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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

ESQUERDAS CONFRONTADAS COM O MAIOR DESAFIO DO PORTUGAL DEMOCRÁTICO

As três principais forças eleitorais da esquerda (PS, BE e CDU) tiveram mais 700 mil votos do que a coligação de direita ((PSD+CDS), ou seja mais 1/3.

Será de admitir, perante este quadro, que a direita continue a governar Portugal? Será essa a melhor forma de responder à vontade de mudança, manifestada pelos portugueses nas urnas?

 

Catarina Martins, porta-voz do BE, abriu as portas a um entendimento das esquerdas para impedir que a direita, significativamente diminuída nestas eleições, continue a governar. Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, embora mais recuado, não fechou as portas a essa eventualidade. António Costa, secretário-geral do PS, entreabriu as portas, empurrando para os outros a responsabilidade de criar condições para essa eventualidade.

Perante tudo isto, a maioria dos portugueses, de esquerda, interrogam-se se ainda não é desta vez que as três principais forças eleitorais de esquerda vão conseguir construir uma plataforma política de entendimento que permita a constituição de um governo alternativo ao que a PàF e o PR pretendem fazer passar na AR.

Este é o grande desafio - talvez o maior do Portugal democrático -, que se coloca às esquerdas. Estarão elas à altura do desafio ou preferirão continuar no calculismo eleitoral, sobrepondo o que consideram ser os seus interesses de grupo aos interesses colectivos do povo português?

Se optarem por esta última solução, talvez estejam a prejudicar-se. PS e PCP serão os partidos que mais terão a perder. O PS porque confirmará que não é capaz de ultrapassar os seus complexos e de se assumir de facto como uma força de esquerda. O PCP porque mostrará que o seu rejuvenescimento não foi capaz de ultrapassar a ortodoxia que privilegia o protesto à construção da alternativa necessária. O BE será eventualmente a força que menos sofrerá as consequências da incapacidade de construção de uma alternativa de governo de esquerda porque foi a que maior abertura mostrou para tal.

A maioria dos portugueses dificilmente compreenderá e aceitará que, mostrando que pretende uma mudança de política e de governo, terá de aguentar com a continuação da política neoliberal do governo de direita...

 

 

3 comentários

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    Ana Matos Pires 06.10.2015 00:32

    Tenho pena de ter de concordar consigo.
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    Anónimo 06.10.2015 08:23

    Recorde-se que foi com Seguro que o PS lavrou um acordo pré-eleitoral, com a Renovação Comunista. A abertura a um entendimento alargado das esquerdas tinha começado. Depois de um breve flirt com o Livre/TdA, Costa não chegou a retomar esse caminho.
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