Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
21
Mai 18

 

Grupo Parlamentar do PCP vai avançar com um Projecto de resolução tendo em vista a construção da 2ª fase do Hospital de Beja, de forma a assegurar a manutenção e ampliação de valências naquela unidade.

A DORBE do PCP recorda que esta é uma reivindicação com mais de 30 anos e que a concretização do projeto tem sido protelada pelos vários governos.

Ler e ouvir também AQUI.

publicado por Zé LG às 01:05
O PCP sabe que essa proposta não tem pernas para andar. Folclore político? O projeto chegou a ser feito, ao pormenor. Incluía um novo bloco operatório, novas instalações para a urgência, para consultas, um heliporto, etc. A maquete foi tornada pública pelo falecido Dr. Rui Sousa Santos. Tal investimento implicaria a utilização de verba considerável, e a coisa foi posta no fundo de uma gaveta. A prioridade anunciada pelo governo é a construção do Hospital Central em Évora...
Anónimo a 21 de Maio de 2018 às 08:41
Confirmo que participei no estudo da chamada segunda fase. O entusiasmo que os profissionais depositaram nesse projeto de ampliação foi defraudado, por resistências pouco claras em diversos níveis e pela canalização para “outras paragens” do financiamento previsto para o seu arranque. Se agora o contexto político parece ser mais favorável, presumo que no entanto os pressupostos - nomeadamente os de base populacional - sejam desfavoráveis. Para não falar da fraca força negocial e da ausência de lobi, na “concorrência” envolvida na disputa de recursos... No entanto, é bom que na política ainda haja alguma utopia.
Munhoz Frade a 21 de Maio de 2018 às 09:20
Com o afastamento de Munhoz Frade, a DORBE do PCP ficou “descalça” na área da Saúde, até hoje!...
Anónimo a 21 de Maio de 2018 às 09:34
Mais valia que os comunistas exigissem a reabertura das camas amputadas ao Hospital de Beja, aproveitando um estudo feito pelo próprio Munhoz Frade, em posse do seu grupo parlamentar.
Anónimo a 21 de Maio de 2018 às 09:43
Ó Dr, então no PS não querem saber da sua opinião? Outros stalinistas...
Anónimo a 21 de Maio de 2018 às 10:33
Em termos de democraticidade interna, não tem comparação! Quanto a fazer com que a nossa opinião conte, é preciso que os argumentos vençam as ideias feitas e o imobilismo.
Munhoz Frade a 21 de Maio de 2018 às 14:25
Estou a ver-te de mãozinha estendida a tentar tocar o chefe Sócrates, num comicio em Cuba em 2009, extasiado e comovido. Fizeste, em devido tempo, a tua opção de classe e caiste no caldeirão como o João Ratão. Um conselho: mama e não guinches.
Anónimo a 22 de Maio de 2018 às 14:00
Anónimo das 14:00h: quem não assume a identidade para ofender, obviamente faz uma opção de classe - pela dos bandalhos.
MF a 22 de Maio de 2018 às 18:25
A propósito de opção de classe: qual foi a opção que o PCP teve quando colaborou para que Passos Coelho chegasse ao poder? Espero que não arrepie o arrependimento...
Anónimo a 22 de Maio de 2018 às 18:35
Quem se atreve a mandar postas de pescada a quem se prejudicou para defender um bem público?
Anónimo a 22 de Maio de 2018 às 19:00
O Dr. Munhoz Frade não tem a receber lições de moral de ninguém.
Anónimo a 22 de Maio de 2018 às 19:06
Quem ainda mantém este esquema de análise - a ilusória divisão em classes - nada percebe de política. Não sabe distinguir onde estão em cada contexto os inimigos do bem público.
Anónimo a 22 de Maio de 2018 às 19:32
Pseudo anónimo das 14.00, não tenho procuração do Dr. Frade mas já farta o á vontade com que se ofendem aqui as pessoas.
A tua linduagem pidesca com laivos stalinistas só me levam a pensar que tu sim é que estás habituado a mamar sem guinchar.
Anónimo a 22 de Maio de 2018 às 21:24
Estamos de luto por António Arnaut. Grande Maçon, grande Socialista, grande Português!
Munhoz Frade a 21 de Maio de 2018 às 15:16
Obrigada ao António Arnaut.
RIP.

Espero que o PS dignifique a sua obra e a sua memória.

Deixo a última mensagem dele, enviada aos congressistas presentes no III Congresso da Fundação Para a Saúde SNS, em Coimbra, onde felizmente estive

"Senhor Presidente do Congresso, Senhores congressistas e convidados

Não podendo estar convosco, felicito a organização e todos os participantes por esta jornada em defesa do Serviço Nacional de Saúde.

