Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
07
Ago 18

incêndio.jpg

Dói assistir a este triste "espectáculo", depois do que se passou no ano passado, das promessas de que tudo iria ser feito para evitar que se repetisse e das garantias de que tudo foi feito para travar tantos custos - humanos, sociais, ambientais, patrimoniais, económicos - provocados pelos incêndios. 

Ainda no Domingo à noite, o responsável nacional da Protecção Civil e o Ministro da Administração Interna "descansaram" as pessoas em risco, dizendo que tudo o que era possível fazer estava a ser feito e que contavam que o incêndio fosse controlado nessa noite. Entretanto, passaram mais dois dias... e já dura há 5 dias! 

Como se pode admitir que, tendo no ano passado técnicos alertado para que o próximo grande incêndio seria em Monchique, não se tivessem tomado todas as precauções - e tem-se visto que tal não aconteceu - para evitar que tal acontecesse?! Como explica o governo que, depois do que aconteceu no ano passado e de tudo o que disse, se tenha registado um incêndio destas proporções e que o mesmo não tenha sido controlado ao fim de 5 dias?! Parece-me que as condições climatéricas adversas são uma explicação mas que não explicam tudo. Exige-se, por isso e em tempo oportuno, que o governo apresente todas as explicações e tire todas as consequências de mais este drama.

