Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
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Dez 16

155.JPG

publicado por Zé LG às 00:18
Está a criticar a falta de iniciativa dos comerciantes de Beja? Será que a foto ilustra bem a sua real intenção pois na foto contam-se as pessoas pelos dedos das mãos e em Beja temos ruas muito mais movimentadas que essa? Afinal qual o objectivo da foto e do post? Será a calçada? A fachada dos edificios? Já agora, isso é em Évora?
Vitor Paixão a 28 de Dezembro de 2016 às 01:19
O LG só expressou uma vontade no seu próprio blog que ao contrário de outros não tem lápis azul. Não queiramos calar uma das poucas vozes desalinhadas que ainda falam por aí.
Anónimo a 28 de Dezembro de 2016 às 08:23
Não, de facto não se percebe muito bem o porquê aqui deste post e sobretudo as afirmações de LG.
Isto se considerarmos que se trata de um politico que até já teve responsabilidades no burgo.

O facto de não haver uma rua como esta entre outras coisas em Beja, não é um problema de agora ou que tenha sido fruto de decisões recentes. Antes pelo contrário, vem bem de trás, e os autarcas que tiveram responsabilidades na cidade como LG não podem de forma alguma limpar a água do seu capote, pelos motivos atrás referidos.
Assim como é bem difícil a qualquer um de nós que cá vive, endereçar as culpas a outros ou então esta morrer solteira.

A questão se deve aqui discutir, é bem diferente. E é porque é que Beja conseguiu chegar até a este estado decrépito e sem expectativas nenhumas de daí sair?

Mas na primeira linha estão os autarcas locais do pós 25 de Abril, com as suas teorias urbanísticas desajustadas, que impediam a compra e recuperação de casas no centro histórico e envolvente, e empurraram as novas famílias para os bairros periféricos em complot com os construtores/"patos bravos" que até ao inicio da crise vinham de todo o lado e aqui encontraram um meio de enriquecimento fácil e acelerado.
E mais tarde e ainda não contentes com isto, resolveram autorizar hipermercados por todo o lado com excelentes acessos e parques de estacionamento infindáveis, e ao mesmo tempo fazer as célebres obras da Pólis, em que dificultaram o acesso ao centro da cidade e retirando-lhe ditos lugares de estacionamento.
Ou seja, para que no comércio local as pessoas tivessem que andar de um lado para o outro e ser obrigadas a fazer caminhadas a pé e carregadas que nem burros com os artigos que porventura comprassem.

Tendo isto resultado no despovoamento do centro da cidade e na situação calamitosa em que se encontra aí o parque habitacional.
E não haver já hipótese alguma ter uma rua como aquela de Évora.
Pois os comerciantes do centro da cidade e os seus empregados, perceberam e já há bastante tempo que o seu fim é irremediável. E tiveram ou têm tido a pouco e pouco a única atitude inteligente, que é tentar mudar de vida e de profissão.
E felizmente que até vieram aí os chineses endinheirados, pois ainda conseguiram vender e alugar a bom preço o seu negócio ou o seu espaço.

