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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Vidigueira integra a recém-criada Associação de Municípios Portugal Romano

Zé LG, 09.03.20

120720131558-993-DSC_0059 Romano.JPGSão membros fundadores, para além de Vidigueira, as autarquias de Braga, Ansião, Oliveira do Hospital, Penela, Santiago do Cacém, Seixal, Tomar e Condeixa-a-Nova. Trata-se de uma associação que pretende preservar a herança romana e promover o turismo cultural.

O interesse de Vidigueira em participar nesta associação advém do seu território ser possuidor de património romano relevante, como sejam a Vila Romana de S. Cucufate, localizada na freguesia de Vila de Frades, e as ruínas romanas do Monte da Cegonha, localizadas na freguesia de Selmes como afirma o autarca vidigueirense, Rui Raposo.

O que pensa Santiago Macias do do Projeto do Sítio do Fórum Romano de Beja

Zé LG, 27.02.20

frb.jpgO que penso, em suma, de todo aquele processo?

1. Que a Câmara Municipal de Beja tem legitimidade para tomar decisões e para as por em prática, dentro do que é o legal de atuação. Não vi nada que contrarie este princípio;
2. Que o projeto tem princípios fundamentais de reversibilidade que permitem que a arquitetura se minimize ou, mesmo, se anule;
3. Que a monumentalização do sítio - via anastilose ou outros métodos - é fundamental para a leitura pelos visitantes;
4. Que o centro de interpretação + centro de arqueologia deveria ter um programa articulado com o restante património da cidade, nomeadamente o Museu Regional, a Rua do Sembrano, a igreja de Santo Amaro e o sítio de Pisões. Caso contrário, a lógica dispersiva e capelística dominará;
5. Que é imprescindível ter em conta os sábios comentários que ouvi ontem a propósito de drenagens, valorização de aspetos importantes (cisterna republicana, casa da moeda etc.), que em nada contrariam o que está previsto.
Houve aspetos que correram menos bem, neste processo? Sim, manifestamente. Está na altura de arrumar essa parte do dossiê. E de retomar o estudo com quem melhor conhece o sítio, e há mais de duas esforçadas e militantes décadas o escava. Continuo com a esperança que o retomar do diálogo resolva o que está por resolver.

Ler todo o texto, publicado por Santiago Macias à(s) 10:11, de 22/02/2020, aqui.

Será este Projeto que vai tirar o Sítio do Fórum Romano de Beja do abandono em que se encontra?

Zé LG, 20.02.20

O Projeto do Sítio do Fórum Romano é apresentado esta sexta-feira, 21 de Fevereiro, às 21h00, no Centro Unesco, em Beja, numa sessão que contará com a presença de Paulo Arsénio, presidente da Câmara de Beja, Ana Paula Amendoeira, diretora regional de Cultura do Alentejo, e do arquiteto Vitor Mestre.

projeto-do-sitio-forum-romano-848x468.jpgEstas ruínas foram descobertas em 2008, mas têm sofrido um elevado estado de degradação desde então. Agora, este projeto nasce para dar vida a um espaço de valor histórico.

"Agricultura intensiva, inovação tecnológica e preservação das paisagens culturais na região Euroace"

Zé LG, 15.01.20

workshop_agric_intens_euroace.jpgé o tema do workshop que terá lugar no próximo dia 17 de janeiro, com início às 10:00h, no Centro UNESCO para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, em Beja, organizado pelo Instituto de Arqueología-Mérida (CSIC-Junta de Extremadura) (IAM), pelo Centro de Investigaciones Científicas y Tecnológicas de Extremadura (CICYTEX) e pela Universidade de Évora (Uév.).
O propósito deste encontro é, em primeiro lugar, mostrar o desenvolvimento e resultados da tarefa "Métodos não invasivos em Arqueologia e Agricultura de Precisão para a revalorização do Património e desenvolvimento de uma atividade agrária produtiva e sustentável". Em segundo lugar, pretende-se confrontar a visão de como gerir os espaços agrários atuais em múltiplas perspetivas: a dos empresários agrícolas, a dos investigadores em ciências agronómicas, arqueólogos e gestores encarregues da custodia do território.

De manhã, será feita a apresentação de trabalhos realizados no quadro do projeto INNOACE e associados à temática da tarefa e, de tarde, terá lugar uma Mesa redonda com intervenção de outros agentes interessados.

Governo atribui Medalha de Mérito Cultural a Cláudio Torres

Zé LG, 09.01.20

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“Em reconhecimento do inestimável trabalho de uma vida dedicada ao estudo e à investigação histórica e às causas do património cultural e da arqueologia peninsular, tendo ajudado a preservar e a compreender, com a sua obra, uma parcela fundamental da nossa memória colectiva, entende o Governo português prestar pública homenagem a Cláudio Torres, concedendo-lhe a Medalha de Mérito Cultural”, que vai ser entregue por Graça Fonseca, numa cerimónia na vila alentejana de Mértola, distrito de Beja, no sábado, 11, dia em que Cláudio Torres, faz 81 anos, refere o gabinete da ministra da Cultura, Graça Fonseca.

