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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

“Rede Natura 2000 é o maior cancro que temos aqui na região”?

Zé LG, 11.06.24

ajam-550x368.jpgO presidente da AJAM – Associação de Agricultores de Moura, António Miguel Rosado, diz que as prioridades são as de “encontrar saídas para ultrapassar as dificuldades que temos na nossa região em relação à agricultura e que funciona a duas velocidades: uma imprimida pelo Alqueva com o regadio e tecnologias de ponta e outra, fruto da Rede Natura 2000 que até agora não trouxe benefício para a região em qualquer sector da economia”, alertando que vão ser abandonadas “terras de excelente qualidade, com aptidão para boas culturas agrícolas que está completamente abandonada porque, para além de não se poder fazer nada, não há um Plano de Gestão da Rede natura 2000 que possa dar orientações aos agricultores para saberem o que podem fazer”.

Sustentabilidade do olival no perímetro de rega na área do EFMA

Zé LG, 04.06.24

RG (1).png"O olival é uma cultura milenar na nossa região alentejana. Porquê? Porque se trata de uma cultura muito bem adaptada ao nosso clima mediterrânico. Talvez uma das mais bem adaptadas", sublinha Rui Garrido, em crónica de opinião que pode ler e ouvir aqui.
“Acresce que, em regadio, é explorado, na sua grande maioria, em Modo de Produção Integrada, com enrelvamento das entrelinhas, gerando biodiversidade e sustentabilidade ambiental. Funciona também como um sumidouro de dióxido de carbono: uma oliveira, para produzir a azeitona necessária à transformação de 1 litro de azeite, capta da atmosfera 11,5kg de carbono e emite apenas 1,5 kg de CO2. Apresenta uma rentabilidade acima da maior parte das culturas de regadio que se praticam na nossa região, o que também tem contribuído para a sua expansão.” 

Aqui está um tema interessante, oportuno e pertinente que justifica um debate sem preconceitos, que nos ajude a compreender melhor quais os benefícios e prejuízos - e para quem -, resultantes  desta (quase) monocultura nesta área.

Produtores de Odemira e Aljezur insistem numa dessalinizadora para fazer face à falta de água

Zé LG, 31.05.24

202301201101513629.jpgA Associação de Horticultores, Fruticultores e Floricultores dos concelhos de Odemira e Aljezur (AHSA) insiste na construção de uma dessalinizadora neste território, na sequência de um estudo que aponta para “a deterioração e limitação do abastecimento” da barragem de Santa Clara”, no concelho de Odemira.

“É preciso avançar” com esta solução “porque a única fonte de água que temos é [a barragem de] Santa Clara” e “todos os dados apontam para quebras na precipitação muito acentuadas” neste território, disse o presidente da AHSA, Luís Mesquita Dias. O estudo prévio, concluído “há cerca de dois meses”, intitulado “Água do Atlântico para o Sudoeste Alentejano”, destaca a urgência da situação na região do Perímetro de Rega do Mira, apontando para “a deterioração e limitação do abastecimento” da barragem de Santa Clara”.

Ministro da Agricultura diz que agricultura de sequeiro não será esquecida

Zé LG, 04.05.24

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O ministro da Agricultura, depois de uma reunião com a ACOS, na OVIBEJA, garantiu que já estão em execução muitas propostas que dão resposta às apreensões manifestadas e destacou que os agricultores são fator de coesão territorial, deixou claro que a agricultura de sequeiro não será esquecida e que o apoio para a eficiência e a modernização através de outros fundos são, também, objetivos que se pretendem atingir.
José Manuel Fernandes adiantou, ainda, que o Governo já está a trabalhar numa portaria que será publicada, em breve, que irá apoiar mais de 100 mil agricultores, nomeadamente, aqueles que têm menos de 10 hectares. Leia e oiça aqui e aqui.