De modo que bem prega aqui LG, mas o problema é que depois de tantas e tamanhas decisões erradas, que fazer agora em que já não se pode voltar atrás.
Destruir todas as obras da Pólis que contribuíram para dificultar o acesso ao centro histórico, como se quer fazer agora com a Praça da República?
Anónimo a 28 de Dezembro de 2016 às 11:11
Naquela rua "deserta" passaram só em Agosto 50.000 turistas, ou seja, o mesmo que em Beja... em quatro anos!
Manel a 28 de Dezembro de 2016 às 14:31
Então é pena que a foto não tenha apanhado um momento de enchente. Aliás, todos percebemos o porquê do post e da foto mas como muito bem se disse atrás, as responsabilidades são partilhadas: sociedade civil, classe politica e população, todos têm responsabilidades e principalmente muitos dos que criticam mas nada fazem para inverter o rumo dos acontecimentos, ou pelo menos tentar. Limitemo-nos pois a criticar e a não actuar, limitemo-nos à politiquice brejeira do faz de conta que faz, onde a critica para além de gratuita é leviana. Eu assumo a minha quota parte de responsabilidade mas também estou a fazer a minha quota parte para tentar inverter o rumo, e vocês, o que fazem? Criticam o executivo? Os outros executivos? E sim, têm legitimidade para o fazer, tal como o poderão fazer relativamente aos comerciantes e a nós próprios mas caramba, mobilizem-se, façam, mexam-se e não estejam constantemente com a politica da terra queimada e da destruição pois assim garantidamente nos iremos enterrar ainda mais. Se há isto é porque há isto, se não há é porque não há, se é preto devia ser branco, se é no verão deveria ser no inverno, enfim... E mesmo que considerem haver uma tremenda falta de visão estratégica então que ao menos fiquemos de consciência tranquila e não nos apontem o dedo de não termos tentado! Boas festas e viva Beja!!!
Vitor Paixão a 28 de Dezembro de 2016 às 16:51
Insistir em comparar Beja com Évora não leva a lado nenhum até porque Beja sai a perder em (quase) tudo ... digo quase para ser simpático eheheheheheh ... A INVEJA notória da esmagadora maioria dos bejenses em relação a Évora não leva a nada e a culpa de Beja ser o que é não é só dos autarcas que a têm governado é também da mentalidade poucochinha das suas gentes à custa da qual uns (poucos) vão governando as suas vidinhas e as esses não interessa nada que Beja mude ... que evolua ... são uns reizinhos no marasmo a que Beja chegou que quando precisam vão ao Hospital da Misericórdia de Évora e não ao hospital de Beja, fazem compras em Lisboa e Algarve, etc. etc. etc.
atento a 28 de Dezembro de 2016 às 17:09
Não me passou pela cabeça que a manifestação de um simples desejo de ter em Beja uma rua com muito comércio, que se expõe nela própria, com muita gente, designadamente muitos turistas, pudesse incomodar tanto, designadamente ao meu amigo Vitor Paixão.
Com a formulação desse desejo não pretendi criticar fosse quem fosse, porque existem razões, para além das já apontadas (que me envolvem também), para que tal seja difícil de acontecer - Beja tem metade da população de Évora, tem muito menos "imigrantes" e não é Património da Humanidade há décadas, está quase ao dobro da distância de Lisboa e não tem nela sediados a quase totalidade dos serviços desconcentrados da Administração Central, só para referir algumas.
Sempre achei um disparate a comparação entre as duas cidades quando entre elas existem tantas diferenças.
Zé LG a 28 de Dezembro de 2016 às 23:59
Incomodado? Porque haveria de estar incomodado? Falhou o alvo. Boas festas!!!
Vitor Paixão a 29 de Dezembro de 2016 às 00:20
Aproveitem, vão às compras e depois ficam para o concerto dos PEÑA KALIMOTXO, deve ser o máximo...
Eu a 29 de Dezembro de 2016 às 09:13
É uma pena que os "donos" do Beja Merece ... caiam nestas contradições, em que tudo o que por cá se vai fazendo, os Bejenses não merecem ...
Eu a 29 de Dezembro de 2016 às 10:05
Anónimo a 29 de Dezembro de 2016 às 10:17
Tanta celeuma..tanto incomodo com uma simples fotografia!
Qual é o problema de se desejar mais e melhor para a nossa cidade?

Digam-me....acham mesmo que requalificar e dinamizar o centro histórico de Beja é pintar paredes de edifícios sem que tenham nenhuma função (sede do PSD)?

Ou será que é pintar meio edifício por fora e por dentro continuar uma verdadeira lástima (Museu Regional)?

Ou será que é adjudicar tudo o que se pode a empresas do norte do País (eventos, luzes de natal, segurança, etc..etc...)?

Ou será que é destruir o pavimento da Praça da Republica (com o peso de toda a maquinaria para derrubar o depósito de água) para depois fazer de novo?

Ou será que é reabilitar as muralhas do castelo com cimento?

Ou será que é reabilitar uma rua com lombas "destruidoras de carros", que depois de feita, ninguém quer lá passar?

Ou será que é enterrar dinheiro sem fim em festas e festarolas, cujo o objectivo é animar quem cá está, sem atrair quem está lá (fora)?

Ou será que é iniciar com toda a pompa e circunstancia certames que não dão em nada, nem nunca darão (Feira da Água)?

Sinceramente...acham MESMO que é assim que se faz nas cidades deste País mais evoluídas que Beja?

Podemos (e devemos) SEMPRE defender aquilo que acreditamos. Mas não sejamos ingénuos...
DE Beja a 29 de Dezembro de 2016 às 10:33
LG, em tudo se mistura a política, por isso não vale a pena sugerir o que quer que seja, porque TODOS nós, repito TODOS, queremos levar os carros para dentro das lojas.
No Parque de Estacionamento da Avenida as primeiras três horas são DE BORLA, GRÁTIS, FREE, mas ainda assim, os carros são aos magotes da Avenida ao Bacalhau e vice-versa e então na Praça da República, junto às Finanças "empurram-se". Por isso é melhor esquecer ter uma rua dessas em Beja.
Anónimo a 29 de Dezembro de 2016 às 16:19
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