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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

União Freguesias de Santiago Maior e São João Baptista homenageia os presidentes das Comissões Administrativas

Zé LG, 28.05.22

h_202205260051031182.jpgAssinalando os 48 anos da Revolução de Abril, a União de Freguesias de Santiago Maior e São João Baptista aprovou, por unanimidade, um voto de louvor aos presidentes das Comissões Administrativas eleitas em 1974 para as duas Freguesias que hoje constituem a União de Freguesias.

Bento Nunes d’Almeida foi eleito para presidir à Comissão Administrativa da Freguesia de Santiago Maior e viria a integrar o executivo da Junta de Freguesia saído das primeiras eleições autárquicas realizadas a 12 de dezembro de 1976. José Inácio Gonçalves tomou posse como presidente da Comissão Administrativa da Junta de Freguesia de São João Baptista. e viria a ser eleito presidente da Junta de Freguesia naquelas mesmas eleições.

Noites de Lua Cheia evocam o 25 de Abril e os 60 anos do assalto ao quartel de Beja

Zé LG, 15.04.22

202204111453196058.jpgNeste sábado, dia 16, a nova iniciativa das Noites de Lua Cheia associa-se às comemorações do 48.º aniversário do 25 de Abril, evoca os 60 anos do assalto ao quartel de Beja, uma de muitas ações de luta contra o fascismo nos 48 anos da sua existência. A iniciativa é da União das Freguesias (UF) de Beja de Santiago Maior e São João Baptista.

Otelo Saraiva de Carvalho morreu

Zé LG, 25.07.21

transferir.jpgOtelo Nuno Romão Saraiva de Carvalho, militar e estratega do 25 de Abril de 1974, morreu hoje de madrugada aos 84 anos, no hospital militar. Nasceu em 31 de agosto de 1936 em Lourenço Marques, Moçambique, e teve uma carreira militar desde os anos 1960, fez uma comissão durante a guerra colonial na Guiné-Bissau, onde se cruzou com o general António de Spínola, até ao pós-25 de Abril de 1974.

Otelo Saraiva de Carvalho foi um dos obreiros do 25 de Abril, sendo considerado o cérebro da revolução. Era o responsável pelo setor operacional da Comissão Coordenadora do Movimento das Forças Armadas (MFA), dirigindo as operações da revolução a partir do posto de comando no quartel de operações no Regimento de Engenharia n.º 1, na Pontinha, nos arredores de Lisboa.

No pós-revolução, foi comandante-adjunto do COPCON (Comando Operacional do Continente), passando a comandante efetivo em março de 1975. Fez ainda parte do Conselho da Revolução durante o Processo Revolucionário em Curso (PREC).

Após o 25 de novembro de 1975, foi afastado de todos os cargos e chegou a estar preso. Foi ainda candidato às eleições presidenciais de 1976 e 1980, tendo perdido em ambas para Ramalho Eanes.

PR inaugura Casa da Cidadania Salgueiro Maia, em Castelo de Vide

Zé LG, 30.06.21

Amanhã, 1 de julho, dia de aniversário do nascimento do capitão de Abril, pelas 16:30, será inaugurada a primeira fase do projeto, que contempla o núcleo principal, estando ainda prevista a concretização de uma segunda fase. O espaço museológico, instalado no Castelo daquela vila alentejana, reúne o espólio doado por Salgueiro Maia à autarquia da sua terra natal.

207338399_4170329356377203_5169385330636004883_n.jO presidente da Câmara de Castelo de Vide, António Pita, explicou que esta inauguração cumpre “um imperativo de consciência” uma vez que Salgueiro Maia deixou em testamento o desejo de que a sua terra tivesse um museu com todo o espólio legado à autarquia, destacando a qualidade ímpar do novo espaço museológico, para a cultura e turismo nacional, bem como ao nível da componente pedagógica.

Morreu o Capitão de Abril de Abril Diniz de Almeida

Zé LG, 16.05.21

diniz-almeida.jpgO militar de Abril Diniz de Almeida, que comandou as tropas no RALIS, em Lisboa, na resposta ao golpe do 11 de março de 1975, morreu hoje, vítima de covid-19.
Eduardo Diniz de Almeida nasceu em Lisboa em 07 de julho de 1944, integrou o Movimento das Forças Armadas (MFA), que derrubou a ditadura em 1974, e tornou-se um dos rostos militares associados ao PREC – Processo Revolucionário em Curso. Para a história, ficarão as imagens de uma reportagem da RTP, em 11 de Março, o golpe de direita organizado pelo general António de Spínola, e em que Diniz de Almeida, então com 30 anos, dialoga com as forças de paraquedistas que cercaram o Regimento de Artilharia Ligeira, também conhecido por RALIS, sobrevoado por aviões da Força Aérea, às portas de Lisboa.
Depois da vida militar, licenciou-se em psicologia clínica, manteve alguma atividade política, como independente, na CDU, tendo sido vereador na câmara de Cascais entre 2001 e 2005. Publicou “As origens e evolução do Movimento dos Capitães” e a trilogia “Ascensão, apogeu e queda do MFA”.

