(Des)confinamento
"O Presidente da República propôs mais uma renovação do estado de emergência em vigor, até 16 de março. Trata-se da 12ª renovação deste regime de exceção em Portugal."
Como receávamos, o que devia ser uma excepção, banalizou-se. E que medidas sanitárias foram tomadas para controlar a pandemia? E para assegurar o controlo das outras doenças? - Menos médicos. Milhões de consultas e outros actos médicos por fazer. Testes e controlo dos contactos de infectados por fazer. Já não falo do "Natal"... O governo, com o beneplácito/apoio/incentivo do PR, reduziu o combate à pandemia (quase) exclusivamente à limitação das liberdades e ao confinamento de parte da população. Sim, porque eu, como tantos e tantos outros - e não só os da chamada linha da frente -, continuei a trabalhar. Com liberdade para ir trabalhar, mas sem liberdade para fazer tudo o resto.
Há quem, apesar da redução abrupta dos números da COVID-19, insista, sem reservas, no prolongamento do confinamento até à Páscoa. Alguém, com bom senso e tendo em conta a evolução dos números, pode defender tal coisa? Três meses de confinamento consecutivo? Mais um mês e meio, quando a situação está a evoluir tão positivamente e os outros países já estão a desconfinar?!... Acham que, se não houver qualquer retrocesso na evolução da pandemia, o país aguenta, as pessoas aguentam? As crianças vão continuar presas em casa até quando? Não será mais razoável começar a desconfinar gradual e controladamente? E evitar transformar a Páscoa num outro "Natal".
