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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

“É urgente dotar a região de melhores condições de saúde”, afirma Nelson Brito

Zé LG, 19.05.22

202205172201003277.PNGO investimento público, na opinião de Nelson Brito deve ser colocado para uma “mudança de paradigma”, para contribuir “para uma região melhor para se viver e em que, finalmente, se concretize a adiada coesão económica, social e territorial do Baixo Alentejo”, pelo que “é urgente dotar a região de melhores condições de saúde, visto que se trata de um direito fundamental e requisito crítico para a fixação e atração de nova população, evidência que ficou ainda mais explicitada após dois anos de resposta do Serviço Nacional de Saúde à situação pandémica, em todo o território nacional”.

O líder distrital e deputado do PS apontou como prioridades “avançar com a construção imediata da segunda fase do Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja” e fazer “um esforço de atração para o Baixo Alentejo de mais médicos de saúde pública, especialistas no âmbito dos cuidados de saúde primários de medicina geral ou familiar e ainda especialistas na área hospitalar”.  Daqui, daqui, daqui e daqui.

“O Custo de vida Aumenta o Povo não Augenta!!”

Zé LG, 04.05.22

273118887_4643643375734972_3902533592762164967_n.jEste Orçamento do Estado não dá resposta às necessidades que estão colocadas à população, ao país e mais ainda à nossa região, tal qual o Orçamento que foi rejeitado em outubro de 2021 não dava!

É preciso responder ao agravamento do custo de vida, à perda de poder de compra dos trabalhadores, dos reformados e pensionistas, a salvar o Serviço Nacional de Saúde, defender o direito à habitação, reforçar o abono de família das crianças e garantir a gratuitidade das creches a par da criação de uma rede pública de creches.

João Dias, Deputado do PCP, aqui.

Afinal onde está a crise política e a urgência da sua superação?!...

Zé LG, 18.03.22

doc2018122025312733miguelalopes_7286047634defaultlCom o chumbo do OE, o que é que aconteceu? Marcelo rapidamente tratou de todos os procedimentos constitucionais para dissolver a AR e anunciou a sua dissolução... para daí a mais de um mês e eleições para o final de Janeiro, mais de três meses depois daquele anúncio... Com a realização destas e a trapalhada / trapaça dos votos dos emigrantes da Europa, tudo continuou, mais ou menos como dantes. Ou seja, António Costa e o governo mantêm-se em plenas funções e a AR mantém-se em funcionamento, em modo de serviços mínimos... Ou seja, a tal “crise política” que devia ser rapidamente debelada, na opinião do PR, ainda não o foi, o OE continua a ser gerido por duodécimos e parece que nada de dramático aconteceu...

Em estórias da carochina só acredita quem quer. E parece que há muita gente que quer...

Capacidade de antever as consequências das suas decisões distingue as lideranças

Zé LG, 09.02.22

Os líderes – as direcções partidárias -, ao tomarem qualquer decisão devem ser capazes de antever quais as consequências que elas vão ter e, dessa forma, procurar alcançar os seus objectivos ou, pelo menos, atenuar os seus impactos negativos.

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As direcções do BE e do PCP, por mais razões que pudessem ter – e tinham muitas -, para chumbar a proposta de Orçamento de Estado apresentada pelo governo de António Costa, deviam ter avaliado melhor as consequências das suas decisões, designadamente ao nem sequer admitirem a discussão na especialidade. As reacções imediatas da generalidade dos portugueses, incluindo as de muitos dos seus apoiantes, foi de rejeição ou, no mínimo, de receio pelas suas consequências.

Os resultados das eleições vieram provar que avaliaram mal as consequências das suas decisões, porque certamente não era uma maioria absoluta do PS e grandes derrotas eleitorais que reduziram significativamente os seus grupos parlamentares e, consequentemente, as suas capacidades de intervenção política institucional que pretendiam.

Em vez de terem a humildade democrática de reconhecer os seus erros e os fracassos deles resultantes e assumir as respectivas responsabilidades, insistiram na afirmação da bondade das suas decisões, o que, no mínimo, foi inoportuno e em nada contribuiu para atenuar as más imagens e situações em que ficaram os seus partidos. E não será o falar grosso e ameaçar com agitação social que irá ultrapassar, pelo menos nos próximos tempos, as difíceis situações em que ficaram.

O que falhou não foi a estratégia de Rui Rio, mas não tê-la seguido

Zé LG, 07.02.22

PSD-8-780x405.jpgRui Rio definiu o PSD como partido de centro-direita, tendo chegado a definir-se a si próprio como de centro-esquerda. E, de acordo com essa estratégia, tentou captar votos ao centro, incluindo os dos descontentes com a governação de António Costa / PS. Essa estratégia estava correcta, porque era daí que podia alcançar os votos necessários para ganhar as eleições ou, pelo menos, impedir a maioria absoluta do PS. Ao infectir à direita – por decisão própria ou mal aconselhado – e mudar de estratégia, não só não conseguiu ganhar votos da direita, porque teve a concorrência do Chega e da IL, que se afirmaram claramente da direita, e “devolveu” ao PS os votos que lhe poderia tirar, porque estes descontentes não viram nele a alternância ao centro de que gostam, mas não queriam uma viragem significativa à direita.

