Muitos emigrantes na Suíça ‘forçados’ a regressar a Portugal após reforma
Muitos dos portugueses que rumaram à Suíça no ‘pico’ da emigração na década de 1980 e atingiram entretanto a idade de reforma regressam a Portugal, e nem sempre pelo simples desejo de voltar a ‘casa’, mas por constrangimentos económicos.
“A maior parte dos portugueses [reformados] não chegam aos dois mil euros por mês, muitos só têm 1.500 euros, 1.300 euros”, manifestamente insuficiente para viver na Suíça, onde “não há sistema nacional de saúde, mas sim seguros privados de saúde, que são obrigatórios”, com custo variado, mas que em regra representa, “no mínimo, 500 ou 600 euros mensais por membro do casal”. Deste modo, “para se manterem na Suíça” após atingirem a reforma, muitos emigrantes portugueses sabem que “consumirão todo o capital poupado ao longo da vida ativa”, pelo que, “Quando atingem a reforma e fazem contas à vida, decidem regressar, pois o nível baixo das pensões relativamente ao elevado custo de vida e um sistema de saúde bastante caro vai consumir parte substancial das poupanças, delapidando todo o capital acumulado ao longo da vida”, sintetiza a socióloga Liliana Azevedo, investigadora associada do Observatório Emigração.
