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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Ideologia determina opção da gestão da água em baixa

Jorge Rosa, presidente da Câmara Municipal de Mértola e da Cimbal, acusou quem votou contra a proposta de criação da Águas do Baixo Alentejo – uma empresa que envolveria nove municípios (PS) da Cimbal e as Águas de Portugal, para gerir a distribuição de água em baixa -, de o ter feito “por pura ideologia partidária”. Outros camaradas seus, designadamente António José Brito e Paulo Arsénio, presidentes das Câmaras Municipais de Castro Verde e de Beja fizeram afirmações semelhantes.

Ora, se eleitos de outras forças políticas (CDU e BE) votaram contra (PSD e Por São Matias com Todos abstiveram-se, em Beja) aquela proposta “por pura ideologia partidária” o que dizer dos eleitos do PS dos oito dos nove municípios da Cimbal? Vejamos apenas algumas notas:

1 – Porque avançaram os eleitos do PS daqueles oito Municípios do PS sem os os quatro municípios da CDU e o de Ferreira do Alentejo (PS)?

2 – Porque “esqueceram” ou subestimaram os eleitos do PS das Câmaras de Castro Verde e de Beja que o PS não tem maioria nas respectivas Assembleias Municipais e que, conhecidas as posições da CDU e do BE, aquela proposta podia não passar, como se veio a verificar?

Em vez de acusarem outros de terem chumbado uma proposta sem os necessários estudos que a fundamentassem como a melhor, como referiu e bem Pita Ameixa, presidente da Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo (PS), os eleitos do PS deviam acusar-se a si próprios de não terem feito “o trabalho de casa” como deviam, de se terem “esquecido” de, pelo menos em duas Assembleias Municipais, precisarem dos votos de quem, à partida, era contra este caminho, de pouco ou nada terem feito para esclarecer todos os eleitos, os trabalhadores do sector e as populações das implicações da mudança proposta para a gestão da distribuição da água em baixa, como reconhece o próprio Jorge Rosa.

É claro que as posições de todos – e não apenas da CDU e do BE, como o PS afirma -, é determinada pela ideologia que cada um, o que é perfeitamente normal. Os eleitos do PS nos municípios em causa, ao escolherem e tentarem impor a sua proposta também o fizeram “por ideologia”. Se a sua é “pura” ou não é o que se pode questionar...

6 comentários

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  • Anónimo

    O Lagar é uma pena (o que não se fazia com 3,5 mil...

  • Anónimo

    ????????????????????

  • Anónimo

    Ninguém comenta a capa verde?

  • Anónimo

    Obrigado caro amigo. Um grande abraço. Ricardo (Se...

  • Ana Matos Pires

    Sim, vai seguir mail e o jornal fará o que entende...

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