Maria Carrilho morreu

Zé LG, 06.02.22

Maria Carrilho.pngMaria Carrilho, antiga vice-presidente da Assembleia da República e antiga eurodeputada do PS, que se destacou pelo caráter pioneiro dos seus estudos na área da Defesa, morreu hoje, em Lisboa, vítima de leucemia, aos 78 anos, no hospital onde se encontrava internada há algum tempo.

Maria Carrilho defendeu necessidade de as instituições europeias passarem a encarar a vertente da cooperação como “uma modalidade mutuamente vantajosa para a UE e os países mais desfavorecidos”, considerando que: “A Europa parece encarar a sua política de cooperação para o desenvolvimento mais como uma obrigação ditada pela má consciência resultante do seu passado colonial, do que como uma modalidade mutuamente vantajosa”.

Era natural do Penedo Gordo.

“É tão difícil admitir que foi o chumbo do Orçamento do Estado que criou a maioria absoluta?”

Zé LG, 02.02.22

198438_1012620692002_1935660_n.jpg«O "mistério" da maioria absoluta

Como aconteceu? de quem foi a culpa? foram as sondagens, foi um golpe maquiavélico do Costa, foi um truque do Marcelo, foi o medo das várias direitas que fez as pessoas da "verdadeira" esquerda suicidarem-se nos braços hipócritas do PS, foi a ignorância popular, e mais etecetras...

E se o medo de tantos milhares foi não querer ver repetido o ataque ao Pec 4 do Sócrates e de Merkel, abrindo as portas aos Passos e Portas e à troika?

O chumbo do Orçamento do Estado criou uma onda de desgosto e indignação por todo o país, foi um facto triste e irrecuperável para BE e PCP.

Este colapso, pelos vistos, dadas as ultimas declarações e justificações dos seus responsáveis políticos, veio para ficar.

Caramba! É tão difícil admitir que foi esse acto inadmissível e inacreditável que criou a Maioria Absoluta?»

Helder Costa, aqui.

PS do Baixo Alentejo promete bater-se pela regionalização e “pela rápida execução dos projetos previstos e em curso”

Zé LG, 02.02.22

imgLoader2.ashx.jpgO presidente da Federação do Baixo Alentejo do PS, Nelson Brito, um dos dois deputados eleitos pelo PS no círculo eleitoral de Beja – o outro é Pedro do Carmo -, considerou que “a afirmação da força do Baixo Alentejo é um desígnio absolutamente central nas próximas décadas” e que é “neste contexto de afirmação da região” que o PS se vai “bater pela regionalização e pela criação da região Baixo Alentejo”, defendendo que “É urgente retomar um debate público alargado sobre esta mudança de paradigma, que permita aos territórios de baixa densidade tornarem-se territorialmente mais coesos” face ao “todo nacional”, envolvendo-se “de forma mais ativa e direta num real aprofundamento da democracia”.

Nelson Brito acrescenta que o PS vai pugnar “pela rápida execução dos projetos previstos e em curso” no distrito, entre os quais a dinamização do aeroporto de Beja, a eletrificação da linha ferroviária ou a construção do troço da A26 até Beja, porque “Depois da grande vitória alcançada nas últimas eleições autárquicas, que confirmou o PS como a maior força autárquica no Baixo Alentejo, esta vitória nas legislativas vem agora legitimar e validar a estratégia definida pela Federação do PS para a região”.

Ao PS saiu o brinde, ao BE e à CDU saiu a fava

Zé LG, 01.02.22

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«Ou seja: o PS beneficiou eleitoralmente das políticas da “geringonça”, e as forças políticas que mais contribuíram para esses avanços – PCP e BE – foram penalizadas pela estratégia da bipolarização e do voto útil. O Bloco perdeu três quartos dos seus deputados e o PCP metade.

O Presidente da República queria um “virar de página”, ou seja, um governo com uma política de direita, preferencialmente um governo PS/PSD. Não conseguiu a mudança e terá de convidar e dar posse a António Costa e a um Governo PS. Que não terá agora desculpas para não avançar com medidas que antes recusou…»

Análise dos resultados globais pelo jornalista Carlos Lopes Pereira, aqui.

PS conquista a maioria absoluta. Vamos ver o que faz com ela.

Zé LG, 31.01.22

Sem nome.pngO PS alcançou a sua segunda maioria absoluta. António Costa tem assim criadas as condições de estabilidade que tanto pediu. Tem estabilidade política (a maioria absoluta na Assembleia da República) e tem dinnheiro (a "bazuca" dos fundos comunitários) para investir no que é preciso para desenvolver Portugal. Vamos ver o que faz. Não tem desculpas para falhar! 

E Marcelo Rebelo de Sousa como fica, depois de ter visto o seu PSD estagnar e a desnecessidade do bloco central, que defendia? Como se vai adaptar à perda de protagonismo que naturalmente vai ter, face ao maior protagonismo de António Costa e do seu governo?

