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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

PRECISAMOS DE UM PRESIDENTE QUE REAFIRME AS FUNÇÕES SOCIAIS DO ESTADO

nelson.jpgSampaio da Nóvoa afirmou: "…A democracia que fomos construindo, e a Constituição que daqui a pouco celebrará 40 anos, foi construída em nome da igualdade de oportunidades. Da certeza que somos todos iguais perante a lei. Da certeza que, na nossa República, qualquer soldado raso pode chegar a general…".

Quem assim pensa terá sempre lugar em Aljustrel, terra de ilustres republicanos: Manuel Joaquim Brando, António Lobo Aboim Inglês e, a nossa grande figura do republicanismo, Manuela de Brito Camacho.

Atentemos pois às seguintes palavras: “… Se o nível intelectual subisse, o valor de muita gente baixava, porque se tornaria manifesta a sua incompetência para ascenderam às posições que ocupam. A ignorância, mais que a preguiça, é a mãe de todos os vícios, porque, embora não tire ao homem o lugar que ocupa na escala zoológica, reduz a pouco mais de nada a sua categoria social, o seu valor como cidadão…”.

 

Não são efetivamente palavras de Sampaio da Nóvoa, mas poderiam ser. O texto que citei consta do Livro “Matéria vaga”, publicado por Brito Camacho, em 1934. Como Sampaio Nóvoa, ambicionamos hoje a que qualquer soldado raso possa chegar a general, desde que seja pelo mérito. Tal e qual Brito Camacho, em 1934, defendia que as elites incapazes temem a instrução generalizada da população, por terem medo que o mérito de muitos revele a incompetência de alguns.

Sampaio da Nóvoa é o legítimo herdeiro dos homens da Primeira República e do 25 de Abril, que em Aljustrel sempre valorizámos e honrámos com grande convicção. São estes os nossos valores em Aljustrel - liberdade, humanismo, cidadania, igualdade de oportunidades. Valores que, diga-se com todas as letras, foram colocados em causa de forma flagrante nos últimos anos.

Precisamos, pois, urgentemente, de um presidente que coloque o Contrato Social no centro das preocupações, que devolva o poder ao Povo e aos seus representantes democraticamente eleitos, em oposição à ditadura dos mercados que nos regeu nos últimos anos, que sobrepôs interesses individuais aos interesses coletivos.

Precisamos de um Presidente que reafirme as funções sociais do Estado, que defenda o direito a salários, pensões e reformas justas e dignas e um Serviço Nacional de Saúde assente na universalidade e qualidade. Que defenda a educação e a qualificação e o acesso gratuito a todos os níveis de ensino, principal fator de promoção da igualdade de oportunidades e justiça social, que priorize o investimento na inovação e na ciência, enquanto motores de desenvolvimento sustentável, mas que também olhe para o país como um todo, com particular atenção à coesão territorial e aos territórios de baixas densidades.

Territórios como o nosso, envelhecidos e profundamente despovoados, onde a saúde, a ação social, a proximidade em relação à justiça e à generalidade das estruturas descentralizadas do Estado, são uma necessidade ainda mais premente. Terras como a nossa, em que é preciso continuar a apostar na agricultura moderna, no setor mineiro, na economia social, em melhores acessibilidades, no ensino superior, promovendo o desenvolvimento económico enquanto fator gerador de emprego, distribuição e riqueza e atração de população.

Precisamos de um Presidente que não permita que se privatize o lucro e se nacionalizem prejuízos, que não admita que se castiguem as micro e pequenas empresas com impostos, ao mesmo tempo que se concedem perdões fiscais aos grandes consórcios e se socializam os delitos económicos dos bancos.

Precisamos de um Presidente de causas, justo, que faça respeitar a Constituição da República Portuguesa, lei suprema do país, que consagra os direitos fundamentais dos cidadãos e os princípios essenciais do Estado. Precisamos de alguém capaz, que seja o primeiro rosto de um país de gente capaz.

Sei que a missão de Sampaio da Nóvoa é árdua e complexa, porque pressupõe uma rutura com paradigmas há muito cristalizados. Em contraste com presidências anteriores, caracterizadas pela intervenção mínima e/ou seletiva na ação governativa e na sociedade em geral, precisaremos agora de um presidente mais atento e interventivo, porque muito do que julgávamos consolidado em Portugal se revelou perene.

Não é por acaso que os ex-presidentes Mário Soares, Jorge Sampaio e Ramalho Eanes, apoiam esta candidatura à Presidência da República. Há que assumi-lo: tempos diferentes exigem um Presidente diferente. E são estes os novos tempos que vivemos, já com reflexos a nível governativo e que devem também ter consequências a nível da Presidência da República.

Precisamos de compromissos sociais sólidos. De um país pensado a longo prazo, virado para o futuro, para a Europa e para o Mundo, o que só é possível de almejar apostando efetivamente na educação, na qualificação e na inovação, bandeiras maiores desta candidatura.

Este é o desígnio a que só o perfil de Sampaio da Nóvoa responde plenamente. Um Presidente Capaz.

 

Nelson Brito
Mandatário da Candidatura – Distrito de Beja
Presidente da Câmara de Aljustrel

 

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