Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
20
Mar 18

pedro v.jpg

A falta de médicos e de outros quadros na área da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (Ulsba) é de uma “pobreza franciscana”. Quem o afirma é o próprio presidente do Conselho Sub--regional de Beja da Ordem dos Médicos, numa entrevista onde identifica a troika dos problemas que afetam o setor na região. E cujos restantes elementos são a ausência de investimentos na saúde e a inexistência de uma visão estratégica regional. Pedro Vasconcelos diz que as carências nos serviços podem ser “tão caricatas”, como a falta de almofadas ou de papel higiénico, ou tão comprometedoras, como o facto de Beja continuar a ser o único distrito do País onde não existe um equipamento de ressonância magnética. E tudo isto se pode agravar caso se venha a plantar esse “eucalipto” a que chamam Hospital Central do Alentejo, em Évora.
Texto Paulo Barriga e Inês Patola Foto José Serrano

Ler AQUI.

publicado por Zé LG às 00:06
A análise da situação e o diagnóstico dos problemas são já consensuais. Se não houver capacidade de movimentação para transformar este contexto, ficaremos pelo lamento.
Munhoz Frade a 20 de Março de 2018 às 08:23
É muito pertinente o que diz Munhoz Frade. Em abono da verdade se diga que os médicos nunca se uniram para lutar a sério pelo Hospital de Beja.
Anónimo a 20 de Março de 2018 às 10:16
Entrevista brilhante e em que tudo o que ali se diz parece ser consensual.
Quanto aos ordenados dos médicos especialistas recém-formados, o que tenho ouvido dizer é que serão da ordem de 1600 a 1700 euros líquidos mensais por 40 horas de trabalho semanal.
Ora quem vier trabalhar para Beja e alugue uma casa, basta fazer as contas para ver quanto é que lhe sobra.
Daí que não vai ser fácil atrair quem quer que seja nos próximos tempos. Só quando a pletora médica estiver ao nível da enfermagem. E mesmo assim, não sei.
Anónimo a 20 de Março de 2018 às 08:59
Plétora, nunca haverá.
Anónimo a 20 de Março de 2018 às 10:14
Um esclarecimento importante de uma afirmação do Paulo Barriga. "Essa contrapartida financeira já existe…", referindo-se à "discriminação pecuniária positiva".

1. A lista de 2017, ano em que não abriram concursos para recém-especialistas hospitalares, foi a seguinte https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/106536966/details/maximized?serie=II&day=2017-02-27&date=2017-03-01&dreId=106536964 ... número de vagas abertas em 2018 na ULSBA: 6 - 1 Medicina Interna, 1 Cirurgia, 1 Anestesia, 1 Pediatria, 1 Obstetrícia e 1 Oftalmologia. Comparem as carências expressas com as vagas abertas, pf.

2. Como perguntei ao Presidente da ARSAlentejo noutro dia, em público no Pax Júlia, onde estão os requisitos públicos para considerar um serviço carenciado? Quem determina tal? Com base em quê?

3. Como é que um serviço que consegue sobreviver à custa das prestações de serviços - falo do meu serviço, p ex - não é considerado carenciado? Deve reforçar-se a política da prestação de serviço, é isso? E quanto é que isso custa a mais? E quanto é que a inexistência de um corpo clínico sólido e estruturado prejudica a prestação de cuidados e o desenvolvimento de um projeto de serviço?


Um assunto que merece ser esclarecido, debatido e alterado.