publicado por Zé LG às 11:14
Caro Lopes

Tens este drama e terás muitos mais , mesmo em países extremamente bem organizados como é o caso dos países nórdicos , somos confrontados com estas situações que derivam das alterações climáticas em curso. Estes mesmos países que no ano passado produziam declarações publicas relativamente aos países do Sul da Europa que essas situações nunca ocorreriam nesses países , face aos superiores sistemas de ordenamento e gestão florestal , tiveram de dar o dito por não dito, para ser simpático.Não devemos baixar os braços , temos de procurar melhorar , mas certamente não é a encontrar culpados e a exigir explicações , que vamos ter melhores resultados. No meu modesto entendimento a resposta este ano tem sido mais profissional e com níveis de organização superiores a anos anteriores , como tem sido reconhecido por diversos técnicos da área, não falo de paineleiros que falam sobre tudo e outros quejandos
Abraço
João Margalha
Anónimo a 7 de Agosto de 2018 às 11:45
Concordo com o João Margalha.
Munhoz Frade a 7 de Agosto de 2018 às 12:32
O tal estudo que "alertava" foi 1 de 72382 que foram entregues para várias partes do país. Só chegou à comunicação social, porque está a acontecer o incêndio. Então e os outros 72381 que também foram feitos? Não tinham a mesma importância?
Quando acontece, é fácil encontrar os deputados da oposição a dizer que já tinham avisado há 2 anos que aquilo iria acontecer, que até lá tinham passado e enviaram 300 memorandos ao governo a avisar que aquilo iria arder... os jornalistas mostram fotos que recebem o apoio da pessoas que aquilo era evitável, que podiam ter apagado o incêndio 5 minutos após ter surgido... tal como os "especialistas" que reclamam tanto mas, quando chega à altura da prevenção, são os primeiros a fugir dos estudos. Só gostam de os fazer, depois de acontecer, para criticar o que correu mal e mostrarem que deram aulas com formas de os evitar, criando 20 novos cursos, para 730 pessoas poderem vir a fazer parte da protecção civil com a formação ministrada por esses "especialistas".
Manuel Rocha a 7 de Agosto de 2018 às 14:34
É uma tristeza que se repete todos os anos. Todos os anos há prejuízos provocados pelos fogos; todos os anos há um número inaceitável de vidas destruídas pelo fogo.
É necessário investir mais na floresta (é necessário que a floresta seja vista como fonte de rendimento para que deixe de estar ao abandono. Também é importante criar espaços nas povoações onde seja possível recolher a população no caso dos fogos atingirem as mesmas. Criar um sistema que permitisse avisar as pessoas de maneira a que estas abandonassem as zonas em perigo com segurança! Era muito bom que as zonas mais rurais, mais isoladas, não estivessem tão desprotegidas ( a cobertura das redes móveis falha, em caso de incêndio, as linhas telefónicas chegam a estar semanas desligadas, etc...)
Mas principalmente, era óptimo que os incendiários fossem castigados exemplarmente de maneira a que outros desistissem da ideia!
ATPG a 7 de Agosto de 2018 às 16:30
Também acho que a resposta aos incêndios tem estado bem melhor este ano do que no ano passado.
Também interessa recordar que, se nestes últimos dias tivemos um pico de calor dos maiores de sempre, no ano passado tivemos seca extrema.
As questões que me parecem não estar ainda bem tratadas são:
1 - Prevenção / ordenamento da floresta;
2 - Combate a grandes incêndios.
As palavras "tranquilizadoras" dos responsáveis, desde o PR, passando pelos membros do governo, até aos dirigentes da Protecção Civil têm sido desmentidas pelo evoluir deste incêndio.
Não defendo a "caça às bruxas", mas acho fundamental que sejam apresentadas todas as explicações e tiradas todas as consequências da forma como evoluiu este incêndio. É evidente que, nesta altura, o que mais importa é controlá-lo e evitar que cause prejuízos maiores.
José Lopes Guerreiro a 7 de Agosto de 2018 às 17:40
Sobre os fogos há muito a reflectir...poderíamos começar que é impossível contrariar fenómenos naturais como inundações, terremotos, etc e...fogos.
Sim, porque fogos nos países com clima mediterrâneo é um fenómeno natural, para o provar ai estão as árvores autóctones que ao longo de milénios criaram mecanismos de protecção, como por exemplo a casca dos sobreiros.
O que não é natural é a falta de civismo das pessoas, que independentemente das condições adversa fazem fogueiras para a sardinhada, lançam foguetes e fumam umas cigarradas ao relento sem nenhum cuidado em apagar as beatas.
já para não falar no lixo, é incrível a quantidade de plástico e vidro que se pode encontrar em zonas ditas naturais e protegidas.
Não há milagres...
JMF a 7 de Agosto de 2018 às 19:41
Que post tão profundamente injusto. Condições de hoje (informação de especialista) https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1839223366156246&set=p.1839223366156246&type=3&theater
Ana Matos Pires a 7 de Agosto de 2018 às 23:09
Então, as condições climatéricas adversas explicam tudo? Não vejo onde está a injustiça do que escrevi, mesmo face ao que diz o climatologista.
Zé LG a 8 de Agosto de 2018 às 00:37
Com toda a razão LG!
Anónimo a 8 de Agosto de 2018 às 10:49
"(...) não se tivessem tomado todas as precauções - e tem-se visto que tal não aconteceu (...)" Partindo do (justo) principio que nunca se conseguem tomar "todas as precauções" não é justo dizer que se tem visto que "tal não aconteceu". Vivemos, como a Grécia e a Califórnia, p ex, em locais do planeta onde o fogo vai sempre ser um problema (este ano até na Suécia, país onde é muito pouco habitual) e as precauções devidas não se fazem sentir de um ano para o outro, depois de um tempo demasiado prolongado sem qualquer medida efetiva e eficaz. Monchique não me espanta, felizmente não tem as dimensões de 2003 nem há, para já, vidas a lamentar - isso sim, é importante e muito me espantam as reações de muita gente que se tem manifestado muito agastada pela "compulsividade" das medidas tomadas pela GNR para fazer sair as pessoas dos seus locais.
Certamente que ninguém de bom senso esperaria que o ordenamento da floresta, designadamente com a introdução de espécies mais resistentes ao fogo a dividir as grandes extensões de eucaliptos e pinheiros, fosse feito de um ano para o outro. Mas talvez fosse de esperar que essas grandes manchas contínuas fossem dividas por faixas limpas por máquinas, que impedissem a fácil propagação de incêndios, como tem estado a acontecer. Aliás é o que, de uma forma crescente (embora tardiamente), tem vindo a ser feito nos últimos dias... É aceitável que um incêndio leve este tempo todo a ser controlado? É aceitável que os sucessivos os sucessivos anúncios da proximidade do controlo do incêndio tenham sido desmentidos na prática? Que confiança podemos ter na capacidade de combater os incêndios maiores e mais complexos?
Zé LG a 8 de Agosto de 2018 às 23:57
A politica devia ser tomar decisões no interesse das comunidades e dos ecossistemas envolventes.
Essas decisões custam muito dinheiro, os recursos a disponibilizar para reduzir ao mínimo o impacto dos inevitáveis fogos teriam de ser muitos, e, como todos sabemos, somos pobres e ignorantes, teríamos de sacrificar festas e festinhas, equipamentos desnecessários e mil e um mais gastos supérfluos cujo único objectivo é a angariação de votos e jogar areia para os nossos olhos.
Não há mesmo milagres, nem santos milagreiros.
JMF a 9 de Agosto de 2018 às 02:10
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