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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

EDIA contra desvio de água de Alqueva para o Algarve e o Caia

Zé LG, 23.04.21

Alqueva-cheia-2013_800x800.jpgSobre o transvase para a albufeira de Odeleite, a EDIA refere que logo que surgiram as primeiras notícias sobre o assunto, “foi transmitida à Agência portuguesa do Ambiente (APA) a enorme preocupação com esta solução, por colocar em causa a viabilidade do EFMA, nos termos em que foi aprovado”, defendendo que o reforço de Odeleite poderia ser feito “pela integração de parte das afluências da ribeira da Foupana”, defendendo a construção da barragem da Foupana.
Sobre a afetação de recursos hídricos do Guadiana, a montante de Alqueva, para reforço do Caia, a EDIA defende que essa possibilidade “apresenta várias dificuldades e condicionamentos que comprometem a sua viabilidade”, desde logo por se estar “perante volumes fornecidos de água muitos importantes” a que se junta a altimetria e desnível de bombagem que implicaria “importantes encargos” de todo o circuito elevatório e torna “quase proibitivo” o custo do fornecimento, concluiu a empresa.

Leia toda a notícia aqui.

BE diz que há “instalação abusiva e desregulada de culturas intensivas e superintensivas em Portugal.”

Zé LG, 07.04.21

P1100009.JPGPara o BE não se pode aceitar que o território esteja “a ser alvo de transformações brutais, que uniformizam as paisagens com monoculturas, que consomem recursos hídricos e que são beneficiados por investimentos públicos de regadio contra o interesse público e contrariando as evidências científicas sobre a resposta às alterações climáticas”. Neste contexto, Ricardo Vicente quis saber se “o Governo pensa promover a melhoria e a criação de pequenos regadios dispersos em toda a superfície agrícola útil e com menos impactos ambientais em vez de fazer investimentos de privilégio para uma minoria como decorre no Alqueva”; se “está prevista a redução dos incentivos a sistemas agrícolas desajustados das condições produtivas reais, nomeadamente através do ajustamento do preço da água de rega nos regadios públicos aos custos reais” e o que “pretende fazer quanto à manutenção da heterogeneidade da paisagem e diversidade biológica que suportam o equilíbrio dos ecossistemas.”

“Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva está em perigo”, alerta a APBA

Zé LG, 05.04.21

Alqueva-cheia-2013_800x800.jpgA Associação de Proprietários e Beneficiários de Alqueva (APBA) afirma que “o Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva (EFMA) está em perigo”, porque estão em marcha três possíveis desvios de água da albufeira alentejana:

1- Levar água para o Algarve através de uma captação no Pomarão, que só será viável aumentando a libertação de água das albufeiras de Alqueva e Pedrógão.

2- Permitir a Espanha, aumentar e legalizar a captação ilegal existente no Pomarão. Da forma como as negociações parecem ser conduzidas pelo Ministério do Ambiente, é o que vai acontecer num futuro próximo.

3- Aumentar o volume de água afeto ao Perímetro do Caia, através de uma captação no Guadiana a montante de Alqueva.

Para o presidente da APBA, José Cavaco Rodrigues, ao Governo “não chega atingir os cerca de duzentos mil hectares a regar por Alqueva com o volume de água previsto para os cento e vinte mil hectares inicialmente aprovados”. Já não parece ser relevante para o governo, “garantir a água necessária para o sucesso deste grande projeto nacional e para o sucesso dos investimentos feitos”, deixando no ar a dúvida de que “parece querer mais, sem acautelar os riscos para o sucesso dos investimentos públicos e particulares já realizados”, sustenta. 

“Más práticas no olival “nascido” do Alqueva são regra e não exceção”, diz associação Zero

Zé LG, 22.03.21

As más práticas no cultivo de olival são a regra e não uma exceção no Alentejo, ao contrário do que defende o estudo recentemente divulgado pela EDIA, argumentou José Paulo Martins, representante em Beja da associação ZERO, frisando que o próprio documento publicado pela Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA) “refere que há insuficiência numa série de aspetos” e destacou as irregularidades que, garantiu várias vezes, “basta andar no terreno para ver”.

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O ambientalista considerou ainda que é “um absurdo” defender o olival no Alentejo como “a grande barreira verde contra a desertificação” e sustentou que, para travar esse processo, é necessário, isso sim, “combater a erosão e a perda de solo”.

