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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

O mais preocupante é a dificuldade que os eleitos locais têm de explicar as opções tomadas

Há várias formas de analisar esta situação. Sobre algumas delas já escrevi na comunicação social regional.
Todavia, parece-me que uma das questões mais profundas (e preocupantes) é a dificuldade que os eleitos locais (nos municípios ou nas respetivas associações) têm, de explicar aos seus munícipes/cidadãos/eleitores as opções tomadas.
Quase 45 anos depois do 25 de Abril e do Poder Local Democrático, confesso que me preocupa a opacidade (para não dizer outra coisa) com que certas decisões, importantes para a nossa vida coletiva, são tomadas.

51805294_2212658042333970_3139940518683738112_n.jpAgora foi esta decisão sobre a gestão do Museu Regional : porque é que não foi realizada uma reunião com os cidadãos, para esclarecer dúvidas e preocupações que, legitimamente, são agora colocadas nas redes sociais? Comunicados, atas, notícias não chegam,
No passado, não foi diferente : a decisão sobre a demolição do depósito da água só foi objeto de debate por iniciativa do Alvitrando (onde o anterior executivo municipal não compareceu) e o mesmo se passou com a passagem de Pisões para a gestão da Universidade de Évora, o que leva a que até ao momento nada se saiba sobre o estado das intervenções prometidas ou da sua futura reabertura.

Por isso,senhores autarcas, municipais e intermunicipais, antes de tomar qualquer decisão (legítima e democrática), não tenham receio de ouvir os cidadãos, todos ficamos a ganhar. Chama-se a isso participação cidadã, uma das grandes conquistas do 25 de Abril.
Adenda : ainda sobre o Museu Regional, fui testemunha, porque participei (e intervim), enquanto "público" dos esforços "titânicos" do Santiago Macias , enquanto Presidente da Assembleia Distrital, para resolver o problema do Museu Regional. Relembro, por exemplo, uma reunião realizada "in situ", com a participação de várias entidades locais, regionais e nacionais (e onde esteve ausente o então edil de Beja) onde foram debatidas as várias hipóteses de solução ou as reuniões da Assembleias Distrital e da CIMBAL, em que os prazos iam passando a nada se resolvia, para desespero dos trabalhadores do museu.
A este propósito escrevi, no dia 30 de Dezembro de 2014 : " Cheguei há pouco da Assembleia Distrital que discutiu o futuro do Museu Regional de Beja. Estive com alguns dos seus trabalhadores, que compunham o "público" presente (era, aliás, o único não trabalhador dos "assistentes"), numa atitude solidária para com o longo calvário de incertezas e indefinições por que têm passado. De tudo o que ouvi ao longo das mais de duas horas de reunião não quero, por agora, dizer (escrever) o que penso (talvez daqui a uns dias ou umas semanas). Mas, tal como a noite, também o que lá se ouviu, ainda que por vezes em palavras bem quentes, deixou antever um futuro frio, quase gelado, que o NOSSO Museu pode vir a ter. Espero, sinceramente, que me engane e que, de uma vez por todas, que todos aqueles que foram eleitos para assumir as suas responsabilidades, as assumam de uma vez por todas, deixando-se de meias palavras e rodriguinhos (para não usar uma palavra mais forte, que um dos intervenientes usou - hipocrisia). Porque, a não ser assim, e se "a coisa der para o torto", podem ter a certeza que a História não os absolverá ".

 

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