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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

NÃO QUEIRAS FICAR NA HISTÓRIA DE BEJA PELAS PIORES RAZÕES

Ex.mo Senhor

Presidente da Câmara Municipal de Beja

 

Caro João Rocha

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Escrevo-te esta carta aberta, neste Feriado Municipal, na tentativa de te sensibilizar para que não cometas um acto, que, para além de poder-te custar a reeleição, te colocará na História da Cidade de Beja pelas piores razões.

Demolir o Depósito de Água da Praça da República, sem promover um sério debate público, sem dares a cara em defesa da iniciativa que é tua e divulgando em sua defesa opiniões de especialistas que, do seu ponto de vista técnico, não poderiam dizer o contrário, poderá sair - a ti e, principalmente, à Cidade -, bastante caro.

Porque não promoveste um debate público sobre um assunto que sabes polémico e que divide a população, quando a CDU defende a gestão participada nas autarquias? 

Porque não foste tu e foi o teu vice-presidente a assumir o ónus da defesa dessa decisão? 

O que poderiam dizer os arqueólogos senão que preferem que o Depósito de Água seja retirado da área da estação arqueológica? Porque não lhes perguntaste se eles gostavam que as casas em volta também fossem demolidas? Se a respostas fossem positivas, como é normal que fossem, também as mandavas demolir?

Para quando é que prevês que as escavações arqueológicas estejam concluídas e o sítio visitável, constituindo uma atração turística da Cidade? Daqui a três ou quatro anos ou daqui a 30 ou 40 anos?

 

Caro João Rocha

Ainda estás a tempo de ponderar melhor a decisão e arrepiar caminho. Ouve as pessoas, principalmente as que são, por nascimento ou opção, de Beja. A opção não é meramente técnica, é também e principalmente política e mexe com os sentimentos das pessoas. Mesmo muitas que poderiam concordar com a demolição do Depósito de Água se tivessem tido oportunidade de participar num debate público alargado, ouvindo os prós e contras, não aceitarão a sua demolição. Estou convicto de que serão muitas mais as pessoas que se manifestarão contra a demolição, se ela for por diante, do que as que agora o fazem.

 

Caro João Rocha

Decidi escrever-te esta carta aberta hoje, porque, não sendo o Feriado Municipal comemorado como tem sido, talvez tenhas oportunidade de dedicar algum tempo a reflectir sobre a tua polémica decisão e as consequências que terá. E também porque fui instigado a usar este espaço de liberdade e intervenção cívica, que é o Alvitrando, para tentar evitar que vá por diante uma decisão de que os bejenses se virão a lamentar. E ainda porque não me parece correcto que em nome do património se destrua património. Sim, porque o património da Cidade não é apenas o arqueológico e de uma determinada época histórica. E, finalmente, porque as pessoas têm o direito de se pronunciar sobre decisões de consequências irreversíveis para o futuro da Cidade.

Espero que acolhas melhor esta minha sugestão, do que tens acolhido outras apresentadas com espírito de participação e colaboração pelo movimento independente e plural Por Beja com Todos. Beja merece!

 

Um abraço

Lopes Guerreiro

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