Disse concordar com a conclusão de que deveria haver uma entidade única que fizesse a “avaliação prévia” das instalações para “ver se estão a ser respeitados esses condicionalismos de ordenamento e boas práticas” e, acima de tudo, “fiscalizar”.

Presidente do PS Baixo Alentejo debateu temática da água com a ministra da Agricultura

Zé LG, 23.02.21

202102212244306635.jpgO Presidente da Federação do Partido Socialista do Baixo Alentejo, Nelson Brito, reuniu-se, este fim-de-semana, com a ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, o presidente da Comissão Parlamentar de Agricultura e Mar, o deputado eleito pelo PS no Baixo Alentejo, Pedro do Carmo, para debater o calendário de obras do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva (EFMA), a decorrer nos blocos de rega Póvoa/Amareleja/ Moura e Messejana, bem como da rede primária da Albufeira do Roxo/ Albufeira da Rocha" e, ainda, abordar "a viabilidade de projetos energéticos nas barragens do EFMA e solicitada a inscrição da barragem de Oeiras/Almodôvar nos próximos instrumentos financeiros comunitários.”

Central Termoelétrica de Sines encerrou ontem

Zé LG, 16.01.21

202101141621365596.jpgApós 35 anos em atividade, o encerramento, ontem, da central da EDP em Sines, com 1.256 megawatts (MW) de potência, marca o princípio do fim de uma era no sector energético nacional e mundial, com a despedida do carvão. No horizonte de Sines surge agora a possibilidade de produção de hidrogénio verde, com a EDP a estudar esta possibilidade em conjunto com outras empresas.

O fim da laboração da central significa também o fim de cerca de um décimo das emissões de óxidos de azoto, dióxido de enxofre, partículas e metais pesados em Portugal, assinala a Zero, que reconhece que o encerramento de Sines e da outra central a carvão portuguesa, no Pego, afeta direta e indiretamente cerca de 700 trabalhadores e lamenta que não tenha havido "diálogo, concertação social e criação de soluções alternativas" para essas pessoas.

O presidente da Câmara Municipal de Sines, Nuno Mascarenhas, considerou que "face à conjuntura existente" o fecho da central a carvão de Sines "não foi o mais indicado".

"Foi uma decisão tomada pela EDP, mas temos de nos concentrar naquilo que é o mais importante e encontrar alternativas para os trabalhadores que direta ou indiretamente exerceram funções durante muitos anos nesta central", sublinhou.

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A EDP “tem estado sempre disponível para colaborar com o Governo no que respeita a garantir a segurança do abastecimento, e sempre que tal é necessário, estando a realizar investimentos na central do Alqueva para reforço da prestação de serviços de sistema (a nível do controlo de tensão)”.

Dark Sky Alqueva considerado o melhor destino emergente da Europa

Zé LG, 02.01.21

dark-sky-alqueva.pngO Dark Sky Alqueva ganhou a distinção de Europe’s Best Emerging Destination 2020 (melhor destino emergente europeu) nos International Travel Awards. Adicionalmente, o Observatório Oficial foi igualmente premiado, tendo recebido o troféu de Europe’s Best Emerging Attraction 2020 (melhor atração emergente). Estas duas distinções surgem depois de o empreendimento ter ganhado mais um “óscar” para projeto de desenvolvimento turístico do ano nos Wold Travel Awards.
Apolónia Rodrigues, criadora e coordenadora do Dark Sky, refere que é “fundamental apostar no posicionamento de Portugal como um destino internacional líder no Astroturismo pois, neste momento, já envolve cerca de 13.000,00 km2 certificados como Starlight Tourism Destination”.
Recorde-se que, em 2011, “os céus escuros” e as terras douradas do Alqueva tornaram-se o primeiro Starlight Tourism Destination do mundo e “em 2018 o primeiro transfronteiriço”, integrando dez concelhos portugueses e 13 municípios espanhóis em redor do Grande Lago.

Povoações de Almodôvar e Mértola vão receber água da Barragem do Monte da Rocha

Zé LG, 11.11.20

281120171816-610-MontedaRocha.jpgA AgdA, Águas Pública do Alentejo e a SADE, Compagnie Génerale e Travaux D’Hydraulique assinaram contrato de empreitada relativa aos eixos secundários da adução ao eixo Almodôvar e Mértola sudoeste, no valor de pouco mais de 2 milhões de euros e com um prazo de execução de 365 dias.

