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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Descarga poluente na Ribeira do Roxo ainda sem culpados

Zé LG, 20.05.22

ALJUSTREL-Ribeira-A-roxo_800x800-240x240.jpgA descarga que foi feita para a Ribeira do Roxo, próximo da aldeia de Jungeiros, está a ser investigada pela APA e NPA da GNR de Aljustrel mas ainda não foi possível identificar a origem destas possíveis descargas. Almina não respondeu ao Lidador Notícias.

“Não obstante as diligências tomadas, não foi possível identificar a origem destas possíveis descargas, quer pontuais, quer difusas, eventualmente ligadas a movimentação de máquinas agrícolas ou aplicação de produtos químicos”, concluiu a APA. A GNR justificou que nos últimos tempos “esta foi a quarta situação de possíveis descargas detetadas naquele leito de água”.

ZERO defende setor da água mais eficiente, alertando para as perdas de 24% da água que entra no sistema de abastecimento

Zé LG, 16.05.22

202102020945456668.png"É com grande apreensão que a ZERO antevê os próximos 10 anos, uma vez que o plano, ..., revela uma excessiva preocupação com o equilíbrio económico-financeiro das entidades gestoras, não estando vertida uma verdadeira intenção de melhorar o desempenho ambiental das mesmas e a eficiência hídrica dos serviços onde as perdas de água representam 24% do volume de água que entra no sistema de abastecimento", afirmou a associação ambientalista ZERO, após análise do Plano Estratégico para o setor da água em Portugal, concluindo que "os desafios que se colocam ao setor para as próximas décadas são enormes, podendo ser agravados pela evolução das alterações climáticas e dos seus efeitos sobre os recursos hídricos, tanto em termos de quantidade como de qualidade, pelo que é preciso fazer muito mais e muito melhor do que se tem feito até agora para termos serviços mais eficientes a todos os níveis".

Olival predomina na área de influência do Alqueva

Zé LG, 09.05.22

Agricultura-olival-2-pb0o50f27qn9jt8242ec1rv1pfkp3De acordo com o Anuário Agrícola de Alqueva de 2021, produzido pela EDIA, nos 120.000 há de área regada pela água do Alqueva foram inscritos para rega 113.978 ha, o que corresponde a uma taxa de 95% de adesão ao regadio do projeto, que já atingiu a “velocidade de cruzeiro”.
Da área total inscritada, 95.680 ha, a grande maioria, era ocupada por culturas permanentes, com olival, amendoal e vinha no ‘pódio’, e 18.298 ha por culturas anuais, com destaque para o milho. O olival era a principal cultura e ocupava 70.233 ha, mais de metade da área, o amendoal surgia em segundo, plantado em 19.466 ha, o milho em terceiro, distribuído por 6.241 ha, e a vinha em quarto, espalhada por 6.000 ha.

Ambientalistas apelam a uma melhor coordenação na gestão das águas do Rio Guadiana

Zé LG, 02.05.22

guadiana_river.jpg“A captação de água do Rio Guadiana não pode ser feita, por Portugal ou por Espanha, sem ambos os países estarem coordenados entre si e sem conhecerem as reais disponibilidades do rio, principalmente numa zona que sofre de escassez”, alertam a ANP|WWF e a WWF Espanha.

Estas organizações ambientalistas apelam ao governo portuguêes e espanhol para que haja uma melhor coordenação na gestão das águas partilhadas por ambos os países, em particular no troço fronteiriço final, e para que estabeleçam legalmente, no âmbito da Convenção de Albufeira e dos Planos de Bacia, as reais exigências ecológicas de caudais* e as efetivas disponibilidades para captações de água a partir do Rio Guadiana.

Ao abrigo da Convenção de Albufeira, que regula a utilização de água nas bacias partilhadas pelos dois países, foram definidos regimes de caudais mínimos trimestrais e anuais na passagem de cada rio pela fronteira. No entanto, tal não foi acordado no local onde o Guadiana volta a ser fronteira - no Pomarão/Chança - o que, nos termos da Convenção, deveria ter ocorrido até 2002 para gerir a situação ambiental do Estuário do Guadiana.