Como todos sabemos, os meus amigos como profissionais e eu como utente, o nosso SNS atravessa um tempo de grandes dificuldades que, se não forem atalhadas rapidamente podem levar ao seu colapso. E tudo em consequência de anos sucessivos de subfinanciamento e de uma política privatizadora e predadora resultante da Lei 48/90, ainda em vigor, que substituiu a lei fundadora de 1979. A destruição das carreiras depois de tantos anos de luta, iniciada em 1961, foi o rombo mais profundo causado ao SNS.

Sem carreiras, que pressupõem a entrada por concurso, a formação permanente, a progressão por mérito e um vencimento adequado, que há muito defendo seja igual aos dos juízes, não há serviço Nacional de Saúde digno deste nome. A expansão do sector privado, verificada nos últimos anos, deveu-se a esta desestruturação e ao facto de a Lei 48/90 considerar o SNS como um qualquer sub-sistema, presente no “mercado” em livre concorrência com o sector mercantil. É a filosofia neoliberal que visou a destruição do Estado Social e reduziu o SNS a um serviço residual para os pobres.

É preciso reconduzir o SNS à sua matriz constitucional e humanista. Há agora condições políticas e parlamentares para realizar essa tarefa patriótica e o governo propôs-se fazê-lo. A realização de iniciativas como este Congresso são uma forma legítima e democrática de chamar a atenção do governo para que cumpra o seu dever. Aliás, parece verificar-se um amplo consenso nacional sobre a indispensabilidade do SNS, como garante, em primeira linha, do direito fundamental à saúde. Faço votos para uma profícua discussão sobre esta temática e que, no final, resulte um contributo substantivo em defesa da consolidação do SNS, para que nos 40 anos desta grande reforma possamos todos voltar a ter orgulho no nosso SNS.

Vosso
António Arnaut
Coimbra, 18 de Maio de 2018"
Exatamente!
Munhoz Frade a 21 de Maio de 2018 às 16:53
Que grande, que enorme "boneco" fez o meu amigo Pedro Vieira, ora espreite https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10155744535208049&set=a.347360693048.149766.598648048&type=3&theater
Outro texto do António Arnaut, a ler

"«De facto, para quem nasceu há setenta e oito anos numa pobre aldeia do concelho de Penela, chamada Cumieira pela sua localização no cimo de um pequeno monte, que nunca aspirou a ser montanha, estava longe de sonhar com este agora que me acontece. Naquele tempo, as pessoas
comiam o pão duro dos dias sem sol, viviam à míngua e morriam, em regra, sem assistência médica. Foi essa paisagem humana de sofrimento e resignação que, sem metáfora nem retórica, despertou em mim o inconformismo activo perante as injustiças evitáveis e me fez um cidadão comprometido com o Povo e a Pátria. Anos mais tarde escrevi num livro meu: “Não me conformo com as pequenas injustiças. Aceito as grandes, porque são inevitáveis, como as catástrofes, e atestam a impotência dos deuses. Aquela criança, descalça, apenas precisava de uns sapatos. Se tivesse nascido sem pés, não era tão grande a minha revolta”. Creio que foi esta rebeldia, e também a minha intervenção cívico-social, para ajudar, embora modestamente, a construir uma sociedade mais livre, justa e solidária, que justificaram a alta distinção que me vai ser conferida. A criação do Serviço Nacional de Saúde, trave-mestra do Estado Social, iniciada no segundo governo de Mário Soares e concluída com a publicação da Lei 56/79, de 15 de Setembro, deve ter pesado nessa magnânima decisão. Sendo assim, é meu dever recordar intimamente todos os que ajudaram a concretizar essa grande reforma de Abril e os que têm lutado para não deixar apagar a luz de esperança que então se acendeu e que ainda bruxuleia no horizonte nublado de Portugal...»

Excerto da defesa de António Arnault no seu Doutoramento Honoris Causa, 2014."

(Trouxe do mural do FB de um amigo)
O SNS está FALIDO!!!
Anónimo a 21 de Maio de 2018 às 22:30
Em Beja...
Anónimo a 22 de Maio de 2018 às 09:42
E mal gerido por aprendiz de feiticeiro..A casa não tem rei nem roque
Anónimo a 22 de Maio de 2018 às 11:16
como a ulsba..., sem rei, sem roque, sem presente, sem futuro!
Anónimo a 24 de Maio de 2018 às 21:58
Chover no molhado...
Anónimo a 25 de Maio de 2018 às 10:07
Quando não há perspectivas de melhoria, o assunto fica desinteressante.
Anónimo a 25 de Maio de 2018 às 11:55
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