Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
14
Abr 18

"Ontem fui ao hospital de Beja devido a dores fortes no maxilar inferior. Ao fim de 2 horas de espera fui chamada para um médico me ver. Este começou por dizer que o hospital serve para tratar e não investigar e por isso só me iam dar remédios para as dores. Que belo serviço!!! Depois foi estar a soro e esperar. Eu que tinha chegado às 9.15 h eram 1 da manhã e nada de ser chamada. Fiquei desiludida e no dia seguinte voltaram as dores insuportáveis. É assim que funciona o nosso serviço de saúde no hospital de Beja, lamento."

Rosa Bon de SousaAQUI.

publicado por Zé LG às 00:10
Isto não é bem, Zé LG. Não consigo aceder ao post do FB para onde o link me envia e por isso não posso perguntar diretamente, mas gostava mesmo de saber qual era a cor da triagem de Manchester que foi atribuída à senhora. Pelo que me é dado a perceber foi feita a analgesia possível, via ev, que até melhorou a dor (a senhora diz que as dores "voltaram", donde se depreende que foram estancadas). A pergunta que se impõe é o que foi feito para procurar ajuda junto do sítio indicado, os Cuidados Primários?

Literacia em Saúde precisa-se.
Ana Matos Pires a 14 de Abril de 2018 às 00:30
Clicando no nome ou no AQUI vai lá ter. Confirmei agora.
Zé LG a 14 de Abril de 2018 às 01:24
Sem qualquer outro antecedente, de repente o utente tem uma dor aguda no maxilar inferior, o caminho é o dos Cuidados Saúde primários, o médico de família?
Anónimo a 14 de Abril de 2018 às 01:30
Releia lá bem o que escrevi.
Drª AMP, está bem patente o que escreveu.
Ou seja, uma doente desloca-se ao serviço de urgência do único hospital da região com uma dor aguda.
A dita é-lhe aliviada de forma momentânea, mas não esclarecida e tão pouco a medicação que lhe terá sido passada a atenuou.
E depois a sua opinião é despachá-la para o médico de família, que para avaliar a dita terá que pedir exames que talvez com sorte se realizam dentro de um a dois meses.
Se caso para dizer como você aqui faz: eeeeeehhhhhhh
Anónimo a 14 de Abril de 2018 às 10:31
"A dita é-lhe aliviada de forma momentânea, mas não esclarecida e tão pouco a medicação que lhe terá sido passada a atenuou."
1. Ida à urgência por dor aguda
2. Triagem (cor de Manchester?)
3. Analgesia ev
4. Alívio da dor
5. Ida ao CSaúde.

Ninguém "despacha" ninguém para MGFamiliar, é a especialidade major para se avaliar e encaminhar. O resto também são considerações suas.
Pense lá bem, Drª AMP.
É que na sua ansia de "defender" a todo o custo o serviço de urgência do hospital de Beja, acaba sem querer por lhe estar a passar um autentico atestado de incompetência.

A senhora recorreu e muito bem ao único local da região onde existem meios técnicos e humanos para lhe acudir a uma situação de dor aguda e incapacitante. Pois quem já sofreu desse tipo de dor sabe muito bem o quanto difícil é suportá-la.
E o serviço de urgência, não esclareceu e nem resolveu minimamente a situação.
Logo, a única coisa que aqui a Drª poderia salientar, é que a senhora deveria ter voltado de novo a esse serviço e informar do seu estado de saúde, de forma a que a mesma fosse esclarecida e revista a sua medicação.

E nunca mandá-la nessas condições para o médico de família. Pois como sabe muito bem, com a perda continua de meios dos centros de saúde e a sua centralização nos hospitais, os médicos de família pouco mais têm neste momento ao seu dispor do que receitas e requisições de exames complementares de diagnóstico.
Como é que poderiam resolver essa situação aguda?
Isto porque como bem disse, como Cuidados Primários que são, a sua área especifica de trabalho é sobretudo a prevenção.
Anónimo a 14 de Abril de 2018 às 11:28
Definitivamente literacia em Saúde precisa-se.
O que se conclui é que a doente foi mal atendida e ficou muito insatisfeita e a imagem que passou do serviço de urgência é má, tal como muitos outros utentes o sentem e dizem.
Anónimo a 15 de Abril de 2018 às 19:04
Este seu comentário tem potencial pedagógico para ser usado numa sessão de literacia sobre uso da urgência. Ou numa outra sobre CPrmários.
Desculpe contraditá-la mais uma vez, Drª AMP. Mas não é uma questão de literacia, mas sim do uso de forma correta do único local público da região para o efeito.
A qual, devido à sua cada vez menor população, fraco poder económico e logo pouco potencial para a abertura de unidades privadas.
É o serviço de urgência do hospital de Beja o único local da região onde situações como esta podem e devem ser resolvidas

