Deixem o Luís descansar e festejar. Portugal espera.
«
… Luís Montenegro não é “um trabalhador qualquer”. É o Primeiro-Ministro de Portugal. E ... não pode reagir como um turista. ... Uma função desta responsabilidade exige disponibilidade permanente, exige sentido de missão. É o mínimo exigível a quem pediu aos portugueses a honra de liderá-los. Qualquer cidadão que visse a sua empresa ou a sua casa a arder interromperia o descanso para acudir, para coordenar, para apoiar. Porque é isso que se faz quando se tem responsabilidade. O mesmo deveria acontecer a quem governa um país inteiro. ... Mas Montenegro não o fez. ... em vez de assumir a gravidade da sua ausência, decidiu subir a um palco e transformar o Pontal numa “festança” política. Ali esteve, sorridente, bronzeado, ..., a debitar um discurso ridículo. Ridículo. Completamente desalinhado com a realidade que o país vivia (e ainda vive) naquele momento. …Lembro-me de Montenegro, no Pontal, a dizer: “A minha função é resolver problemas.” Resolver problemas? Onde estava ele quando o problema acontecia? … Portugal não precisa de um político “meia tijela” que trata a governação como um emprego... Portugal precisa de um estadista. De alguém que compreenda que liderar é, antes de tudo, servir. Que a cadeira de Primeiro-Ministro não é uma comodidade, é uma responsabilidade. E responsabilidade não tira férias...» António Lúcio, aqui
