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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

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Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Mas somos assim tão maus? Olhe bem para o espelho, caro Chalaça.

Zé LG, 10.09.20

70995711_966075560399666_176337205256519680_o BA.jAfinal de quem é a culpa das nossas dificuldades, de não termos o desenvolvimento (não apenas o crescimento económico) que ambicionamos? Depois de apontados os dedos a muitas causas, eis que surge o eborense Francisco Chalaça a arrumar a questão, apontando as culpas: primeiro, declara que “o grande problema de Beja é estar sempre contra tudo e todos, mesmo os seus, colocando-se sempre do lado do problema e nunca do lado da solução.”; para, depois, rematar que “Querer ver o problema do Baixo Alentejo só na qualidade, ou na falta dela, dos seus dirigentes é um erro, o problema está igualmente nos dirigidos”. E, assim, não deixou nenhum bejense sem culpas no cartório...

Devo fazer uma declaração de interesses: Só me senti bairrista quando me relacionei com algumas pessoas de Évora. Que parecem “ter o rei na barriga”, falam de cátedra, armados em doutores (sendo ou não sendo) e fazem afirmações com se fossem verdades absolutas e incontestáveis, mesmo sem as conseguir fundamentar.

Sem prejuízo de poder voltar ao assunto, vou aqui deixar apenas algumas notas para reflexão:

1 – Desde há quanto tempo foi definida como estratégia de desenvolvimento do território continental concentrar o investimento na afirmação e desenvolvimento de algumas cidades de média dimensão? E qual é essa cidade no Alentejo?

2 – A concentração de serviços desconcentrados da Administração Central em Évora deve-se a “Beja estar sempre contra tudo e todos” e ou aos seus “dirigidos”? Só um exemplo, porque é que a Direcção Regional de Agricultura ficou sediada em Évora e não em Beja, com maior peso agrícola?

3 – A ligação por autoestrada de Lisboa a Espanha por Évora, a passagem da ligação de Lisboa directa para Évora em vez de Beja, a instalação da Embraer em Évora aconteceram por “obra e graça” dos “dirigidos” que “estão sempre a favor de tudo e de todos” de Évora?

4 – A instalação da CCDRA e a concentração de todas as direcções regionais de serviços públicos, a criação da Universidade e a existência da Fundação Eugénio de Almeida ou a criação de um hospital central em Évora devem-se à qualidade dos “dirigidos” que “estão sempre a favor de tudo e de todos” desta Urbe?

5 – Porque não conseguiram ainda os “dirigidos” que “estão sempre a favor de tudo e de todos” de Évora construir um Parque de Feiras e Exposições e fazer uma “Suinévora”? Por que não têm uma “Biblioteca Municipal” de referência nacional como tem Beja, apesar de “estar sempre contra tudo e todos”?

6 – Onde é que está a capacidade das associações de cidadãos (não folclóricas) de Évora para mobilizar dezenas de milhares de cidadãos em defesa do que necessitam e lhes é negado, apesar de ciclicamente prometido, como conseguiu o movimento “folclórico” Beja Merece+?

Gostava ainda que Francisco Chalaça esclarecesse qual é o seu entendimento da expressão “dirigidos”. Porque, tal como a usou, dá uma imagem de “grande chefe”...

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