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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Beja, "madrasta" e com outros "defeitos", entre desilusão e pessimismo e factos e confiança

Zé LG, 19.12.20

127039230_1087071795058396_6042060700786322194_o.j«Mas mais do que "madrasta" a cidade tem outros "defeitos" bem piores. Sendo o principal a total ausência de investimentos estruturais...

E não há nada a fazer, dada a inoperância e incapacidade manifesta dos políticos e governantes locais para conseguirem atrair investidores e investimentos sobre o que quer que seja. Com exceção evidente dos olivais e outras culturas intensivas e superintensivas. Que pouco ou nenhum emprego criam, cujas mais valias não ficam na região, que degradam a qualidade de vida e o ambiente e que dentro de duas ou três décadas só deixaram terra queimada...»

 

«O seu post é de uma ignorância atroz. Informe-se do número de pessoas que trabalham nas explorações de regadio do Alqueva, informe-se do número de jovens formados no IPB que trabalham nas empresas agrícolas da Região, informe-se do contributo que essas empresas têm no PIB, informe-se do contributo para a Segurança Social de empregados e empregadores. Senão tivesse um sector agrícola e pecuário de grande dinâmica, e criador de riqueza, quereria viver num perfeito deserto. Concerteza que existem alguns problemas de natureza ambiental e social, mas com vontade do Estado e das Empresas serão resolvidos.»

Anónimos 19.12.2020, aqui.

“o preço da água disponibilizada aos consumidores passou a estar dependente de movimentos especulativos de obscuros grupos"

Zé LG, 13.12.20

131015080_10218913945500247_4117382635411247705_n.«O dia de ontem ficará conhecido, no futuro, como um dos mais negros na história da Humanidade. Dele se falará quando se procurar explicar a causa de guerras, crises humanitárias e sociais e aumento de clivagens entre ricos e pobres. Desde ontem, a água passou a ser um recurso cotado em Wall Street o que quer dizer, explicado para tótós, que o preço da água disponibilizada aos consumidores deixa de reflectir apenas os custos de captação, tratamento, transporte e distribuição e, ainda, os lucros das empresas que vêm beneficiando da privatização desta actividade, para passar e estar dependente de movimentos especulativos de obscuros grupos de investidores em bolsa, os tão famosos mercados.

Parece-me o corolário lógico do vendaval neoliberal que assolou o Mundo desenvolvido nas últimas décadas, responsável em grande medida pela crise do sistema financeiro de há dez anos e que teve o seu apogeu na eleição de homens sem qualidade para os governos de grandes potências, praticantes do culto à sacrossanta auto regulação desses ditos mercados.» Leia aqui o resto do texto de Rui Oscar Teixeira.

Castrense Helena Alegre distinguida com prémio atribuído pela Associação Internacional da Água

Zé LG, 28.11.20

15134775_1184440501648094_6178976133761297969_n (1Helena Alegre, 59 anos, natural de Castro Verde, licenciada e doutorada em Engenharia Civil pelo Instituto Superior Técnico, tem dedicado a vida profissional à Engenharia Sanitária e Ambiental, no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), onde é investigadora. É atualmente diretora do Departamento de Hidráulica e Ambiente do LNEC, uma unidade de investigação aplicada que cobre desde a hidráulica marítima, costeira e estuarina até aos recursos hídricos, às obras hidráulicas e à engenharia sanitária.

Helena Alegre, “cidadã do mundo que muito se orgulha de ser castrense”, foi distinguida, no passado mês de outubro, em Brisbane, na Austrália, com o prémio Contributo Extraordinário para a Gestão da Água e para a Ciência, atribuído pela Associação Internacional da Água (IWA). Esta distinção insere-se no IWA Recognition & Awards Programme, que bienalmente reconhece três membros da associação, um por cada categoria do programa, que tenham dado importantes contributos para a gestão da água a nível mundial.

Povoações de Almodôvar e Mértola vão receber água da Barragem do Monte da Rocha

Zé LG, 11.11.20

281120171816-610-MontedaRocha.jpgA AgdA, Águas Pública do Alentejo e a SADE, Compagnie Génerale e Travaux D’Hydraulique assinaram contrato de empreitada relativa aos eixos secundários da adução ao eixo Almodôvar e Mértola sudoeste, no valor de pouco mais de 2 milhões de euros e com um prazo de execução de 365 dias.