AgdA vai dar início à construção da nova ETAR de Cuba e à reabilitação da ETA de Alvito

Zé LG, 04.04.22

201120151611-473-guaspblicasdoalentejo.jpgA empresa Águas Públicas do Alentejo (AgdA) prevê aplicar cerca de 16 milhões, este ano, em infraestruturas de abastecimento público e saneamento de água, sendo as de “maior expressão” a continuação da obra de ampliação da Estação de Tratamento de Água (ETA) do Enxoé, no concelho de Serpa, e o início da construção da nova Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Cuba. A empresa destaca ainda para este ano o início das obras de reabilitação da ETA de Alvito (Beja) e de construção da nova ETAR de Ermidas-Sado, no concelho de Santiago do Cacém.

Movimento reivindica “gestão atualizada, consciente e justa do Aproveitamento Hidroagrícola do Mira”

Zé LG, 23.03.22

202106221435312052.PNGO movimento Juntos Pelo Sudoeste lançou um manifesto contra o declínio do nível da água na albufeira de Santa Clara, concelho de Odemira, exigindo uma “monitorização e fiscalização sucessivas” dos ecossistemas “na defesa de um património natural já muito sacrificado pelos interesses de muito poucos, delapidados pela negligência das autoridades públicas (in)competentes e pelo incumprimento da legislação nacional e europeia em vigor” e afirmando-se “Juntos a favor de uma biodiversidade de valor incalculável, em vez de um mar de plástico em solos áridos, inférteis e secos, regados por rios de fitofármacos poluentes” que “contaminam as nossas linhas de água e banham a nossa costa”.

EMAS de Beja associou-se ao movimento H2Off e desafia comunidade a fechar a torneira por uma hora

Zé LG, 14.03.22

H2OFF - Banner facebook-01 site 3.pngA EMAS de Beja associou-se ao movimento H2Off e desafia toda a comunidade a fechar a torneira por uma hora, sem qualquer consumo de água, entre as 22h00 e as 23h00 do dia 22 de março, num gesto deliberado e consciente, de forma a motivar à mudança consciente de comportamentos sobre o uso correto e eficiente da água, incitando à proteção e preservação da mesma.

Água da barragem de Alqueva já chega a Sines

Zé LG, 05.03.22

275152063_437795478132145_4958488216701886384_n-69Ontem as albufeiras de Morgavel e de Fonte de Serne receberam, pela primeira vez, água proveniente da barragem de Alqueva. Segundo a EDIA “para garantir este reforço de armazenamento, a água de Alqueva teve que percorrer um total de cerca de 170 km de canais, tuneis e condutas, passando, pelo caminho, pelas barragens dos Álamos, Loureiro, Alvito, Pisão e Roxo”. Com a ligação a Morgavel, fica garantido o reforço de armazenamento de água para abastecimento industrial a Sines. A ligação a Fonte de Serne garante água de Alqueva aos perímetros de rega de Campilhas e Alto Sado.

Situação de seca que Portugal vive será “o novo normal”(?)

Zé LG, 23.02.22

A falta de chuva na Peninsula Ibérica está a arrastar várias zonas de Portugal e Espanha para risco de seca extrema muitos meses antes do verão, elevando o perigo de incêndios, como mostram as imagens captadas pelos satélites Copernicus.

Sem nome.pngO alerta do EFFIS mostra a seca fora de época, considerada já extrema e com um risco muito elevado de incêndios no sul de Portugal, na Catalunha, Estremadura e Andaluzia em Espanha, mas também em Perpinhão, em França, e na Sardenha, em Itália.

Estação Náutica de Moura apresentada na Nauticampo

Zé LG, 20.02.22

e-alqueva-690x450.jpgA Estação Náutica de Moura (E.N.M) tem marcado presença na Nauticampo, em Lisboa, onde num dos dias do evento, o Presidente da Câmara de Moura, Álvaro Azedo e o coordenador do projecto, Nélson Bartolo, assim como alguns operadores da E.N.M., deixaram o testemunho num debate com o tema “O crescimento integrado das regiões: Estações Náuticas, um caso de sucesso”.

EMAS de Beja explicou arranque de arbustros atrás do Museu

Zé LG, 18.02.22

274081254_4801428226559526_8538303990869943644_n.jIntervenção no Reservatório da Conceição

Ficaram hoje (ontem) concluídos os trabalhos que visaram a remoção dos arbustos da cobertura do Reservatório da Conceição.