PS: a (pouca) informação pode ser procurada aqui https://www.sns.gov.pt/noticias/2017/03/01/medicos-zonas-geograficas-carenciadas/
Ana Matos Pires a 20 de Março de 2018 às 10:55
Ana Matos Pires “põe os pontos nos is”.
Anónimo a 20 de Março de 2018 às 11:00
AMP: houve um tempo em que existia no Ministério da Saúde um Gabinete de Estudos e Planeamento. Uma das publicações técnicas que tal gabinete produziu apresentava critérios (ratios) de atribuição de especialidades médicas com base populacional. Foi baseado nesse estudo que elaborei um cálculo do nosso défice, que apresentei num Congresso regional, em 6 de abril de 1996. No entanto, há muito que considero que o cálculo da carência de especialistas, mais do que estabelecido em ratios de base populacional, deve assentar nos dados epidemiológicos. Isto é: uma região em que haja mais patologia cardíaca, por exemplo, deve ser dotada de uma maior proporção de cardiologistas. E assim por diante.
Munhoz Frade a 20 de Março de 2018 às 11:11
Sim, MF, mas 1996 foi há...22 anos. Quais são os critérios atuais? Onde estão publicados e onde são publicitados? Onde estão discutidos os métodos que devem nortear essas definições? É, tb, isto que é necessário clarificar. Boas leis não executadas não servem para rigorosamente nada.
Exatamente. Com a redução populacional que houve nessas duas décadas, agora os critérios tem de ser de bom senso, não estatísticos. Com tais critérios, se calhar teríamos algumas especialidades em que nos caberia meio médico! Kkkkkk
Mas acho que os burocratas não são adequados para decidir estas matérias. Veja-se o “estudo” (existiu?) que impôs a Beja a redução de camas.
Munhoz Frade a 20 de Março de 2018 às 11:38
("bom senso" o tanas, MF, estes assuntos têm de ser definidas, operacionalizadas e publicitadas, ponto. Essa coisa do senso, seja bom ou mau, não colhe, é um juízo demasiado lato, individual e nada consistente)

(agora vou ali fazer outras coisas, inté)
Pois é minha cara Dra., até concordo consigo. Algumas gestões só seguem as regras conforme a conveniência. Tal como ficou patente na passividade dos médicos do Hospital de Beja perante a amputação das camas para os doentes oncológicos, em 2013. Nessa altura, quem levantou a voz contra o centralismo de Évora? Parafraseando o Pedro Vasconcelos, o tal eucalipto ainda antes de existir já fez estragos.
Munhoz Frade a 20 de Março de 2018 às 12:09
Levantaste tu, Munhoz! E levaste ripada.
Anónimo a 20 de Março de 2018 às 12:24
Nessa altura, apenas a Diretora da Cirurgia, Dra. Conceição Vilão, demitiu-se.
Anónimo a 20 de Março de 2018 às 12:37
Ainda não andava por essas bandas nessa altura.
A atual administração podia libertar o piso 6.
Anónimo a 20 de Março de 2018 às 12:27
E já agora ir poisar para a Preguicinha que tem espaço com fartura e gente trabalhadora.
Anónimo a 20 de Março de 2018 às 12:50
Os tais centralistas usam a tática do salame: cortam uma fatiazinha agora, outra depois, depois ainda “só” mais umazinha, e quando se dá por isso só resta um toquinho.
Anónimo a 20 de Março de 2018 às 12:31
Aos bejenses resta a recordação do que foi o Hospital Distrital.
Anónimo a 20 de Março de 2018 às 12:33
Os critérios demográficos têm de ser cruzados com as especificidades de cada região. E isso tem de ser lei! O Frade e a Matos Pires têm ambos razão.
Anónimo a 20 de Março de 2018 às 12:16
A propósito, "Dinheiro gasto com prestadores de serviço daria para contratar três mil médicos" (Miguel Guimarães no JN) https://www.jn.pt/nacional/interior/governo-podia-ter-contratado-3000-medicos-com-dinheiro-pago-a-prestadores-de-servico---ordem-9202748.html?utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter
Ao preço da chuva?
Anónimo a 21 de Março de 2018 às 11:28
Não. Da uva mijona.
Anónimo a 21 de Março de 2018 às 11:33
O debate continua interessante!
Anónimo a 20 de Março de 2018 às 13:18
Para vir para Beja é preciso ter espírito missionário.
Anónimo a 20 de Março de 2018 às 13:31
Como o Chico George?
Anónimo a 20 de Março de 2018 às 13:35
Sim, como o Chico George!
Que ainda hoje está ligado a esta cidade e a esta região.
Anónimo a 20 de Março de 2018 às 19:03
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