As coisas podem não correr bem. É um facto.
Mas certamente, e desde que impere o bom senso e respeito pela dignidade dos doentes, também aí podem e devem ser corrigidas as situações que na primeira ou até segunda vez não correram pelo melhor.
Não pode e nem deve é haver dúvidas ou indefinições que confundam as pessoas em situações tão difíceis e traumatizantes.
Anónimo a 14 de Abril de 2018 às 15:03
Não percebi.
O que é que não percebeu, Drª AMP?
Eu contudo já percebi a sua posição, da qual discordo por completo.
E julgo que está tudo dito e redito sobre o assunto.
Anónimo a 15 de Abril de 2018 às 22:39
Não percebi o seu ponto no comentário.
???
Anónimo a 15 de Abril de 2018 às 22:57
PS: estou mal citada, a coisa é mais eheheheh
Não consigo pq o post não é público.
Depois da demora para chegar a sua vez, a utente não ficou satisfeita. Qual era a sua expectativa ao dirigir-se a um serviço de urgência hospitalar?
Anónimo a 14 de Abril de 2018 às 09:23
É o que muitas vezes acontece. Os problemas não são resolvidos e os diagnósticos são adiados. Os doentes voltam novamente, às vezes várias vezes, até que sejam levados a sério. O Diretor Clínico do Hospital devia explicar o que tem sido feito para melhorar a qualidade do atendimento e dos cuidados prestados nesse serviço. Não a Dra. Ana Pires.
Anónimo a 14 de Abril de 2018 às 12:49
Desculpe? Estou, como sempre que não assinalo o contrário, a falar em termos puramente pessoais e tão pouco estou "a explicar" o que quer que seja.
Não se consegue aceder ao post da senhora.
João Espinho a 14 de Abril de 2018 às 12:04
Estou estupefacta com a literacia em saúde ,sobretudo com a utilização do Serviço de urgência, que este post suscitou.E o que aprendi, com a pedagogia da literacia? Que se tiver o azar de ter uma dor aguda, e já agora no maxilar, tomo uns analgésicos que tenha em casa ou mando comprar à farmácia,e no outro dia vou ao médico de família,que por sinal nem tenho, ou a uma consulta aberta do centro de saúde.Com muita sorte sou atendida, não morri durante a noite,e trago de lá uma receitinha de analgésicos e um pedido de consulta de uma qualquer especialidade e de vários exames complementares a realizar num espaço de tempo alheio à minha expectativa e talvez necessidade.
Tudo isto em prol da devida utilização do Serviço de urgência e a fim de não contribuir para a saturação do mesmo, deixando a Urgencia para os casos urgentes/emergentes.
Mas as coisas podem não ser assim! Li o post e lembrei-me. há anos, do caso de um médico amigo ,que encontrei no percurso para o Serviço de urgência ,segurando o maxilar inferior com a mão, aflito com uma dor aguda, que ia procurar ajuda porque ele proprio achava que estava a “fazer um ataque cardíaco”,resposta que me deu à pergunta, com dose de iletracia,que lhe fiz:dói-lhe os dentes?Nao mais me esqueci , até porque infelizmente o diagnóstico foi um facto.Provavelmente se a dor tivesse sido no meu maxilar, eu não procuraria a Urgencia, de imediato, como ele o soube fazer,e tomaria os tais analgesicos ou aguardava para o dia seguinte.

Voltando ao post, acho que ele suscita pelo menos três grandes questões,por demais analisadas ,estudadas e debatidas no meio académico e prática da gestão em saúde.

-Utilizaçao dos serviços de urgência,sobrelotaçao e frequentadores habituais ,versus funcionamento dos Cuidados de Saúde Primários ou melhor integração de cuidados de saúde.
-Prestaçao de cuidados urgentes versus qualidade global do atendimento :
-Modelo de funcionamento/organização dos serviços de urgências versus contratação de prestadores médicos em modelo de concorrência de preços hora...

Acrescento-lhe, até por sugestão de comentários ,Iletracia e ganhos em saúde.

Uma achega:É preciso que os gestores ganhem coragem para mudar o modelo de organização e funcionamento dos serviços de urgência.
Anónimo a 15 de Abril de 2018 às 18:40
Definitivamente "aprendeu" pouco, temo que seja necessária literacia extra Saúde.
Era suposto “aprender” o quê e com quem? Não percebi e necessitarei mesmo de aprendizagem extra saúde,talvez de português.
Anónimo a 15 de Abril de 2018 às 21:31
Bingo!

(quem falou em "aprender" foi vexa)
Aprendizagem extensível a AMP,recomendo.
Anónimo a 16 de Abril de 2018 às 13:15
Abril 2018
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
19
Passaram por cá
Contador de visitas

Desde 15.01.2011
pesquisar neste blog
 
últ. comentários
Que grande, que enorme "boneco" fez o meu amigo Pe...
Exatamente!
Obrigada ao António Arnaut.RIP.Espero que o PS dig...
Estamos de luto por António Arnaut. Grande Maçon, ...
Em termos de democraticidade interna, não tem comp...
Não fosse o Toino Zéi e a animação tinha ficado ba...
Ó Dr, então no PS não querem saber da sua opinião?...
Mais valia que os comunistas exigissem a reabertur...
Com o afastamento de Munhoz Frade, a DORBE do PCP ...
Confirmo que participei no estudo da chamada segun...
O PCP sabe que essa proposta não tem pernas para a...
Muitos parabéns aos atletas, aos técnicos e à Zona...
Porque o assunto é a praia...ou não sabes ler?
Percebo, sempre me pareceu que esses 4 anos não ex...
Étnica ?
blogs SAPO