Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
04
Dez 17

301120171111-763-dialocaldesade.jpgNo auditório do Instituto Politécnico de Beja, realiza-se o Dia Local da Saúde do Baixo Alentejo.

Trata-se de uma iniciativa, organizada pelo Conselho Consultivo da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo, que pretende ser uma alavanca para o diálogo e para a reflexão, que conduzam a uma Vida, individual e colectiva, mais saudável e mais feliz.
Machado Caetano, Presidente do Conselho Consultivo da ULSBA, explica como é que surgiu a criação deste dia que vai passar a ser assinalado anualmente e fala também dos principais objectivos deste “dia”, afirmando que no Baixo Alentejo há situações dramáticas do ponto de vista de saúde pública, devido sobretudo ao isolamento, à dificuldade de fixação de médicos e ao facto da educação para a saúde ser muito carente sobretudo nos mais idosos.
“Educação alimentar para crianças e adolescentes”, “Cário e Bactério”, “Educação para a saúde e sexualidade”, “Alimentação saudável no adulto” e “Consequências das dependências e visão terapêutica” são os temas a abordar durante os trabalhos, num programa que inclui ainda diversos momentos musicais com destaque para o cante, o fado e a música tradicional portuguesa.
A sessão de abertura está marcada para as 10.00 horas a de encerramento para as 18.00 horas.

publicado por Zé LG às 08:51
O ilustre Prof. Machado Caetano vai explicar como a privatização do Hospital de Beja resolverá problemas de saúde no Baixo Alentejo?
Anónimo a 4 de Dezembro de 2017 às 15:20
Dia local da saúde? Brilhante invenção ,apadrinhada por elenco de especialistas em temáticas da saúde de grande craveira.Alias,como bem é demonstrado pelo painel de comentadores nesse grande programa intervalado pela diversidade de cantares.
E o acompanhamento superior aos temas discutidos nem chegou ao nível de Presidente da ARSA.Se não fosse triste e revelador do estado da arte a que chegou a ULSBA, daria vontade de rir.
Assim assinala a entrada política do PS na saúde do Distrito e o entendimento cada faz o que quer e sabe.
Anónimo a 4 de Dezembro de 2017 às 18:22
Mais um evento. Pum!
Anónimo a 4 de Dezembro de 2017 às 18:50
Se fosse só isso,mas não é.
Anónimo a 4 de Dezembro de 2017 às 21:07
Esta observação é tão profundamente patética que quase não merece comentário, mas prontoS, cá vai. De uma vez por todas, Beja não é apetecível para os grupos hospitalares privados, não tem nem acessos nem dimensão. A Saúde em Beja tem de ser um investimento público de qualidade, com estruturação de nichos de oferta de serviços. Acabem com o papão dos privados porque não é o importante nesta zona, é uma falsa questão que só serve como isco para justificações de exercícios medíocres de pseudo-discussões pífias.
Dra., diga lá se uma “estruturação de nichos de qualidade” não pode ser contratualizada com prestadores privados?
Anónimo a 5 de Dezembro de 2017 às 00:03
Para quê? Com que vantagem? Que privado quer "um nicho de qualidade" em medicina interna, ou em psiquiatria, ou em reumatologia, ou em oncologia, só para dar uns exemplos, numa zona economicamente desfavorecida, envelhecida, com péssimos acessos e com uma população pequena, ainda para mais muito dispersa? E que SNS queremos nós?
Nota: o "com que vantagens" é para a Saúde Local.
Ana Matos Pires a 5 de Dezembro de 2017 às 00:23
É óbvio que as áreas não lucrativas não atraem a iniciativa privada. E também é para mim óbvio que cabe ao Estado garantir esses cuidados dentro do âmbito do SNS, isto é, para todos. No caso da nossa Unidade Local de Saúde, o erro seria assegurar apenas essas áreas deixando as lucrativas para os privados. Teríamos um sistema a duas velocidades, isto é, a duas qualidades... Por isso se estranham as perspectivas que o presidente do conselho consultivo da ULSBA emitiu num debate público realizado na Biblioteca Municipal de Beja (ainda no tempo do CA PSD/CDS) organizado pela Ordem dos Médicos, em que a Dra. não esteve presente.
Anónimo a 5 de Dezembro de 2017 às 04:37
Para nos situarmos, estou a falar de estruturas hospitalares privadas, não de pequenos consultórios. Não por acaso têm investido nos grandes centros populacionais e no Algarve, aqui à conta do turismo de Saúde. As zonas despovoadas, com acessos difíceis e poucos recursos económicos do interior não são "apetecíveis". É isso que discuto.

