Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

MESA prepara o futuro no Aeroporto de Beja com o Curso de Técnico de Manutenção

O valor do curso é suportado pela própria MESA e apoiado, seja através de bolsas de formação ou subsídios diversos, pela Hi Fly.

72664556_777915422640703_6033415838030102528_n.jpg

Os 15 alunos que estão a frequentar o curso de técnico de manutenção promovido pela MESA terão emprego nos hangares do aeroporto de Beja, base da frota de aviões da Hi Fly.

O curso que decorrerá, até finais de março do próximo ano, entre o aeroporto de Beja e o Hangar da MESA, base dos aviões da Hi Fly, na qual vão trabalhar, pretende “familiarizar e capacitar os alunos com conhecimentos sobre estruturas, motores, hélices e APU, eletricidade e aviónica, sistemas de aeronaves, componentes de aeronaves e helicópteros”.

CÂMARA DE BEJA LAMENTA ATRASOS NA INSTALAÇÃO DE FÁBRICA NO AEROPORTO

"LEMOS E NÃO PODEMOS IGNORAR!

CMBeja-assinatura-2.png

A edição do passado dia 19 de agosto do Diário de Notícias, dava conta de mais um atraso no processo de instalação da unidade industrial da AeroNeo no Aeroporto de Beja. Desta vez, a falta de uma assinatura necessária, por parte da Força Aérea.
Assim sendo, depois de vários meses de espera para obtenção da autorização do Governo, continua a espera por mais esta assinatura.
Ao longo deste processo, o Município de Beja, por considerar este tipo de investimento essencial para alavancar outros para o desenvolvimento e criação de emprego no concelho e na região, manifestou desde a primeira hora ao promotor do mesmo, total disponibilidade e apoio com vista à sua implementação.
A Câmara Municipal de Beja, sem abdicar do direito à denúncia pública sobre a falta de resolução por parte do Governo e de estruturas dele dependentes, reafirma a sua disponibilidade, que sempre manteve, para colaborar com o Governo e com as entidades que possam contribuir para o desenvolvimento da região e, pela sua parte, tudo fará esperando que esta situação possa rapidamente ser ultrapassada."

Recebido por email de: Câmara Municipal de Beja | Gabinete de Comunicação Integrada

A Bordalolândia em que se transformou o Aeroporto de Beja

Em vez dos bonecos da Disney, teríamos o Zé Povinho, que aparece a pagar as obras, fazendo uma figura mais pateta que o Pateta.Mais um motivo de orgulho para o nosso país, já tão rico em recordes: a garagem mais cara do mundo fica em Portugal. Chama-se Aeroporto Internacional do Alentejo, e fica em Beja. Podia ter sido o aeroporto mais barato do mundo, porque foi construído a partir de uma base aérea já existente, mas felizmente, e porque seria um pouco pindérico termos infra-estruturas baratas, neste momento é a garagem mais cara do mundo. O projecto de explorar o turismo alentejano e algarvio falhou. Não foram construídos os acessos necessários nem criadas condições para atrair as companhias aéreas low-cost. Esta semana, o aeroporto perdeu o seu único voo comercial e transformou-se, então, numa formidável garagem para aviões.
O processo de construção da estupenda garagem cumpriu todos os trâmites da burocracia clássica portuguesa. Houve atrasos na construção, na certificação e na inauguração. Entre o fim da construção e a inauguração passou tanto tempo que o aeroporto teve de ser submetido a obras. Foram feitas previsões divertidíssimas. Em 2007, responsáveis pelo projecto previram que o aeroporto teria 178 000 passageiros em 2009. O aeroporto só seria inaugurado em Abril de 2011, pelo que os 178 000 passageiros que estavam ávidos de o frequentar em 2009 devem ter tido uma desilusão grande. O mesmo responsável estimava que, em 2020, o aeroporto atingisse 1,8 milhões. Não sei se já disse que o aeroporto perdeu esta semana o seu único voo comercial. Recordo que estamos em 2014. Por causa deste pequeno desfasamento entre as projecções e a realidade, o Governo criou outro clássico: o grupo de trabalho que tenta perceber de que forma se resolve o assunto.
É a este e a outros grupos de trabalho semelhantes que eu gostaria de fazer uma proposta. Trata-se da criação da Bordalolândia. Assim como os americanos têm a Disneylândia, inspirada nos bonecos desenhados por Walt Disney, também Portugal poderia ter a Bordalolândia, inspirada nas criações de Rafael Bordalo Pinheiro. Todos os projectos semelhantes ao Aeroporto de Beja seriam convertidos em grandes parques temáticos, com diversões para encantar miúdos e graúdos. Em vez de comboios que percorrem o mundo das histórias infantis, como a da Branca de Neve, teríamos um comboio parecido que percorreria a história da construção do empreendimento. Não sendo histórias de fantasia, têm partes que parecem mentira, como creio ter ficado claro. Em vez dos bonecos da Disney, teríamos o Zé Povinho, que aparece a pagar as obras, fazendo uma figura mais pateta que o Pateta. Parece-me que é assim que podemos recuperar o nosso dinheiro. A menos que o projecto da Bordalolândia seja planeado e executado por quem planeou e executou o do Aeroporto de Beja.
Ricardo Araújo Pereira
11:27 Quinta feira, 10 de Julho de 2014, in: http://visao.sapo.pt/a-bordalolandia=f788554

