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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Viva o 1º de Maio! 25 de Abril sempre!

Zé LG, 02.05.20

1maio-2020.jpgAs comemorações do 1º de Maio, pela CGTP, voltaram a ser criticadas pelos mesmos que criticaram as comemorações do 25 de Abril, pela Assembleia da República. Com os mesmos argumentos, de não cumprirem as normas estabelecidas, dos responsáveis por elas e dos que nelas participaram estarem a dar um mau exemplo, etc. Já para não referir as "declarações de amor" ao que se comemorou, porque não quero ser desagradável...

Não me vou alongar em apreciações a tais opiniões, porque cada um é livre de expressar as suas, mas não quero deixar de afirmar que me desgostou ler e ouvir comentários de algumas pessoas, de quem esperava mais seriedade, coerência e respeito por aquelas datas.

Há 46 anos

Zé LG, 25.04.20

..., precisamente a esta hora, fui acordado pela Senhora da casa onde estava hospedado, em Castro Verde, a informar-me de que havia uma revolta (não me lembro se foi o termo que usou) em Lisboa.

A primeira coisa que me ocorreu e que a questionei foi se seria um golpe de estado do Kaulza de Arriaga. Na altura receava-se que tal pudesse acontecer e provocasse um endurecimento ainda maior da repressão por parte do regime.

Levantei-me logo, para, com os meus colegas e amigos, tentar perceber o que se estava a passar. Os meios de comunicação eram bem diferentes dos de hoje e, praticamente só tínhamos a informação que era emitida pela televisão e pela rádio. Foram horas e dias seguidos com os olhos pregados na televisão e os ouvidos no rádio.

Foram dias de renascimento e de esperança que as portas de Abril abriu. Foi um viver intenso e colectivo como nunca imaginei viver. Nem tudo correu da melhor forma, nem logo nem depois, mas por nada deste mundo queria não ter vivido aquele tempo.

Francisco Miguel, um lutador antifascista: Cinco prisões. Quatro fugas das cadeias fascistas. 21 anos de prisão.

Zé LG, 24.04.20

10426165_727398714036177_5910769885301481920_nFM.j"Homem franzino, discreto, pouco expansivo, de uma grande sensibilidade, era amado por todos no PCP. Um símbolo, pela sua vida de décadas (66 anos) ao serviço dos seus ideais e pelo comportamento exemplar que sempre tivera na polícia e nas cadeias. Homem de grande afabilidade, era muito acarinhado por quem privava com ele. Foi exemplar na sua dedicação à luta antifascita, na coragem com que enfrentou as mais duras provas a que foi submetido e pela modéstia com que falava da sua vida e do seu passado.
Cinco prisões: 1938, 1939, 1947, 1950 e 1960. Quatro fugas das cadeias fascistas.
Destacado dirigente do PCP, Francisco Miguel Duarte nasceu em Baleizão, a 18 de Dezembro de 1907 e morreu a 21 de Maio de 1988. Operário, filho de camponeses pobres, abraçou a causa da luta pela liberdade e justiça social quando era ainda muito jovem. Foi um dos dois presos políticos que mais tempo passaram na cadeia: um total de 21 anos, 10 dos quais no “Tarrafal". Julgado nos tribunais fascistas, evade-se por 4 vezes, durante o cumprimento das penas, e regressa sempre à luta."  Leia o resto aqui.

Não usem a COVID-19 contra as Comemorações do 25 de Abril na AR

Zé LG, 24.04.20

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Pessoalmente não aprecio comemorações solenes. Embora reconheça o carácter simbólico, prefiro as comemorações populares, onde todos os que querem podem participar.

Este intróito serve para dizer que as comemorações do 25 de Abril na Assembleia da República "não são a minha praia". No entanto, reconheço e realço que os representantes da Nação na Assembleia da República pretendem fazer o que (quase) sempre fizeram, assinalar na Casa da Democracia (que não se encontra suspensa) mais um Aniversário do 25 de Abril. 

Reconheço a outros que não gostem do 25 de Abril, que preferissem que tal data não tivesse acontecido ou que ainda vivêssemos no "tempo da outra senhora" ou ainda que não gostem do tipo de comemorações ou ainda que tenham qualquer outra objecção a que as comemorações se realizem este ano. Mas não usem a COVID-19 para justificar as suas posições, como se as Comemorações fossem causar um novo surto da pandemia... E já agora: Se não gostam, não vejam, mas deixem que os representantes da Nação façam as comemorações que acham que devem fazer e que não prejudicam ninguém.

Só mais uma coisinha: Como eu gostava de saber cantar para entoar bem alto a Grândola Vila Morena!

“Beja: Cidade Anti-Fascista”

Zé LG, 24.04.19

Lendias-768x432.jpgé o mote da Companhia de teatro Lendias d´Encantar para a celebração dos 45 anos da Revolução de Abril, que preparou várias iniciativas para “manter viva a memória (…)”. Concertos, teatro, performances e debates são as propostas da estrutura artística, agendadas para os dias 24, 25 e 26 de Abril.

António Revez, director artístico da Lendias d’Encantar, explicou que estas comemorações vêm no seguimento do “plano de actividades [da companhia] previsto para este ano”, que assentam na preservação da memória com as peças “No Limite da dor” e “Vidas Clandestinas”.

Leia também aqui.

“Ressurreição da Revolução” na Praça da República de Beja

Zé LG, 21.04.19

25.jpgA Zarcos – Associação de Músicos de Beja e dois estabelecimentos sediados entre a Praça da República e a Rua dos Infantes decidiram realizar de 21 a 26 deste mês, a iniciativa: “Ressurreição da Revolução”, com o objetivo de animar este espaço da cidade.

O nome da iniciativa junta a Páscoa ao 25 de Abril, resultando na “Ressurreição da Revolução”, que começou neste Domingo de Páscoa, às 17.30 horas, com o concerto na Praça da República da banda italiana Sudoku Killer.