CDU de Beja quer um “futuro de progresso e um Alentejo mais desenvolvido”

Zé LG, 27.04.21

20210425170652712.jpgNo âmbito das comemorações do 47º Aniversário da Revolução de Abril, a CDU celebrou a Revolução nas Arcadas da Casa da Cultura da cidade de Beja, frisando que quer “um futuro de progresso e um Alentejo mais desenvolvido”, garantindo “a luta pelos direitos e liberdades conquistados pelos trabalhadores e pelo povo português com a Revolução de Abril” e que “as respostas mais urgentes aos problemas económicos e sociais que os trabalhadores e o povo enfrentam encontrarão soluções com a concretização de uma política que coloque de novo os valores de Abril no futuro de Portugal”.

"A gente vinha de uma situação muito complicada. E tem que se ser muito forte para não fazer aos outros o que nos fizeram a nós."

Zé LG, 25.04.21

transferir.jpgQuando se deu o 25 de Abril, o então tenente Silva Carvalho estava preso na Trafaria por ter participado na tentativa de golpe contra o regime 40 dias antes, a 16 de Março. Saiu de uma prisão, mas poucos dias depois estava a entrar noutra, em Peniche, para comandar os militares que tomaram conta do Forte.

Com apenas 31 anos, o então tenente Silva Carvalho viu o 25 de Abril mudar radicalmente a sua vida: estava preso e passou a comandar uma prisão para onde foram levadas figuras destacadas da ditadura, entre elas Silva Pais, último director da PIDE. Ali viveu momentos tensos, "havia gente com espírito de vingança", mas a experiência na Guerra Colonial num dos piores palcos possíveis — a Guiné — ajudou-o a ter sangue frio em Peniche.

Conta que chegou a dizer: "Se é para fazer o que vos fizeram, então eu escuso de estar aqui".

Silva Carvalho recorda diversos momentos onde teve oportunidade para mostrar que podia ser diferente dos seus antecessores. Como aquela vez em que viu um bebé a beijar o vidro do parlatório numa visita ao pai, preso. Os vidros foram retirados, porque "não tinham nada a ver com questões de segurança", recorda. Daqui.

"O povo soltou-se, abraçou a liberdade e ... despertou dum sono onde todos os sonhos pareciam poder transformar-se em realidade"

Zé LG, 25.04.21

transferir.jpg«Fernando Caeiros, que, com 20 anos, fez parte da comissão administrativa da Câmara Municipal de Castro Verde e, depois, em 1976, foi eleito presidente da autarquia (cargo para o qual foi reeleito ao longo de mais de 30 anos), escreveu sobre esses dias: “Com o derrube da ditadura pelos militares de Abril, o povo soltou--se, abraçou a liberdade e a democracia despertou dum sono onde todos os sonhos pareciam poder transformar-se em realidade. É neste ambiente que se lançam as fundações de um novo poder local, parcela do Estado mais próxima dos cidadãos, onde caíam todas as reivindicações, sempre acompanhadas dum surpreendente voluntarismo e imaginação, bastas vezes sob a batuta das mulheres ou de informais comissões de moradores que pululavam por todo território. Despertava um tempo novo, democrático e anticolonial, cheiinho de manifestações de generosidade, onde até alguns dos apoiantes do ‘Estado Novo’ envergavam o casaquinho da democracia, com o cravinho a pontuar na lapela, com militares e guardas-republicanos ao lado do povo, rendidos à liberdade, afrontando o RDM de cravo vermelho ao peito”.»

Trecho do texto “Eleições autárquicas de 1976 marcaram nascimento do Poder Local democrático”, in Diário do Alentejo | 23 abril 2021.

Comemorações do 25 de Abril no distrito de Beja

Zé LG, 24.04.21

Neste sábado e domingo, um pouco por todo o distrito, são comemorados os 47 anos da Revolução de Abril. Este ano as apostas vão, essencialmente, para as redes sociais. Veja aqui.

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Abril na rua, com a força do Povo!” No âmbito das comemorações do 47º Aniversário da Revolução de Abril a CDU faz desfile de 25 de Abril em Beja, este domingo, pelas 14.30 horas, com a presença de Vítor Picado, cabeça de lista da CDU à Câmara Municipal de Beja.

"Conversas Europeias em Abril" começaram hoje

Zé LG, 20.04.21

202104191514112576.pngO Centro de Informação Europe Direct do Baixo Alentejo dinamiza, através da sua através da página de Facebook, a iniciativa Conversas Europeias em Abril. Hoje decorreu a primeira de três conversas, dedicada à “Prioridade da Comissão Von Der Leyen, “Uma Europa Preparada para o Digital”.

No próximo dia 23, às 15h00, realiza-se a segunda conversa, dedicada à “Justiça Social, Solidariedade Intergeracional e aos Desafios em Matérias de Migração”. Na última semana do mês, a terceira e última conversa, trata “O Baixo-Alentejo e o Plano de Recuperação da Europa”: desafios e oportunidades”, com data que será posteriormente anunciada.

Viva o 1º de Maio! 25 de Abril sempre!

Zé LG, 02.05.20

1maio-2020.jpgAs comemorações do 1º de Maio, pela CGTP, voltaram a ser criticadas pelos mesmos que criticaram as comemorações do 25 de Abril, pela Assembleia da República. Com os mesmos argumentos, de não cumprirem as normas estabelecidas, dos responsáveis por elas e dos que nelas participaram estarem a dar um mau exemplo, etc. Já para não referir as "declarações de amor" ao que se comemorou, porque não quero ser desagradável...

Não me vou alongar em apreciações a tais opiniões, porque cada um é livre de expressar as suas, mas não quero deixar de afirmar que me desgostou ler e ouvir comentários de algumas pessoas, de quem esperava mais seriedade, coerência e respeito por aquelas datas.