Quem explica o que se passa com o Aeroporto de Beja?

Notícias hoje divulgadas - Questões estruturais podem condicionar a fixação de investidores e “Temos a sopa na mesa, falta-nos a colher” -, exigem explicações do governo, que tutelou a construção do Aeroporto de Beja ou Terminal Civil da Base Aérea de Beja.

Quando terminam as “obras de santa Engrácia”, o que falta acertar com a Força Aérea para que possam ser utilizadas as suas necessárias infra-estruturas, quando se prevê estar concluído o processo de licenciamento são, entre outras perguntas que devem ter resposta rápida e concreta, de modo a viabilizar intenções de instalação de empresas.

Também é fundamental a informação da situação do parque industrial (ou empresarial) anexo ao Aeroporto, designadamente quando pode receber a instalação de empresas.

E, ainda, a questão da instalação de fábricas de componentes aeronáuticas em Évora precisa de ser justificada, tendo em conta que há especialistas que dizem que tal instalação só faz sentido junto de um aeroporto, devido às questões de transporte.

Será desta que uma promessa com uma dúzia de anos vai ser cumprida?

A candidatura de construção da 1ª Fase do Parque Empresarial de Cuba, no valor de 2 milhões e 300 mil euros, foi aprovada pelo Inalentejo.
Esta obra é uma infra-estrutura imprescindível para o Concelho de Cuba, uma vez que, graças á conclusão da via rodoviária que liga Cuba directamente ao Aeroporto de Beja, o futuro Parque Empresarial fica apenas a 10 quilómetros do Aeroporto, o que poderá atrair muitos investidores, especialmente em actividades industriais, que gerem postos de trabalho e o necessário e desejado desenvolvimento económico para o concelho.

Definida estratégia de marketing para o Aeroporto de Beja

A Câmara Municipal de Beja, a Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo e a ANA – Aeroportos de Portugal concluíram que a estratégia de marketing para o Aeroporto de Beja deve assentar essencialmente na promoção externa da região em três vertentes:
> “captar fluxos turísticos nos mercados emissores estratégicos;

> atrair empresas interessadas no desenvolvimento de negócios aeronáuticos, como seja o caso da área de manutenção de aeronaves;

> e procurar soluções multimodais no domínio da logística que incluam e potenciem o desenvolvimento do transporte de carga aérea, contribuindo para o desenvolvimento da economia regional”.

Estrada das "Voltinhas"

Esta é uma nova estrada, que liga a estrada Cuba - Trigaches, junto ao entroncamento com o acesso a Faro do Alentejo, ao Aeroporto de Beja, junto do acesso a São Brissos, que, segundo julgo saber, foi construida na sequência de um acordo entre a Câmara Municipal de Cuba e a EDIA, com o objectivo de encurtar a distância entre aquela Vila e o Aeroporto de Beja.

Chamei-lhe Estrada das "Voltinhas", porque em cerca de 6 kms tem 25 curvas, umas mais outras menos apertadas.  

Rompamos de vez com as falsas fatalidades de que temos sido vítimas!

“Vivemos na região mais atrasada, não só do país como da Europa.

Vivemos numa região com cada vez menos gente, duplamente envelhecida, com pouca formação profissional e um nível de desemprego superior ao do resto do país.