“Esta empreitada permite concluir o Sistema de Abastecimento de Água de Monte da Rocha, com origem na albufeira do mesmo nome e destinado a servir de água potável a totalidade os municípios de Almodôvar, Castro Verde e Ourique, e ainda parcialmente os municípios de Mértola e Odemira.

"O uso da água do Alqueva está muito longe de ser sustentável"

Zé LG, 02.10.20

A associação ambientalista ZERO alertou que "o uso da água do Alqueva está muito longe de ser sustentável" e, "agora que a primeira fase do EFMA está praticamente concluída e uma segunda está a ser implementada, é inegável que estamos perante opções erradas na gestão, as quais vão ter reflexo no futuro do empreendimento".

Alqueva.JPGPor outro lado, "parece não se querer assumir que a crise climática é uma urgência e que face aos cenários previsíveis temos de avaliar que água vai estar disponível". "A quantos anos de seca pode a albufeira responder em dotações para rega quando tivermos quase 200.000 hectares dependentes em época normal e mais ainda nas fases de seca?", questiona a ZERO.

E, "a jusante da produção olivícola, predominante neste modelo agrícola", surgiu o "problema" da poluição do ar gerada por fábricas de transformação e extração de óleo do bagaço de azeitona resultante da produção de azeite nos lagares. "É esta a agricultura que queremos para a região? Monoculturas para exportação com base na subsidiação da água e no maior investimento público ao nível agrícola jamais efetuado? Ou mais diversificação [que] possa responder às necessidades alimentares do país?", questiona a ZERO.

O município de Moura assinou contrato de financiamento para a Estação Náutica

Zé LG, 30.09.20

O presidente da Câmara Municipal de Moura, Álvaro Azedo, assinou, ontem, o contrato referente ao Plano de Desenvolvimento da Oferta Turística da Estação Náutica de Moura – Alqueva.

10181_big Moura.jpgO desenvolvimento de experiências turísticas, a produção e instalação do plano de sinalética, bem como a monitorização da criação e implementação da Estação Náutica de Moura são algumas das actividades inseridas no Plano".

Foi para isto que se construiu Alqueva?

Zé LG, 28.09.20

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A gestão da água do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva é complexa porque, como o próprio nome indica, se destina a fins múltiplos e os interesses são também diversos e nem sempre comuns. Mas o seu objectivo primeiro é o de assegurar água - e de qualidade, acrescento eu -, ao consumo das populações abrangidas.

Posto isto, não consigo aceitar como boa a gestão que está a ser feita no que concerne ao abastecimento de água às populações de Beja e Aljustrel, deixando chegar a este (baixo) nível a água na Albufeira do Roxo. Certamente que o seu tratamento terá de ser muito mais exigente para assegurar a sua qualidade nas torneiras...

Qual a diferença na gestão da quantidade e da qualidade da água da Albufeira do Roxo de antes para agora com a ligação assegurada a Alqueva? Sem esta ligação haveria menos água na Albufeira do Roxo neste momento? Continua esta a servir apenas para armazenar a água da chuva?

Ligação da água de Alqueva à Barragem do Monte da Rocha é prioritária

Zé LG, 13.08.20

A ligação da albufeira do Monte da Rocha, situada no concelho de Ourique, ao Alqueva, através da Barragem do Roxo é para o Governo um projeto prioritário. O projeto de execução da obra encontra-se em fase de elaboração e tudo indica que esteja concluído em outubro deste ano.

20180205210932137 Rocha.jpgPor um lado, irá “permitir o abastecimento público aos 5 concelhos (Ourique, Castro Verde, Almodôvar, Mértola e Odemira ) que recebem a água a partir do Monte da Rocha” e, por outro, esta empreitada irá “garantir o fornecimento de água no perímetro de rega já existente nos concelhos de Ourique e de Santiago do Cacém” e possibilitar “a criação de um novo perímetro de rega nos concelhos de Ourique e de Aljustrel”, potenciando “o desenvolvimento económico da região”.

CDS alerta para consequências de extração de minério na Extremadura para Alqueva e populações fronteiriças

Zé LG, 06.08.20

202008051620545226 cds.jpgNuma pergunta dirigida ao Ministro do Ambiente e Ação Climática, o deputado do CDS, João Gonçalves Pereira questionou a tutela sobre um projeto de extração de minério em vias de nascer na região transfronteiriça de Extremadura, a poucos quilómetros da barragem de Alqueva.

