amaro e o sítio de Pisões. Caso contrário, a lógica dispersiva e capelística dominará;
5. Que é imprescindível ter em conta os sábios comentários que ouvi ontem a propósito de drenagens, valorização de aspetos importantes (cisterna republicana, casa da moeda etc.), que em nada contrariam o que está previsto.
Houve aspetos que correram menos bem, neste processo? Sim, manifestamente. Está na altura de arrumar essa parte do dossiê. E de retomar o estudo com quem melhor conhece o sítio, e há mais de duas esforçadas e militantes décadas o escava. Continuo com a esperança que o retomar do diálogo resolva o que está por resolver.

Ler todo o texto, publicado por Santiago Macias à(s) 10:11, de 22/02/2020, aqui.

Será este Projeto que vai tirar o Sítio do Fórum Romano de Beja do abandono em que se encontra?

Zé LG, 20.02.20

O Projeto do Sítio do Fórum Romano é apresentado esta sexta-feira, 21 de Fevereiro, às 21h00, no Centro Unesco, em Beja, numa sessão que contará com a presença de Paulo Arsénio, presidente da Câmara de Beja, Ana Paula Amendoeira, diretora regional de Cultura do Alentejo, e do arquiteto Vitor Mestre.

projeto-do-sitio-forum-romano-848x468.jpgEstas ruínas foram descobertas em 2008, mas têm sofrido um elevado estado de degradação desde então. Agora, este projeto nasce para dar vida a um espaço de valor histórico.

"Agricultura intensiva, inovação tecnológica e preservação das paisagens culturais na região Euroace"

Zé LG, 15.01.20

workshop_agric_intens_euroace.jpgé o tema do workshop que terá lugar no próximo dia 17 de janeiro, com início às 10:00h, no Centro UNESCO para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, em Beja, organizado pelo Instituto de Arqueología-Mérida (CSIC-Junta de Extremadura) (IAM), pelo Centro de Investigaciones Científicas y Tecnológicas de Extremadura (CICYTEX) e pela Universidade de Évora (Uév.).
O propósito deste encontro é, em primeiro lugar, mostrar o desenvolvimento e resultados da tarefa "Métodos não invasivos em Arqueologia e Agricultura de Precisão para a revalorização do Património e desenvolvimento de uma atividade agrária produtiva e sustentável". Em segundo lugar, pretende-se confrontar a visão de como gerir os espaços agrários atuais em múltiplas perspetivas: a dos empresários agrícolas, a dos investigadores em ciências agronómicas, arqueólogos e gestores encarregues da custodia do território.

De manhã, será feita a apresentação de trabalhos realizados no quadro do projeto INNOACE e associados à temática da tarefa e, de tarde, terá lugar uma Mesa redonda com intervenção de outros agentes interessados.

Governo atribui Medalha de Mérito Cultural a Cláudio Torres

Zé LG, 09.01.20

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“Em reconhecimento do inestimável trabalho de uma vida dedicada ao estudo e à investigação histórica e às causas do património cultural e da arqueologia peninsular, tendo ajudado a preservar e a compreender, com a sua obra, uma parcela fundamental da nossa memória colectiva, entende o Governo português prestar pública homenagem a Cláudio Torres, concedendo-lhe a Medalha de Mérito Cultural”, que vai ser entregue por Graça Fonseca, numa cerimónia na vila alentejana de Mértola, distrito de Beja, no sábado, 11, dia em que Cláudio Torres, faz 81 anos, refere o gabinete da ministra da Cultura, Graça Fonseca.

Campo Arqueológico de Mértola distinguido com “IV Prémio Sísifo a la Investigación, Defensa y Difusión del Património Arqueológico”

Zé LG, 10.10.19

cam.jpgO Campo Arqueológico de Mértola (CAM) vai receber, nesta quinta-feira, o “IV Prémio Sísifo a la Investigación, Defensa y Difusión del Património Arqueológico” 2019, atribuído pela Associação Arqueología Somos Todos, da área de arqueologia da Universidade de Córdoba.

O júri do Prêmio Sísifo decidiu por unanimidade, atribuir o galardão em “reconhecimento pelo trabalho de pesquisa, protecção, e revitalização do património arqueológico e cultural desta localidade, que se tornou um modelo internacional de arqueologia integral”, refere a Associação Cultural da Universidade de Córdoba.

“Arqueologia nas Freguesias: 7 sítios, 7 histórias"

Zé LG, 24.09.19

serpa.jpg… é o mote para um programa de divulgação patrimonial promovido pela Câmara Municipal de Serpa, destinado a divulgar o conhecimento arqueológico sobre o concelho, nas diversas localidades. A primeira iniciativa, integrada nas Jornadas Europeias do Património, realiza-se no próximo domingo, em Vila Verde de Ficalho, região com forte tradição de investigação arqueológica. A sessão com início marcado para as 10.00 horas, no Salão Polivalente, inclui o visionamento de um filme e uma conferência que destacam o património arqueológico desta freguesia. Segue-se, às 11.00 horas, uma visita orientada ao Museu de Ficalho e aos vestígios arqueológicos de várias épocas que se encontram na sua envolvente.