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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

“GARANTIR A ACESSIBILIDADE E QUALIDADE NA PRESTAÇÃO DE CUIDADOS DE SAÚDE”

1. As conhecidas limitações orçamentais resultantes, entre outras causas, de passivos de elevada grandeza (o défice das contas do Ministério da Saúde no ano transacto é de 259 milhões de euros) impõem uma gestão rigorosa das unidades do Serviço Nacional de Saúde.
2. Nesse contexto nacional, a principal responsabilidade das equipas dirigentes de Hospitais e Centros de Saúde será a de manter as garantias de acessibilidade e qualidade na prestação de cuidados de saúde, a partir de recursos financeiros “apertados”.
3. Cumulativamente, a Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo, sendo uma importante empresa do setor dos serviços (a entidade que mais pessoas emprega no nosso distrito), vê-se confrontada com o questionamento dos contornos do seu futuro a curto/médio prazo. Na presente conjuntura, pode colocar-se a questão de saber como manter esta empresa pública numa região em regressão económica, social e demográfica.
4. Superar esta dupla conjugação de difíceis contextos, impõe claramente às forças políticas comprometidas na presente solução governativa um irrecusável sentido de Estado. A defesa do interesse das populações do Baixo Alentejo, a nosso ver implica uma atitude verdadeiramente patriótica e responsável.
5. Neste âmbito da actividade do Estado Social, não basta assumir o dever de fiscalizar a gestão e os resultados. Os eleitores que apoiam essas forças políticas têm a legítima expectativa de ver defendidos os seus interesses não apenas com discursos e posições partidárias de recorte reivindicativo, mas também com a cooperação e participação, seja na definição de opções estratégicas e no acompanhamento como também na operacionalização das soluções.
Munhoz Frade a 2 de Março de 2016 às 16:59, AQUI.

9 comentários

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    JM 06.04.2016 15:40

    Muito bem, Dr.Munhoz Frade.Assim se faz a diferença.
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    Anónimo 06.04.2016 22:40

    Mas que diferença? Mas merece alguma credibilidade uma leitura enviesada, distorcida e parcial de um documento, ainda por cima por alguem que acaba de se ver a braços com um processo disciplinar?
    de medicina ainda lhe dou o beneficio da duvida.. mas não mais que isso! Ou pouco mais!
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    Munhoz Frade 09.04.2016 16:40

    Não sei quem me interpela. Mas pelo que diz deve ser muito novo na casa. É natural que o que se faz ao longo de 36 anos num hospital seja desconhecido dos que mais recentemente chegaram. Sendo um veterano, só os mais velhos poderiam testemunhar aos mais novos o muito que foi feito. Mas alguma arrogância pueril impede que os jovens reconheçam o papel dos mais velhos. Recordo que fiz parte de uma fase de pioneirismos. Vou citar algumas técnicas de diagnóstico e terapêutica em que fui pioneiro no Hospital de Beja. Pleurodese Química. Diálise Peritoneal. Biópsia Óssea. Ecocardiografia (as primeiras feitas no Hospital). Colocação de pace-maker provisório (os primeiros realizados no Hospital). Fui o primeiro médico de sala da Hemodiálise, sendo também na altura o único a colocar os catéteres centrais para o acesso vascular a essa técnica. Para além da atividade clínica, os interessados na reflexão poderiam apreciar muita matéria de âmbito organizativo, que espraiei por dezenas de artigos no Diário do Alentejo. É certo que a minha independência, dos grupos e de pensamento, levou a que fosse sistematicamente preterido, mas isso resultou de opções e riscos que assumo por inteiro. Assim, meus caros, sinto-me em condições de experiência e moralidade bastantes para contribuir para debates públicos. Não gostam? Tenho pena.
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    Anónimo 09.04.2016 19:34

    O Dr. tem a qualificação adequada para fazer uma análise dos documentos públicos que referem a actividade do Conselho de Administração da ULSBA. Quem não concorda com as conclusões que ele tira e aqui expõe, basta fazer o contraditório com argumentação objectiva. Levantar uma cortina de fumo visando ocultar as suas observações pertinentes só demonstra que quem não gosta das afirmações que o Dr. faz é porque não é capaz de as contestar.
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    Anónimo 09.04.2016 21:35

    O problema é quando os gestores públicos não aceitam o escrutínio público da sua gestão, o que é perfeitamente legítimo. No caso, se quem participa desse escrutínio é funcionário, sujeita-se, no mínimo, a ser alvo de represálias na empresa. Não deixa de ser irónico que se proclamem desejáveis as sugestões dos clientes e por outro lado, internamente, se reprimam as sugestões dos trabalhadores.
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    Anónimo 09.04.2016 22:30

    A memória das pessoas é curta. Quando foi o escândalo da morgue do Hospital, quem foi a voz da população indignada? O Presidente da Assembleia Municipal, que era o Dr. Munhoz Frade. Já então era funcionário do Hospital, mas não deixou que isso limitasse o exercício do seu dever autárquico.
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    Anónimo 09.04.2016 22:37

    É verdade. E nessa altura bem que teve o PSD à perna. Mas no final foi o Branco Malveiro que teve de fugir de Beja.
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    Anónimo 09.04.2016 23:29

    o Branco Malveiro não fugiu de Beja pois é ele que manda na Fundação S. Barnabé
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