Segundo o Grupo Parlamentar do CDS-PP, “trata-se de um projeto com uma extensão de cerca de 35 km para exploração de ouro, cobre e ferro, junto a afluentes do rio Guadiana, e que prevê a abertura de 26 poços, em plena zona especial de conservação da rede Natura 2000”.

“De acordo com dados do próprio projeto, está prevista a utilização de cerca de sete milhões de litros de água por dia” e, nesse sentido, o CDS-PP frisa que “as consequências ambientais e de saúde pública poderão ser dramáticas”. 

Olivum diz que “agricultura de subsistência e agricultura de escala devem coexistir pacificamente”

Zé LG, 13.06.20

A Olivum - Associação de Olivicultores do Sul considera “positiva a não aprovação, na Assembleia da República, dos projectos de lei e de resolução com vista à regulamentação discriminatória do Olival”, porque representa “a reafirmação do Alqueva, um projecto de três mil milhões de euros, como um empreendimento de fins múltiplos em abastecimento humano, regadio agrícola e produção de energia, sem exclusão discriminatória de qualquer uma das vertentes”.

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A discussão e votação em sessão plenária “deram vitória à ciência e à razão ao deixar de lado os argumentos com base nas emoções ou convicções, que em nada contribuem para o esclarecimento do cidadão. Ficou demonstrado que a polarização da discussão dos dois modelos agrícolas – agricultura de subsistência e agricultura de escala – é o caminho errado, pois os ambos os modelos devem coexistir pacificamente” sublinha a Olivum, concluindo que “A desmistificação da agricultura intensiva, super intensiva e da monocultura, assim apelidadas nos projectos legislativos agora chumbados, e a afirmação do olival como agricultura de precisão, dotada de sustentabilidade económica e ambiental, um dos objectivos da Olivum, sai reforçada. O olival moderno continuará a assegurar a viabilidade económica das explorações, dinamizando a economia local e fixando as populações ao território.”

Secretária de Estado do Turismo vai estar presente esta manhã na praia fluvial de Monsaraz

Zé LG, 10.06.20

A cerimónia de certificação da Estação Náutica de Monsaraz, que assinala também a abertura da época balnear na praia de Monsaraz, decorre esta manhã, pelas 10 horas, com a presença de Rita Marques, Secretária de Estado do Turismo, José Calixto, Presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, e António José Correia, Coordenador da Fileira Náutica e do Turismo Náutico do Cluster do Mar.

Monsaraz.jpgA Estação Náutica de Monsaraz foi certificada pela Fórum Oceano – Associação da Economia do Mar - uma associação para o desenvolvimento do cluster do mar e que lançou o projecto que promove, desenvolve e certifica as Estações Náuticas em Portugal -, vai ser dinamizada “com uma agenda anual de desportos náuticos, iniciativas culturais e de hábitos saudáveis”, segundo a autarquia de Reguengos de Monsaraz.

EDIA acumula dívidas de regantes de Alqueva

Zé LG, 05.03.20

P1010794.JPGNo final de 2019, os cerca de 2 508 regantes tinham uma dívida à EDIA de cerca de 5 milhões e 205 mil euros, mais 3 milhões de euros que em ano anterior.
A EDIA refere que “existem dívidas por liquidar desde o ano de 2010” e que já foram “instauradas execuções fiscais”. Entre 2014 e 2019 a Empresa “instaurou 285 processos de execução fiscal”.
A empresa refere que “os clientes que apresentam saldo devedor à data da inscrição para a campanha de rega, que se realiza anualmente, não lhe é renovado o contrato, não tendo [por isso] acesso à água”.

É necessário "estabelecer planos de monitorização do Alqueva adequados às várias utilizações da água da albufeira"

Zé LG, 06.02.20

A água do Alqueva está contaminada por insecticidas e pesticidas, cuja concentração ultrapassa os limites europeus e pode ameaçar a saúde humana, revela um estudo de um grupo de investigadores da Universidade de Aveiro. Estes concluem ser necessário "estabelecer planos de monitorização do Alqueva adequados às várias utilizações da água da albufeira".

alqueva.JPGOs autores do estudo, Joanne Rodríguez Pérez, Susana Loureiro, Salomé Menezes, Patrícia Palma, Rosa Fernandes, Isabel Barbosa e Amadeu Soares, recomendam "que seja prestada atenção ao facto de os valores máximos permitidos para os pesticidas individuais e para a soma de pesticidas não ter em consideração os efeitos da mistura dos químicos que podem, por exemplo, ser potenciados".

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