O tom e a auto-satisfação de Paulo Arsénio estarão de acordo com a realidade?
"Tomara muitas autarquias do país poderem apresentar o serviço que nós apresentamos e estamos num dos espaços (Mercado Municipal) que intervencionámos - porventura o mais emblemático -, que demonsta isso mesmo. Agora ... todos podem cá vir e alguns passam aqui grande parte do dia o que é o maior elogio que podem fazer a esta requlificação e é sinal de que gostam e de que se sentem cá bem. Foi por isso que demos prioridade a esta requalificação. … Hoje exige-se e bem; no passado, não muito distante, deixava-se andar, desleixava-se tudo e davam-se palmadinhas nas costas para ter votos. Esse tempo acabou. Se não tivesse acabado locais como o Mercado Municipal ou as Piscinas Municipais Descobertas estariam exatamente na mesma. Ou talvez até em pior estado do que foram recebidas, fruto da passagem de mais uns anos." Paulo Arsénio, aqui.
Para além do tom quezilento e de confronto com os adversários, este texto sugere-me as seguintes dúvidas: (1) Se deu prioridade às requalificações apontadas porque demoraram tanto tempo a ser concretizadas? (2) São essas intervenções isentas de críticas e corresponderam às expectativas? (3) Está mesmo satisfeito com a intervenção no Mercado Municipal perante as que outras autarquias fizeram? (4) Não é natural que se as instalações não forem conservadas fiquem “em pior estado do que foram recebidas, fruto da passagem de mais uns anos”? (5) O trabalho autárquico não é contínuo, devendo os que entram continuarem e melhorarem o que deixaram os que saíram?
