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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Querem matar o que resta de esperança no futuro da região

Governo vai fechar Maternidade de Beja

A maternidade do hospital de Beja vai fechar no final de 2015 se o Governo não revogar uma portaria publicada em “Diário da República” no último dia 10 de Abril.
Segundo apurou o “CA”, a decisão do Ministério da Saúde já entrou em vigor e estabelece um novo “ordenamento” das valências médicas nos hospitais portugueses.

In: http://www.correioalentejo.com/?diaria=11497&page_id=36

 

Fechar uma maternidade na capital de distrito e, segundo o que se fala também, a urgência pediátrica significa agravar o estado depressivo e recessivo da região e matar o que resta da já pouca esperança no seu futuro, para além das consequências imediatas na (in)segurança das famílias e na taxa de natalidade.

NÃO PODEMOS PERMITIR MAIS ESTE ATAQUE ao direito que temos de habitar este território. É necessário, é urgente criarmos um movimento, reunindo todos, que consiga travar mais este atentado contra a nossa região e as nossas gentes.

Julgo que esta poderá ser a primeira medida a ser tomada pelo grupo de trabalho que está a ser criado na Assembleia Municipal de Beja para acompanhar estas questões da Saúde.

9 comentários

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    Munhoz Frade 26.04.2014 22:08

    Sr. Anónimo das 20:47hs: quer-me parecer que o seu otimismo se funda na crença de que o nosso Hospital poderia desde já usufruir de um financiamento baseado na produção. Ora, na verdade, o modelo de financiamento em vigor para a ULSBA é de capitação. Parece-me ilusório esperar que devendo manter-se o contexto de contenção orçamental essas regras venham a modificar-se nesse sentido. No entanto, acredito que uma boa gestão dos recursos e capacidades instaladas podem trazer alguma "folga". Certamente, a delapidação das capacidades e recursos do nosso Hospital fechariam as perspectivas de sobrevivência da capacidade de oferta digna de cuidados com que ainda pode servir a população.
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    Anónimo 26.04.2014 22:47

    Não,Dr. Frade.Não me quero referir a alterações ao financiamento ou melhor a financiamento com base em produção. Quero simplesmente alertar que bons argumentos de gestão,trabalhos sérios e fundamentados nos recursos disponíveis,são eles os humanos e materiais,assentes em indicadores de oferta ,procura,custos,benefícios,qualidade,desperdícios e outros adequados e adaptados,podem ser apresentados e discutidos superiormente.Neste contexto de recursos disponíveis escassos não resta ao nosso hospital,melhor a UlSBA,senão o caminho de uma gestão seria,menos politizada e que repense o actual modelo organizativo de modo a não permitir a delapidação de recursos a que se referiu. Não e utopia de pensamento mas uma outra realidade que tem que ser encarada.Vivemos um outro paradigma que nos exige rápida adaptação e se tal não ocorrer rapidamente,então sim,ficaremos cada vez mais depauperados.
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    Munhoz Frade 26.04.2014 23:50

    Meu caro anônimo: tem a certeza que a portaria se insere nessa sua visão?
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    Anónimo 27.04.2014 00:20

    Dr .Frade:não tenho certezas;vivemos num mundo que não nos permite te-las. Tenho sim a convicção ,a certeza do conhecimento técnico,que aquela "maldita " portaria nos deixa a abertura suficiente, para um não qualquer CÁ poder actuar conforme a visão que retratei e que tão bem percepcionou,
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    Munhoz Frade 27.04.2014 08:51

    Quando falamos de algo tão essencial na vida como ter esperança no futuro (ou fé, ou confiança), não basta sabermos que os administradores da "coisa pública" (res publica) saibam o que estão a fazer. Enquanto cidadãos, temos de estar atentos, vigilantes, aos sinais que os governantes vão dando. São precisamente os sinais que se vem multiplicando que não nos deixam descansados. Por isso a política tem de estar presente. Não como instrumento de clientelas, mas como controle democrático. Como alguém já o disse, os tempos obrigam a que se lute pelo óbvio. Lamentavelmente, pois os direitos humanos nunca deveriam ser postos em causa. Se a economia das sociedades não estiver ao serviço de garanti-los, o caminho seria voltarmos para as cavernas...
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    Anónimo 27.04.2014 11:05

    Dr Munhoz Frade, não sabe o que me custa, vê-lo aqui uma vez e outra, sempre neste panfletismo barato e inconsequente.

    Daí que resolvi dizer-lhe, que sim senhor, você tem toda a razão quando afirma tal com em outras tantas anteriores vezes sem conta, que " Enquanto cidadãos, temos de estar atentos, vigilantes, aos sinais que os governantes vão dando. São precisamente os sinais que se vem multiplicando que não nos deixam descansados..."sic

    Só que pensávamos nós, pelos vistos os que ainda acreditam na Democracia, que existem as instâncias próprias e democraticamente eleitas, para o efeito.
    Tal como por exemplo outros órgãos de poder, como as Assembleias da República e Municipais, a Procuradoria e a Provedoria Geral da República e até quiçá os atuais partidos políticos. Resultado da grande conquista do 25 de Abril, o voto secreto e universal.

    Mas não, o meu caro que já pertenceu a um partido politico e só não foi eleito deputado da Nação porque não quis; e que até já fez parte da Direção do Hospital. Descobriu há algum tempo, que afinal é nos blogs e na agitação das "massas" a única ou pelos menos a mais eficaz via para a luta das populações pelos seus interesses..

    Deixe que lhe diga, que está errado.
    Assim e se quer lutar de forma eficaz pelos interesses das populações, aconselho-o a voltar de novo a inscrever-se num partido politico e que vá ou escreva para as instâncias próprias, todas as suas dúvidas e receios.
    Tal como as suas propostas para resolver os graves problemas desta região, em que o Hospital é tão apenas e somente, mais um de todos os outros.

    E que não são poucos....
    Mas que não se vê ou ouve propostas consistentes e com envergadura para a sua resolução.
    Só panfletismo barato, como é o caso do meu caro.
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    Munhoz Frade 27.04.2014 11:44

    Meu caro anónimo, que arrisca análises parciais e apressadas sobre a minha pessoa:
    1. Entre as coisas que não faço, o panfletarismo é uma delas.
    2. A intervenção cívica pode realizar-se em muitos âmbitos. Profissional, cultural, social, etc. Quando é possível atuar em vários deles, tanto melhor. Obrigado pelo conselho, mas restringir a ação a um âmbito partidário seria espartilhar as capacidades, reduzir as possibilidades de intervenção de cidadania.
    3. Já dizia a minha avó: "Cautela e caldos de galinha, cada um toma o que quer."
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    Anónimo 27.04.2014 13:30

    Dr.Frade: sabe que o pior dos males,em meu entender claro, reside nos administradores da "coisa publica" não sabem o que estão a fazer.Servem clientelas partidárias , gerem ao sabor de interesses pessoais aí encaixados . Aí sim,e activamente, devemos estar vigilantes,exercer os direitos de cidadania a todos os níveis possíveis de intervenção.Sabe,os recursos deste Baixo Alentejo são mesmo escassos e na saúde em particular,o que nós conhecemos melhor,tem sofrido na ultima década grande delapidação ,acredite. Não queremos voltar as cavernas! Queremos por o exercício do poder na actual escala econômica ao serviço da melhor prestação de cuidados de saúde aos baixo alentejanos.
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