Regadio público deve servir o interesse coletivo e não apenas a grande agroindústria
A associação ambientalista Zero defendeu a introdução de uma diferenciação tarifária da água no perímetro de rega do Alqueva, agravando os custos para as culturas permanentes, como olival e amendoal superintensivos, frisando que “O atual regime de preços da água em Alqueva continua a favorecer, injustificadamente, sistemas agrícolas que colocam enorme pressão sobre os recursos naturais da região, em particular sobre a água, o solo e a biodiversidade”. Propôs que a estrutura tarifária da água reflita, progressivamente, os custos reais da sua disponibilização, que seja aplicada a taxa de beneficiação e que os sistemas agrícolas com maior impacte negativo potencial, menor resiliência ou versatilidade suportem uma tarifa mais elevada, e um regadio público que sirva o interesse coletivo e não apenas as grandes explorações agroindustriais, incluindo métricas socioambientais para orientar a sua gestão, e que seja travada a expansão descontrolada de monoculturas regadas.