PS à beira da maioria absoluta

Zé LG, 31.01.22

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Com base nos resultados provisórios, é possível que o PS alcance a maioria absoluta e que o CDS fique de fora do Parlamento.

Os grandes vencedores são o PS (+ 5 pontos percentuais), à esquerda, e o Chega (+6) e a IL (+3,7), à direita, que sobem significativamente as suas votações.

Os grandes derrotados são o BE (-5) e a CDU (-2), à esquerda, e o CDS (-2,6) e o PSD (=), à direita. O PSD é o grande derrotado, não porque tenha perdido votação mas porque ficou muito mais aquém da vitória eleitoral, por que se bateu e chegou a anunciar nos últimos dias de campanha.

Saiba onde votar, no Concelho de Beja

Zé LG, 30.01.22

202112151824142218.jpgNo concelho de Beja há 47 mesas de voto que vão estar abertas entre as 8 e as 19 horas. No Círculo Eleitoral de Beja há 16 candidaturas, mas no boletim de voto aparecem 17. Conheça os resultados desde 2009.

Nas 12 Freguesias e Uniões de Freguesias do concelho de Beja há 47 secções de voto e as que têm mais mesas de voto e eleitores são as duas Uniões de Freguesias da cidade de Beja, Santiago Maior e São João Baptista com 16 secções e Salvador e Santa Maria da Feira com 12 secções.

Se quer saber onde vai votar, veja aqui.

Votar à esquerda, nas esquerdas

Zé LG, 28.01.22

202112151824142218.jpgSempre defendi uma maioria de esquerda. Finalmente, em 2015, as esquerdas conseguiram entender-se e apoiar a formação de um governo minoritário do PS, para afastar a direita do poder e recuperar o que foi retirado por ela. Depois de um primeiro mandato em que os acordos foram, mais ou menos, cumpridos e muito do que fora retirado foi recuperado, ao PS, com o reforço da votação obtido, subiu-lhe o poder à cabeça e passou a abusar dele, dispensando os seus parceiros à esquerda e reaproximando-se do PSD, com quem passou a votar cada vez mais. Deu no que deu...

Tudo indica que os votantes vão mostrar nas urnas que não gostaram do que aconteceu, que preferiam e preferem que o caminho iniciado em 2015 deve ser retomado. É isso que todos devem ser capazes de entender e, tendo em conta as posições relativas, assumir as suas responsabilidades, porque qualquer solução à direita será sempre pior, para quem trabalha e quem de mais apoio social precisa.

Por isso, eu VOTO À ESQUERDA, na esquerda que sempre se tem batido por uma maioria de esquerda. Espero que a maioria vote também à esquerda, para que o caminho de recuperação de Portugal, da aposta na produção nacional, da valorização do trabalho e dos trabalhadores aconteça.

Quem vai ganhar as eleições? Que governo vamos ter?

Zé LG, 28.01.22

202112151824142218.jpgA campanha eleitoral está a terminar. Foi mais animada do que se esperava, não sei se tão esclarcedora quanto seria necessário. Apesar de alguns excessos e picardias que se dispensavam, a campanha eleitoral decorreu sem incidentes, mostrando que vivemos numa democracia já consolidada, embora com necessidade de aprofundamentos ao nível da participação e dimensão económico-social, designadamente.

Quase terminada a campanha eleitoral, desafio os que ainda visitem o Alvitrando a deixarem aqui a sua opinião sobre quem vai ganhar as eleições e quem vai governar Portugal.

A “justiça social” da taxa única de IRS

Zé LG, 28.01.22

IRS2021.jpgOs partidos de direita têm defendido a aplicação de uma taxa única de IRS, de 15%, para fazer crescer a economia. Vejamos o que a aplicação daquela taxa traria:

Um contribuinte com um rendimento de 25.000 euros anuais, paga actualmente 6.250 euros de IRS. Passaria a pagar, com aquela taxa, 3.750 euros, poupando 2.500 euros.

Um contribuinte com um rendimento de 100.000 euros anuais, paga actualmente 48.000 euros de IRS. Passaria a pagar, com aquela taxa, 15.000 euros, poupando 33.000 euros.

Ou seja, ambos poupavam, mas o que tem menos rendimento poupava 2.500 euros enquanto o que tem rendimento quatro vezes superior poupava 33.000 euros (13 vezes mais do que o outro). É esta a justiça social que a direita defende – pagar menos (em termos relativos) quem mais ganha.

E o Estado recebia menos 35.500 euros para fazer face aos serviços públicos que tem de assegurar e que todos, incluindo os da direita, queremos melhores.

Rui Rio “não vai convencer os portugueses”, disse o presidente do Chega

Zé LG, 28.01.22

202201271207493267.jpgO presidente do Chega afirmou, em Beja, que Rui Rio “não vai convencer os portugueses” e acusou-o de ter “falta de vergonha na cara” quando diz que “um voto no Chega é um voto no PS” e de que “está a prestar um mau serviço à direita”, recordando que “o PSD votou ao lado do PS, na atual legislatura, cerca de 60% das vezes”.

Sobre o distrito de Beja disse que “tem estado esquecido” e que o “Chega quer ser a sua voz, defendendo o que é para defender”.