Campo Arqueológico de Mértola distinguido com “IV Prémio Sísifo a la Investigación, Defensa y Difusión del Património Arqueológico”

Zé LG, 10.10.19

cam.jpgO Campo Arqueológico de Mértola (CAM) vai receber, nesta quinta-feira, o “IV Prémio Sísifo a la Investigación, Defensa y Difusión del Património Arqueológico” 2019, atribuído pela Associação Arqueología Somos Todos, da área de arqueologia da Universidade de Córdoba.

O júri do Prêmio Sísifo decidiu por unanimidade, atribuir o galardão em “reconhecimento pelo trabalho de pesquisa, protecção, e revitalização do património arqueológico e cultural desta localidade, que se tornou um modelo internacional de arqueologia integral”, refere a Associação Cultural da Universidade de Córdoba.

“Arqueologia nas Freguesias: 7 sítios, 7 histórias"

Zé LG, 24.09.19

serpa.jpg… é o mote para um programa de divulgação patrimonial promovido pela Câmara Municipal de Serpa, destinado a divulgar o conhecimento arqueológico sobre o concelho, nas diversas localidades. A primeira iniciativa, integrada nas Jornadas Europeias do Património, realiza-se no próximo domingo, em Vila Verde de Ficalho, região com forte tradição de investigação arqueológica. A sessão com início marcado para as 10.00 horas, no Salão Polivalente, inclui o visionamento de um filme e uma conferência que destacam o património arqueológico desta freguesia. Segue-se, às 11.00 horas, uma visita orientada ao Museu de Ficalho e aos vestígios arqueológicos de várias épocas que se encontram na sua envolvente.

Papa Francisco premeia 40 anos de trabalho do Campo Arqueológico de Mértola

Zé LG, 11.07.19

claudio_torres.jpgEnquanto o sumo pontífice “encoraja e apoia” os que se comprometem na “pesquisa histórico-arqueológica”, o Governo português privou os investigadores de Mértola dos apoios necessários ao desenvolvimento do seu trabalho, acusa Cláudio Torres.

O trabalho desenvolvido ao longo dos últimos 40 anos pelo Campo Arqueológico de Mértola (CAM) acaba de ser reconhecido pela Cúria Romana com a atribuição do prémio das Academias Pontifícias do Vaticano, este ano dedicado aos primeiros séculos do Cristianismo.

Durante a sessão pública das Academias Pontifícias, realizada na terça-feira no Vaticano, o arqueólogo Cláudio Torres, director do CAM, foi surpreendido com uma mensagem enviada aos participantes no encontro pelo Papa Francisco onde este diz: “Apraz-me entregar o prémio das Academias Pontifícias à associação portuguesa Campo Arqueológico de Mértola pelas campanhas arqueológicas conduzidas nos últimos anos e pelos extraordinários resultados obtidos”, acrescentando ainda que pretende “encorajar e apoiar” os que se comprometem na “pesquisa histórico-arqueológica e relativa aos mártires”.

Santiago Macias propõe reflexões sobre o Fórum de Beja

Zé LG, 05.07.19

imgLoader2.ashx.jpgO conflito de pouco nos serve… Sem entrar na polémica em torno do projeto de arquitetura e do futuro das estruturas arqueológicas, gostaria de deixar aqui alguns tópicos para reflexão:

1. A leitura de espaços como o dos templos de Beja só consegue ser feito através da sua “verticalização”. Muitos teatros romanos, muitos arcos do triunfo foram refeitos e reerguidos. O processo é conhecido pelo nome de anastilose, um “palavrão” que se refere à (re)construção a partir de elementos previamente existentes.

2. Não me parece disparatado que, nesse processo, se incorporem no fórum elementos arquitetónicos de grandes dimensões – designadamente, capitéis – que hoje se encontram na galeria do Museu Regional.

3. Ou seja, que estabeleça uma ligação próxima entre estes vestígios, absolutamente notáveis, o Museu, que dispõe também de outros materiais de grande qualidade, o sítio arqueológico de Pisões e o núcleo da Rua do Sembrano.

4. É crucial criar condições para que as escavações arqueológicas se concluam, prevendo-se um programa de edições destinado a uma ampla divulgação dos resultados e das conclusões a que se chegou. Incluo aqui a Casa da Moeda, peça crucial no processo de investigação que Maria da Conceição Lopes tem em curso.5. Não creio que seja possível pôr em funcionamento todo este complexo de sítios – por vezes a razoável distância, como Pisões –, com o habitual e rígido programa: cada sítio com o seu núcleo de exposições, com horário fixo e quadro de pessoal próprio. Ou há um plano em rede, com partilha de recursos, e com intervenções concretas e realistas ou daqui a 10 anos estaremos na mesma. Ou pior, discutindo a privatização ou a alienação de sítios.

