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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

O mais preocupante é a dificuldade que os eleitos locais têm de explicar as opções tomadas

Zé LG, 13.02.19

Há várias formas de analisar esta situação. Sobre algumas delas já escrevi na comunicação social regional.
Todavia, parece-me que uma das questões mais profundas (e preocupantes) é a dificuldade que os eleitos locais (nos municípios ou nas respetivas associações) têm, de explicar aos seus munícipes/cidadãos/eleitores as opções tomadas.
Quase 45 anos depois do 25 de Abril e do Poder Local Democrático, confesso que me preocupa a opacidade (para não dizer outra coisa) com que certas decisões, importantes para a nossa vida coletiva, são tomadas.

51805294_2212658042333970_3139940518683738112_n.jpAgora foi esta decisão sobre a gestão do Museu Regional : porque é que não foi realizada uma reunião com os cidadãos, para esclarecer dúvidas e preocupações que, legitimamente, são agora colocadas nas redes sociais? Comunicados, atas, notícias não chegam,
No passado, não foi diferente : a decisão sobre a demolição do depósito da água só foi objeto de debate por iniciativa do Alvitrando (onde o anterior executivo municipal não compareceu) e o mesmo se passou com a passagem de Pisões para a gestão da Universidade de Évora, o que leva a que até ao momento nada se saiba sobre o estado das intervenções prometidas ou da sua futura reabertura.

Por isso,senhores autarcas, municipais e intermunicipais, antes de tomar qualquer decisão (legítima e democrática), não tenham receio de ouvir os cidadãos, todos ficamos a ganhar. Chama-se a isso participação cidadã, uma das grandes conquistas do 25 de Abril.
Adenda : ainda sobre o Museu Regional, fui testemunha, porque participei (e intervim), enquanto "público" dos esforços "titânicos" do Santiago Macias , enquanto Presidente da Assembleia Distrital, para resolver o problema do Museu Regional. Relembro, por exemplo, uma reunião realizada "in situ", com a participação de várias entidades locais, regionais e nacionais (e onde esteve ausente o então edil de Beja) onde foram debatidas as várias hipóteses de solução ou as reuniões da Assembleias Distrital e da CIMBAL, em que os prazos iam passando a nada se resolvia, para desespero dos trabalhadores do museu.
A este propósito escrevi, no dia 30 de Dezembro de 2014 : " Cheguei há pouco da Assembleia Distrital que discutiu o futuro do Museu Regional de Beja. Estive com alguns dos seus trabalhadores, que compunham o "público" presente (era, aliás, o único não trabalhador dos "assistentes"), numa atitude solidária para com o longo calvário de incertezas e indefinições por que têm passado. De tudo o que ouvi ao longo das mais de duas horas de reunião não quero, por agora, dizer (escrever) o que penso (talvez daqui a uns dias ou umas semanas). Mas, tal como a noite, também o que lá se ouviu, ainda que por vezes em palavras bem quentes, deixou antever um futuro frio, quase gelado, que o NOSSO Museu pode vir a ter. Espero, sinceramente, que me engane e que, de uma vez por todas, que todos aqueles que foram eleitos para assumir as suas responsabilidades, as assumam de uma vez por todas, deixando-se de meias palavras e rodriguinhos (para não usar uma palavra mais forte, que um dos intervenientes usou - hipocrisia). Porque, a não ser assim, e se "a coisa der para o torto", podem ter a certeza que a História não os absolverá ".

 

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