Entre os dias 7 e 8 de fevereiro, a EMAS, com o apoio da Câmara Municipal de Beja, procedeu à remoção dos arbustos instalados na parte superior do Reservatório da Conceição. espaço contíguo ao Museu Regional Rainha D.ª Leonor.

Na sequência da última higienização do reservatório, verificou-se a existência de fissuras na cobertura de ambas as células do mesmo provocadas pelas raízes dos arbustos, o que poderia muito brevemente, comprometer a qualidade da água distribuída devido a infiltrações. Acresce também ao referido e face à infraestrutura em questão, o facto do espaço estar a ser alvo de utilizações indevidas em termos de condições higiénicas, entre outras.

Recorda-se que o Reservatório da Conceição serve cerca de metade da população de Beja e considera-se fundamental garantir a qualidade da água e a salvaguarda da saúde pública dos nossos munícipes.”

Portugal tem hoje menos água nas barragens do que na seca de 2005, a pior de sempre

Zé LG, 18.02.22

seca-2.png

O cenário de seca é bem conhecido em Portugal. A mais severa foi em 2005, mostram os dados do INE, e a falta de água no país voltou a repetir-se com gravidade em 2012 e 2017. Agora, em janeiro de 2022, o nível de armazenamento nas albufeiras do Continente chega já a ser inferior ao registado nas secas das duas últimas décadas, nomeadamente em 4 pontos percentuais face à seca de 2005, revelam as estatísticas. O ano ainda agora começou, falta saber se a comparação se manterá na mesma trajetória.

Há 20 anos que a barragem de Alqueva começou a encher

Zé LG, 08.02.22

X_f_i_Alqueva-Montante123.jpgCompletam-se no dia 8 de fevereiro, 20 anos sobre o encerramento das comportas da barragem de Alqueva que deu início ao enchimento da sua albufeira.

20 anos depois, a Mãe de Água do projeto de Alqueva é um instrumento incontornável na promoção do desenvolvimento da região, contribuindo para o desenvolvimento do País.

Criada para se constituir como “Reserva Estratégica de Água” de grande parte do Sul de Portugal, Alqueva tem vindo a dar provas da sua grande capacidade de regularização do rio Guadiana, permitindo ultrapassar os longos períodos de seca que têm assolado a região. Afinal, a sua primeira e principal missão.

FENAREG identifica medidas urgentes para “mitigar” efeitos da seca na agricultura

Zé LG, 04.02.22

202202021543474085.jpgCom 45% do país em situação de seca severa e extrema e a disponibilidade de água em níveis críticos nas barragens portuguesas”, a Federação Nacional de Regantes (FENAREG) identifica medidas urgentes para mitigar os efeitos da seca na agricultura, no sentido de ser garantido “o acesso dos agricultores à água e assegurar a produção da campanha agrícola”.

Estudo da EDIA defende expansão da área de regadio e ambientalistas defendem que se considere também os seus impactos negativos

Zé LG, 16.01.22

202101151126599148.jpgO estudo “Regadio 20/30 – Levantamento do Potencial de Desenvolvimento do Regadio de Iniciativa Pública no Horizonte de uma Década”, coordenado pela EDIA, considera que: “Na região Alentejo a agricultura de regadio apresenta condições de sustentabilidade económica, técnico e ambiental”, pelo que “deverá, sempre que existirem condições para tal, promover-se a expansão da área de regadio, possibilitando dinamização económico-social do território, em linha com a estratégia de ligação em rede a partir de Alqueva para outros Aproveitamentos, constituindo em si mesmo uma resposta às alterações climáticas”.
Cinco organizações ambientalistas - Geota, ANP/WWF, SPEA, LPN e proTejo -, afirmam que o estudo é setorial, “com objetivos estritamente económicos, não integrando as componentes ecológicas e sociais enfatizadas pela nova Política Agrícola Comum Europeia”, onde é referido que a agricultura e as zonas rurais são fundamentais para o Pacto Ecológico Europeu. Consideram que o estudo apresenta elementos positivos, nomeadamente a defesa do regadio eficiente, mas apelam “para a necessidade de que o estudo considere também os impactos negativos da expansão do regadio, e que equacione práticas agrícolas alternativas que sejam benéficas ou menos prejudiciais para a economia, o ambiente e a sociedade”.