A tomada de decisões sobre o património, na perspetiva da sua reabilitação, nem sempre é “simpática”. Nem imediata. É mais fácil “feirizar” a História, criar “eventos” e complementá-los com iniciativas folclóricas. Dá muito menos trabalho e rende mais, no curto prazo. Ora, como bem sabemos, e tendo em conta o que nos resta do fórum, o Património é matéria para o longo prazo.

Leia aqui todo o texto, publicado na edição da semana passada do Diário do Alentejo.

Conferência “Nos idos dos Cesares por terras de Pax Julia” na Rua do Sembrano

Zé LG, 14.03.19

20190313093945353.jpgIntegrada no ciclo expositivo “Sob a terra e as águas-Porque há sempre novas histórias para contar....”, realiza-se, esta noite, no núcleo museológico da Rua do Sembrano, a conferência intitulada “Nos idos dos Cesares por terras de Pax Julia”, que tem como oradora convidada Conceição Lopes, arqueóloga, professora na Universidade de Coimbra e coordenadora do CEAACP-Centro de estudos de Arqueologia, Artes e Ciências do Património.

Daqui e daqui.

“A iconografia das necrópoles sidéricas de Beja” em Conferência no Núcleo Museológico da Rua do Sembrano

Zé LG, 24.01.19

201901231016573759.jpg“Ecos e Sinais: A iconografia das necrópoles sidéricas de Beja, entre o Alentejo e o Mediterrâneo” é o mote para uma conferência que vai decorrer, esta noite, no Núcleo Museológico da Rua do Sembrano.

Francisco B.Gomes, Investigador Pós-Doutoral da UNIARQ-Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa e da Faculdade de Letras da mesma Universidade, é o orador convidado da conferência que tem início marcado para as 21.30 horas.

Daqui e daqui.

Investigação do Outeiro do Circo volta a ser apoiada pela autarquia de Beja

Zé LG, 03.01.19

201901021501025321.jpgMiguel Serra, um dos arqueólogos responsáveis pelas escavações no Outeiro do Circo, afirma que aquilo que está previsto surge no âmbito do trabalho que está a ser desenvolvido, desde 2014, naquele povoado da Idade do Bronze e que este novo projecto, a desenvolver entre 2019 e 2021, volta a contemplar para além da vertente de escavações, um conjunto de iniciativas paralelas.

“Gregos, Egípcios e Fenícios em Beja?”

Zé LG, 13.12.18

Museu-Sembrano-Beja-768x432.jpgé o título de uma exposição que a EDIA inaugura, esta noite, no Núcleo Museológico da Rua do Sembrano, inserida no ciclo de exposições que está a desenvolver com base no espólio descoberto durante as intervenções arqueológicas realizadas na construção de Alqueva.

Antes da inauguração da exposição tem lugar a conferência “Um ainda Admirável Mundo Novo: Necrópoles rurais sidéricas dos plainos de Beja”, aberta ao público, por Rui Mataloto, arqueólogo no Município de Redondo, investigador na área do Alentejo Interior sobre diversos temas, com particular enfoque na Idade do Ferro.

Esta exposição pode ser visitada de terça a domingo, entre as 9:30h e as 12:30h e das 14:00h às 18:00h.

“Povos, Línguas e Escritas Pré-Romanas-Tradição local e intercâmbios culturais” em debate no Centro UNESCO em Beja

Zé LG, 15.11.18

20181114115246852.jpgO Centro UNESCO, na cidade de Beja, recebe, esta noite, às 21.30 horas, uma conferência sobre arqueologia sobre o tema “Povos, Línguas e Escritas Pré-Romanas-Tradição local e intercâmbios culturais”, a cargo de Amílcar Guerra, doutorado em história clássica, professor na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

OBRAS REVELAM SILOS MEDIEVAIS EM OURIQUE

Zé LG, 19.09.18

As obras de requalificação do Centro Histórico da Vila de Ourique trouxeram à luz do dia mais de uma centena de silos medievais, nas ruas de acesso ao castelo. Os silos são cavidades esculpidas na rocha do subsolo, com formas semelhantes a talhas.

Silos-1-768x432.jpg

Os arqueólogos encontraram vestígios de louças de cozinha, louças de mesa, vidros, conchas, ossos de animais variados e objectos metálicos como uma espada, alfinetes, anéis, moedas, botões e dedais.

Na Praça do Município, foram descobertos os alicerces de um grande edifício, correspondendo eventualmente à Igreja Matriz que existiu até ao século XVIII. Na envolvente da igreja, foi descoberto o antigo cemitério, tendo os trabalhos arqueológicos já identificado cerca de 20 esqueletos sepultados.

Os achados arqueológicos serão expostos para conhecimento da população.