IP contesta redução do financiamento para modernização da linha Casa Branca-Beja
A empresa pública Infraestruturas de Portugal (IP) contestou a redução do financiamento para a modernização da linha ferroviária Casa Branca-Beja, que alegou ser uma “decisão unilateral” da CCDR do Alentejo, e assinalou “os riscos para o projeto decorrentes de uma alteração das fontes de financiamento e, consequentemente, também de uma necessidade de, mais uma vez, ser alterado o processo formal de investimento”, reafirmou a importância estratégica da modernização da linha Casa Branca–Beja e prometeu continuar a trabalhar para garantir o avanço do projeto.
Ceia da Silva, presidente da CCDR do Alentejo, reiterou que o programa operacional regional Alentejo 2030 “não podia manter a verba [inicialmente prevista de 80 milhões] alocada” ao projeto porque a obra “não era exequível nem era fazível dentro deste prazo” e “Não é possível estarmos à espera 10 anos ou 20 anos para que a IP consiga realizar a obra”.
O presidente da CIMBAL, António José Brito, vê com “alguma inquietação” o projeto, considerando que “não pode continuar a ser sucessivamente adiado”.