Em nenhum momento defendi que a ULSBA deve "assegurar apenas" algumas áreas, o que digo é que é importante maior solidez nalguns nichos para servirem de moeda de troca nas discussões mais gerais de políticas de Saúde no Alentejo e para que o papão do esvaziamento não se torne uma realidade. Um sistema "a duas velocidades" é, naturalmente, algo a evitar a todo o custo e as falácias de que público e privado são a mesma coisa têm de ser desconstruídas - ando a tentar há muito, p ex aqui http://jugular.blogs.sapo.pt/3313882.html.

Não sei o que disse Machado Caetano nesse encontro que refere mas sei que qualquer coisa que tenha dito ou defendido apenas o compromete a ele, não a instituição, é assim com todos nós quando defendemos ideias próprias e em nome pessoal.
Como deve saber, o Presidente do Concelho Consultivo é uma personalidade escolhida pelo Conselho de Administração. Este foi da escolha do anterior, mantido pelo atual. Não é despiciendo o que afirmou na altura, perante o então Bastonário, como a sua visão para o SNS na região Precisamente uma visão privatizadora. Não é disso que Beja precisa, mas sim de uma estratégia desenvolvimentista, coarctada por razões históricas, subjectivas e também obscuras.
Anónimo a 5 de Dezembro de 2017 às 08:31
Como bem sei o Conselho Consultivo, como o próprio nome indica, é uma estrutura consultiva e não executiva, os seus membros não representam formal e institucionalmente a ULSBA nem respondem jurídica e funcionalmente por ela. A opinião de cada um dos seus membros é pessoal e não obriga a ULSBA.
De facto, esse conselho não representa mais do que a si próprio. Falta um vogal do CA indicado pelos autarcas, que esses sim representam a população.
Anónimo a 5 de Dezembro de 2017 às 13:47
Competência da CIMBAL.
Até quando evitará compromissos com a saúde?
Anónimo a 5 de Dezembro de 2017 às 17:18
A resposta à questão ao anónimo das 00:03 é o obviamente afirmativa.Mas,infelizmente para os seus utentes ,a ULSBA já não tem “nichos de qualidade”.Já teve...Se os conseguir criar tem que os saber manter e sobretudo gerir em prol da causa pública do SNS ,integrados numa perspectiva holistica de melhoria contínua de qualidade do SNS, uma missão de oferta de cuidados de saúde com qualidade aos Baixo Alentejanos.
Para que isso possa acontecer,é necessário reverter o “status quo”de gestão instalado há muito mais de uma década ,hoje convertido em “nicho de amorfismo e resignação”para não o tipificar com maior carga ou técnica e ou subjectiva.E essa mudança exige outros” players” , o que não tem sido do interesse do poder político superior e muito menos ainda do local ,que gravita alheio ao grave problema de oferta de cuidados de saúde no BA.Ja quanto aos instrumentos de gestão e jurídicos indispensáveis para a a inversão da tendência instalada, eles parecem estar disponíveis e à mão de quem queira ,saiba e possa utilizar.
Se esse não parece ser o caminho, e esqueçamos o “papão dos privados” que já não o é , mesmo em áreas anteriormente consideradas não atractivas para os privados,como o BA, então a prestação de cuidados de saúde pela ULSBA continua a sua marcha traçando uma linha visível e acentuadamente descendente que poderá terminar , a curto prazo, num cenário indesejável para alguns e ou para muitos utentes/doentes.
Anónimo a 5 de Dezembro de 2017 às 19:25
O H. Beja ainda acaba comprado ou alugado barato por algum privado. Futuro Hospital da Cruz Vermelha? Volta a ser da Misericórdia?
Anónimo a 5 de Dezembro de 2017 às 19:36
Podem chamar a Presidente da Santa Casa da Misericordia de Serpa que depois das exéquias fúnebres , a que assistirão alguns Directores e dirigentes de Serviços, saberá sem dúvida como actuar.
Anónimo a 5 de Dezembro de 2017 às 19:52
Beja merece.
Anónimo a 5 de Dezembro de 2017 às 20:27
Diria melhor e +
Anónimo a 5 de Dezembro de 2017 às 21:01
E o Hospital de Serpa já fechou de vez?
Anónimo a 5 de Dezembro de 2017 às 22:25
Chamem esse Tadeu da Cruz Vermelha.
Anónimo a 5 de Dezembro de 2017 às 21:02
Acolitado pelo bloquista João Lemos.
Anónimo a 5 de Dezembro de 2017 às 21:37
Chamem e a pomba que rebentou com umas centenas de milhares de euros a Cruz Vermelha .
Anonimo a 5 de Dezembro de 2017 às 23:11
E quem é essa pomba?
Anónimo a 5 de Dezembro de 2017 às 23:50
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