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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

«Senti o vírus vivo no corpo. Evita sim?»

Zé LG, 30.01.21

transferir.jpg«… E as horas a passar e as pessoas a chegar e a angústia a subir e vomitar mais um pouco e o olhar da médica com a preocupação de não desmaiar novamente porque “a convulsão não foi bonita”. E eu só queria ir para casa e fugir dali. Não queria dar trabalho. Não queria morrer ali. Não queria ouvir aqueles ruídos. Não queria estar ali. Vieram os resultados. “Vai para casa porque mora perto e está lúcida”, mas com a certeza de que iria piorar muito antes de melhorar. E piorei e não foi bonito. Não sei como é com as outras pessoas, mas eu senti o vírus vivo no corpo. Senti-o agarrado a cada canto de mim a apoderar-se das minhas forças e da minha alma. Desesperei. Chorei muito. Mas passou. E, duas semanas e meia depois estou a escrever sobre isso e tive alguns momentos em que pensei que jamais seria capaz de seja o que for.

Passou. O que sinto é apenas o peito mais pesado e ligeiro cansaço. Mas também isso irá passar, espero. E escrevo-te Rosa, porque quero que saibas que isto é feio, mau, complicado e evitável. Evita sim?»

Madalena Palma conta como sentiu a infecção com o novo coronavírus, in “Expoente m”.