“Esta empreitada permite concluir o Sistema de Abastecimento de Água de Monte da Rocha, com origem na albufeira do mesmo nome e destinado a servir de água potável a totalidade os municípios de Almodôvar, Castro Verde e Ourique, e ainda parcialmente os municípios de Mértola e Odemira.

Património arqueológico destruído em Salvada por ripagens para instalação de culturas intensivas

Zé LG, 22.10.20

202010211730312386 salvada.jpgO Movimento Chão Nosso denuncia “mais um caso de afetação de um sítio arqueológico, desta vez na região de Beja”. “Um sítio arqueológico, identificado como Salvada 10, localizado junto à aldeia, concelho de Beja, correspondente a um grande recinto de fossas pré-histórico, que foi alvo de ripagens para instalação de culturas intensivas, sem que tenha havido qualquer ação de salvaguarda do património aí existente.” 
“Este sítio já havia sido alvo de afetações anteriores, em 2017, assunto que mereceu denúncia na comunicação social e que levou à implementação de medidas de avaliação dos danos decretadas pela Direção Regional de Cultura do Alentejo”, refere, ainda o Movimento, acrescentando que “o povoado da Salvada 10 foi detetado durante a realização de um Estudo de Impacto Ambiental para a empresa EDIA, em 2012, levando inclusivamente a alterações de projeto para evitar causar impactos negativos nos vestígios arqueológicos” e que “é um dos maiores recintos de fossos pré-históricos conhecidos no Baixo Alentejo e encontra-se referenciado no PDM de Beja como tendo elevado valor arqueológico.”

Culturas de regadio ameaçam de extinção 30 espécies de plantas endémicas no Alentejo

Zé LG, 17.10.20

A Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental, um levantamento que nos últimos quatro anos avaliou o risco de espécies ameaçadas, divulgou que pelo menos 30 espécies de plantas endémicas localizadas no Alentejo estão ameaçadas de extinção.

Adicionalmente, das cerca de 110 espécies de plantas endémicas de Portugal continental, que são exclusivas do nosso país e que não existem em mais nenhuma parte do mundo, quase metade, 53 espécies, encontram-se em vias de extinção.

linaria-ricardoi.pngUma das plantas mais ameaçadas de extinção é a Linaria dos olivais, uma espécie endémica do Baixo Alentejo cujo habitat são as searas e os olivais tradicionais, porque ficou sob uma “enorme pressão” devido ao aparecimento de culturas intensivas como o olival de regadio, o que “é um caso paradigmático” porque “existe um sítio da Rede Natura designado para proteger esta espécie, mas que não a está a proteger”.

Albufeira do Roxo com 19,5% da sua capacidade

Zé LG, 03.10.20

No último dia do mês de setembro e comparativamente ao último dia do mês anterior verificou-se uma descida do volume armazenado em todas as bacias hidrográficas.

IMG_5315.JPGNa Bacia do Guadiana, duas barragens estavam entre os 50 e os 80% da sua capacidade limite e sete abaixo dos 50%. Alqueva armazenava 59,3% da sua capacidade máxima.
Na Bacia do Sado, uma albufeira estava entre os 50 e os 80% e nove abaixo dos 50%. O Roxo, que abastece Beja, estava com 19.5% do seu máximo e a barragem do Monte da Rocha a 8,8%.
Na Bacia do Mira, a barragem de Santa Clara armazenava 36,5% de água e a de Corte Brique 40,5% do volume total.

"O uso da água do Alqueva está muito longe de ser sustentável"

Zé LG, 02.10.20

A associação ambientalista ZERO alertou que "o uso da água do Alqueva está muito longe de ser sustentável" e, "agora que a primeira fase do EFMA está praticamente concluída e uma segunda está a ser implementada, é inegável que estamos perante opções erradas na gestão, as quais vão ter reflexo no futuro do empreendimento".

Alqueva.JPGPor outro lado, "parece não se querer assumir que a crise climática é uma urgência e que face aos cenários previsíveis temos de avaliar que água vai estar disponível". "A quantos anos de seca pode a albufeira responder em dotações para rega quando tivermos quase 200.000 hectares dependentes em época normal e mais ainda nas fases de seca?", questiona a ZERO.

