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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

EXPLIQUEM-ME LÁ PARA VER SE PERCEBO...

ovi.2016-04-22 011.jpgAntónio Costa, primeiro-ministro do governo que conta com apoio parlamentar do PCP, veio à 33ª OVIBEJA e não teve (que eu visse) um único presidente de Câmara da CDU a recebê-lo. Nem sequer o de Beja, o que, se não foi a primeira vez, foi uma das raras em que tal aconteceu...

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República eleito com o apoio do PSD e do CDS, veio à mesma feira e foi recebido por presidentes de Câmaras da CDU,

alguns dos quais até publicaram, ovi.2016-04-23 035.jpg

no FB, fotografias em pose com ele.

 

Estes comportamentos devem ter explicação política. Gostava que me explicassem qual é, porque não consigo alcançá-la. Com quem é que podia interessar mais contactar, para tentar desbloquear qualquer problema da região ou do concelho? Com quem tem poder executivo ou com quem tem poder simbólico, de influência e pouco mais?

2 comentários

  • Sem imagem de perfil

    LLP 26.04.2016 16:31

    Fui ler o artigo que o J. F. Murteira aconselha e vou partilhar porque acho que está lá a explicação para muita coisa que se vai passando na nossa terra de gente de costas voltadas.

    Enxadas

    08-04-2016 9:25:34 A A A
    Paulo Barriga

    Há uma palavra que veste que nem uma luva na relação entre o Partido Comunista Português e o Partido Socialista: desconfiança. Não é para menos. A história da democracia portuguesa explica isso em meia-dúzia de episódios emblemáticos. Desde o 1 de Março ao 25 de Novembro. Desde o Verão Quente às Presidenciais de 1986. Desde o 1.º de Maio à Fonte Luminosa. A convivência entre os dois partidos nunca foi pera doce e a convergência entre si ainda menos o tem sido. Daí que o pacto de governação que segura o atual executivo seja visto, por um lado, como uma cana verde que pode vergar a qualquer instante. Ou, por outro, como uma verdadeira primavera que saltita sobre as esquerdas de Portugal. Numa primeira leitura, o entendimento real, desanuviado, entre o PCP e o PS ao nível do Governo da Nação só poderá trazer benefícios para o Alentejo. Num território em que a quase totalidade dos municípios pende para o lado destas duas entidades partidárias, não se poderá aguardar outra coisa. Mas será que é assim? Será que a aliança, há alguns anos atrás inimaginável, entre socialistas e comunistas portugueses, ao ponto de viabilizar um governo PS totalmente à esquerda, também se faz sentir para cá do Tejo? Será que crispação que se tem vindo a atenuar ao nível das cúpulas também míngua junto das bases, nomeadamente no Sul de Portugal? A resposta a estas questões parece ser negativa, pelo menos se se validar para análise o universo dos participantes do Congresso AMAlentejo, que decorreu em Troia, no passado sábado. A ideia que presidiu à reunião é boa e interessa, pelo menos a nível regional, a ambos os partidos: tratar de implementar o terceiro pilar do poder local, as regiões administrativas. Mas a desconfiança do costume levou o PS do Baixo Alentejo a achar que o PCP lhe estava a passar a perna. E que o melhor era nem aparecer em Troia. Assim aconteceu. Este, que era suposto ser um amplo congresso sobre a administração futura dos destinos do Alentejo, acabou por acontecer com excessiva ausência do PS. O que permitiu uma excessiva presença do PCP. Resultando deste desequilíbrio uma, mais uma, excessiva perda para o Alentejo e para os seus habitantes. Há outro momento político e social que define na perfeição a desconfiança histórica entre estes dois partidos: o processo de Reforma e de Contra-Reforma Agrária. Estamos em 2016, ano excelso das convergências à esquerda em Portugal. Mas o PS e o PCP do Alentejo continuam a discutir se as enxadas devem permanecer na posse de cada um ou se devem ser partilhadas. Assim, mais vale uma mão inchada…
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