Vale da Rosa estima ter “neutralidade energética da herdade ainda em 2024”

Zé LG, 26.04.24

Vale da rosa.pngA Herdade Vale da Rosa, produtor de uva de mesa sediado em Ferreira do Alentejo, graças à sua nova embalagem Zero Plástico, já poupa 80 toneladas desse material por ano. Tendo investisdo cerca de 500 mil euros nesta embalagem, estima que “a neutralidade energética da herdade” possa “ser alcançada ainda em 2024”.
A “otimização de recursos hídricos”, a “gestão técnica dos solos”, a “escolha das plantas que serão semeadas na entrelinha, com o intuito de melhorar a estrutura do solo, reduzindo a erosão, aumentando a matéria orgânica e a capacidade de retenção de água no solo”, ou a “instalação de aproximadamente 900 painéis fotovoltaicos” são investimentos da herdade na área da sustentabilidade.

“veremos se agora com um governo de direita o problema fica resolvido!”

Zé LG, 10.04.24

naom_65bb75ca89caa.jpg«Ao que se sabe, e não obstante ser preciso ter cabeça para tudo nesta vida, as reivindicações dos agricultores (como em muitas outras áreas) têm apenas que ver com mais dinheiro! Mas veremos se agora com um governo de direita o problema fica "definitivamente" resolvido! Não me parece, porque as políticas agrícolas europeias colocaram os agricultores portugueses, numa relação de dependência das subvenções, da matriz produtiva e do modus operandi do sector! Há muitos anos que assim é, e acreditar-se que agora será melhor, não passa de mera ilusão! Mas veremos...» Anónimo, 07.04.2024, aqui.

CDU defende mais apoios à agricultura e condena "ditadura da distribuição"

Zé LG, 04.03.24

pr (2).png"Que se invista na agricultura e nos agricultores e não no agronegócio. Que se acabe com o escândalo do apoio da PAC, canalizado para as mãos de grandes agrários, esses 7% que ficam com 70% de todos os apoios que vêm da União Europeia, ao mesmo tempo que aos restantes agricultores sobra a diminuição do rendimento. Ao mesmo tempo que Jerónimo Martins e Sonae acumularam mil milhões de euros de lucro", afirmou Paulo Raimundo, em Santarém, frisando que "O país, a agricultura, os agricultores e cada um de nós não tem futuro enquanto não se enfrentar com coragem essa autêntica ditadura da grande distribuição, essa autêntica ditadura que esmaga os pequenos agricultores, esmaga a produção, esmaga cada um de nós cada vez que temos de ir ao supermercado. Sem enfrentar isto de frente não há alternativa no nosso país, não há alternativa para a agricultura".

 

População de Trigaches previne contra a instalação de culturas intensivas

Zé LG, 26.02.24

olival-intensivo_800x800.jpgA população de Trigaches, num documento remetido aos presidentes da Assembleia e Junta de Freguesia e Assembleia e Câmara Municipal, afirma que “está confrontada com os rumores da instalação de uma cultura intensiva ou mesmo super-intensiva às suas portas”, pelo que exige que “ao abrigo do PDM da Câmara de Beja, sejam desde já tomadas todas as medidas que impeçam a instalação de culturas intensivas e super intensivas nos limites de segurança de Trigaches e S. Brissos, sejam reforçados os mecanismos de prevenção que garantam a tranquilidade e a segurança das populações face às crescentes ameaças de proliferação deste tipo de culturas e que sejam tomadas iniciativas concretas junto de todas as entidades convenientes, ao nível local, regional e nacional, no sentido de criar e fazer cumprir um quadro legal que proteja as populações e propicie o desenvolvimento sustentável da agricultura e a nossa soberania alimentar”.

“É preciso definir políticas estratégicas e investimento de médio/longo prazo”

Zé LG, 22.02.24

RG.png"… Agricultores e governantes devem integrar os fenómenos das alterações climáticas no modo de planear e de trabalhar. É preciso encontrar as soluções necessárias para tirar o melhor proveito das nossas produções agrícolas, pecuárias e florestais. Sendo que os agricultores são a classe profissional que mais exposta está às alterações climáticas porque trabalha a céu aberto, e o que produz, seja animal ou vegetal, está dependente do clima.
Não podemos fingir que os períodos cada vez mais prolongados de seca são um fenómeno passageiro e ocasional. Também não podemos cruzar os braços de cada vez que há uma enxurrada - daqueles fenómenos extremos – quando vemos essa água sumir-se no mar, sem ser represada. ... É tempo de agir. De colocar em prática as soluções necessárias para conferir normalidade à vida no campo em contexto das alterações climáticas.” Rui Garrido, aqui.