Vivemos numa região de grandes recursos naturais, culturais e ambientais.

Porquê esta contradição? Será fatalidade?

Será por fatalidade que a nossa região se tem limitado a ser um corredor de passagem?

Será por fatalidade que a nossa agricultura se encontra atrasada e não é realizada um reforma agrária que provoque a necessária reconversão agrícola e desenvolva o meio rural?

Será por fatalidade que não é implementado o Plano de Rega do Alentejo nem são aproveitados os múltiplos fins de Alqueva?

Será por fatalidade que o aeroporto de Beja não é utilizado simultaneamente para usos civis; à semelhança do que acontece com outros aeroportos militares?

Será por fatalidade que as estradas que permitam ligações fáceis Beja – Mértola – Vila Real de St.º António, Sines – Beja – Ficalho – Sevilha e Beja – Odemira – Costa Alentejana tardam em ser arranjadas?

Será por fatalidade que a via férrea que liga Beja ao Algarve não é melhorada e o ramal de Moura foi encerrado?

Será por fatalidade que não é acrescentado mais valor às matérias-primas regionais?

Será por fatalidade que a riqueza aqui gerada não é aqui reinvestida?

Será por fatalidade que na distribuição dos fundos comunitários a nossa região é a menos beneficiada?

Será por fatalidade que o PDR prevê o agravamento da situação de subdesenvolvimento em que nos encontramos, contrariando um dos principais objectivos da CEE – a atenuação das assimetrias regionais?

Será por fatalidade que a Regionalização continua congelada sendo exercidos os poderes que deverão caber às Regiões por órgãos desconcentrados do Poder Central sem ter em conta as aspirações das populações?

Não! Nada disto, e muito mais, acontece por fatalidade mas por vontade (ou falta dela) dos homens, ou melhor, por falta de vontade política de quem detém o poder.

Mas é preciso não esquecer que a vontade dos homens e as vontades dos poderes constituídos também se mudam.

É isso que tem de acontecer para que o desenvolvimento e o progresso da nossa região e o bem-estar das suas gentes se transformem de miragens em radiosas realidades.

Tem de acontecer e rapidamente sob pena de perdermos irremediavelmente o comboio.

Para isso é preciso tocar a reunir. É preciso reunir todas as vontades, sem excepção, e definir o maior denominador comum para o desenvolvimento da nossa região.

Não podemos nem devemos permitir ser comandados por quem não está sufragado para tal – a CC(D)RA. Para isso é importante termos um modelo de desenvolvimento integrado, termos propostas e projectos concretos e prontos, termos definido o papel que cabe a cada interveniente no processo, termos, afinal, definido o maior denominador comum para o desenvolvimento da nossa região pelo qual nos saibamos bater e lutar.

15 de Maio de 1990”

 

Não é engano, a data é mesmo esta! Há vinte anos que proferi, enquanto presidente da AMDB, esta declaração (expurgada de alguns, poucos, pontos que, entretanto, ficaram desactualizados ou com menos interesse) no acto de assinatura do contrato para a elaboração do PIDDBE – Plano Integrado de Desenvolvimento do Distrito de Beja.

Duas décadas passadas, com três Presidentes da República – Mário Soares, Jorge Sampaio e Cavaco Silva, oito governos -  PSD/Cavaco Silva (2), PS/António Guterres (2), PSD-PP/Durão Barroso, PSD-PP/Santana Lopes e PS/José Sócrates (2) e diversas maiorias na região, quer na AR quer dos municípios, quase sempre do PS, e o que mudou desde então? É claro que algo mudou – o empreendimento de Alqueva e o Aeroporto de Beja estão quase prontos, embora, duas décadas (!!!) depois, ainda não estejam prontos e a funcionar – e outros projectos foram executados e existe outro dinamismo nalguns sectores. Mas no essencial, no que eram então os traços que caracterizavam esta região, o que mudou?

Comentários recentes

  • Anónimo

    Pode sempre deixar o seu contributo para a elevaçã...

  • Anónimo

    Pois claro! Nem precisamos de ansiolíticos, bastan...

  • Anónimo

    Dra, tendo em conta que temos 21 deputados europeu...

  • Ana Matos Pires

    Tranquilizar os demais é o meu nome do meio. Mande...

  • Anónimo

    A iniciativa do movimento é meritória mas inócua e...

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.