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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

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Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

“MAS ANTES, ESTUDEM: QUER AS CONSEQUÊNCIAS TÉCNICAS, QUER OS ENCARGOS FINANCEIROS.”

Zé LG, 10.03.15

O mais interessante da discussão sobre mamarracho das águas é a perfeita caricatura da superficialidade do debate cívico-político(partidário): porque é a metáfora magistral da podridão da esfera pública.
Critica-se Lopes Guerreiro por pretender o debate (é delicioso o argumento que LG não tem legitimidade para pensar porque perdeu as eleições) porque os amorfos abominam mentes pensantes [e para mim é fácil elogiar LG, porque, creio, que em toda a minha vida sempre lutei contra aquilo que ele acredita]; de um lado, as massas do PS (ou da pequena seção Pulido) que afincadamente defende o depósito pela egrégia razão que o PCP quer demoli-lo; o rebanho vermelho, quer abolir o depósito, porque a ortodoxia assim o exige.
Os factos, os estudos, os custos, as alternativas, a alocação dos esforços públicos, tudo isso se pretende eclipsar, porque nada disso é relevante.

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Sou amigo e fui apoiante do Pulido em 2009, mas, neste caso, não caminhamos juntos: confesso que jamais pensei em derrubar aquela coisa, mas a única coisa que aquilo faz na linha da cidade é poluição. E se é tecnicamente inócuo derrubar aquilo e se existe tanta disponibilidade financeira para o fazer, derrube-se: e, aproveitem-se homens e máquinas, para derrubar também o centro comercial do carmo, o edifício do banco pinto & Sottomayor, mais a torre dos alemães, o edifício frente à escola industrial, os silos desativados, porque foi um crime de lesa-estética permitir a construção em altura. Mas antes, estudem: quer as consequências técnicas, quer os encargos financeiros. Porque de néscio estão as ruas das cidades cheias

(o texto é assinado, ainda que não tenha nome)
cl a 6 de Março de 2015 às 11:19, em: http://alvitrando.blogs.sapo.pt/ja-foi-feito-algum-estudo-para-saber-os-2891024#comentarios