E, "a jusante da produção olivícola, predominante neste modelo agrícola", surgiu o "problema" da poluição do ar gerada por fábricas de transformação e extração de óleo do bagaço de azeitona resultante da produção de azeite nos lagares. "É esta a agricultura que queremos para a região? Monoculturas para exportação com base na subsidiação da água e no maior investimento público ao nível agrícola jamais efetuado? Ou mais diversificação [que] possa responder às necessidades alimentares do país?", questiona a ZERO.

O município de Moura assinou contrato de financiamento para a Estação Náutica

Zé LG, 30.09.20

O presidente da Câmara Municipal de Moura, Álvaro Azedo, assinou, ontem, o contrato referente ao Plano de Desenvolvimento da Oferta Turística da Estação Náutica de Moura – Alqueva.

10181_big Moura.jpgO desenvolvimento de experiências turísticas, a produção e instalação do plano de sinalética, bem como a monitorização da criação e implementação da Estação Náutica de Moura são algumas das actividades inseridas no Plano".

Foi para isto que se construiu Alqueva?

Zé LG, 28.09.20

IMG_5314.JPG

A gestão da água do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva é complexa porque, como o próprio nome indica, se destina a fins múltiplos e os interesses são também diversos e nem sempre comuns. Mas o seu objectivo primeiro é o de assegurar água - e de qualidade, acrescento eu -, ao consumo das populações abrangidas.

Posto isto, não consigo aceitar como boa a gestão que está a ser feita no que concerne ao abastecimento de água às populações de Beja e Aljustrel, deixando chegar a este (baixo) nível a água na Albufeira do Roxo. Certamente que o seu tratamento terá de ser muito mais exigente para assegurar a sua qualidade nas torneiras...

Qual a diferença na gestão da quantidade e da qualidade da água da Albufeira do Roxo de antes para agora com a ligação assegurada a Alqueva? Sem esta ligação haveria menos água na Albufeira do Roxo neste momento? Continua esta a servir apenas para armazenar a água da chuva?

Piscina coberta de Beja já reabriu ao público

Zé LG, 21.09.20

Piscina-Beja-1-768x511.jpgA Câmara de Beja esclarece que a reabertura aconteceu “de acordo com o protocolo de utilização para o efeito”, e garante que a retoma da prática desportiva naquele espaço respeita “as orientações definidas pela Direção Geral da Saúde”.

A utilização individual livre da Piscina Municipal Coberta pode ser feita de terça a sexta-feira e ao domingo, entre as 8 horas às 13h30 (lotação ainda sujeita a confirmação).

A utilização do espaço para grupos (com orientação técnica) deve ser feita de segunda a sexta-feira, entre as 16 horas e as 22 horas, e aos sábados, entre as 08h00 e as 13h30.

Ministro do Ambiente e da Ação Climática, preocupado com baixo nível das albufeiras do Sul, diz que é preciso poupar mais água

Zé LG, 09.09.20

ministroambiente.pngO ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, considerou preocupante o baixo nível das albufeiras, sublinhando que a seca é um problema estrutural a sul do rio Tejo, e pedindo por isso poupança de água
O ministro, que falava durante a cerimónia assinatura do projeto “Roteiro Nacional para a Adaptação 2100 — Avaliação da vulnerabilidade do território Português às alterações climáticas no século XXI”, realçou que a seca, a sul do rio Tejo, “já não é uma coisa conjuntural” (de anos em que chove menos), mas “é mesmo estrutural”.
Assim, “temos de ter ações de fundo e a principal ação de fundo é a eficiência, isto é, poupar mais água, gastar menos água nos diversos usos que fazemos dela”, defendeu João Pedro Matos Fernandes.

Pescadores de Lagostins do Baixo Alentejo vão reunir com ICNF

Zé LG, 18.08.20

9938_big.jpgOs pescadores de lagostins do Baixo Alentejo desmarcaram a manifestação que estava prevista realizar-se na A2, Auto Estrada do Sul.

João Cortez da Associação Importante Oásis referiu à Planície que “ relativamente à manifestação deste sábado passado, não se realizou, visto que o ICNF nos contactou para reunirmos com eles. Vamos tentar chegar a um consenso sobre a alteração da Lei que nunca deveria ter sido alterada.”

Recordamos que a alteração da Lei delimita as zonas onde se pode realizar a pesca. O exercício de pesca profissional fora dos locais delimitados para a prática desta actividade é punido com Coima. Por mais estranho que pareça a maioria das albufeiras onde é permitido pescar, não têm lagostins. Por outro lado, esta é uma pesca sazonal, cuja época está a terminar.