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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

CONTRA (estas) NACIONALIZAÇÕES DE BANCOS

Há gente, partidos, instituições, incluindo as europeias, que são contra a nacionalização de bancos. Mas defendem e, nalguns casos, impõem que o Estado (nestes casos, os contribuintes e, em última análise, o Povo) injecte neles dinheiro público, de todos nós, sempre que aparecem buracos em resultado de gestões danosas e mesmo de casos de polícia. Ou seja, os que se opõem à nacionalização de bancos defendem ou impõem (como parece ser o caso das instituições europeias) a nacionalizações dos buracos financeiros, em nome da salvaguarda do sistema financeiro… Estou, tal como a esmagadora maioria dos portugueses, contra estas nacionalizações.

O caso do BANIF – que é já o quarto e não sabemos quantos mais virão ainda -, é paradigmático. O Estado já injectou no banco muito dinheiro, ao ponto de deter 65% do seu capital, sem que tenha assumido qualquer papel na sua gestão. Ou seja, para além das supervisões que são bem pagas para nada supervisionarem, o governo entendeu também que não seria necessário ter qualquer intervenção directa na sua gestão, embora sendo o accionista maioritário. E agora o que é que faz? – A troco de 150 milhões de euros vende a parte boa do banco a um banco espanhol (!!!), onde injecta mais mil e tal milhões de euros, e fica com a parte má, composta por dívidas incobráveis ou de cobrança duvidosa.
Pergunto eu, que não percebo nada disto como a maioria dos portugueses: Então porque não fica o Estado com o banco e injecta nele o que for necessário para o salvar, garantindo os direitos dos depositantes e dos trabalhadores, apurando responsabilidades e responsabilizando os responsáveis pelo buraco e orientando a intervenção da actividade do banco para o apoio ao fomento do desenvolvimento do país?
Já estou a ouvir a resposta dos especialistas: Porque as regras europeias não o permitem. E volto eu, enquanto ignorante que sou, a perguntar: Então as regras europeias permitem que os administradores bancários levem bancos à falência e obrigam os estados a injectarem neles capital para tapar os buracos e salvaguardar o sistema financeiro e impedem que os estados nacionalizem esses bancos de forma a assegurar a sua viabilização?! E estas “regras comunitárias”, que pernitem sacar a quem nada contribuiu para os buracos abertos por quem se encheu, vão continuar a vigorar até quando? Até quando as vamos aceitar?
Talvez estas minhas reflexões sejam demasiado simplistas para problemas tão complexos. Mas não serão os que criaram os problemas tão complexos que os devem resolver? Porque terei eu, que nada contribuí para estes buracos nem entendo destas coisas – tal como a maioria dos portugueses -, que estar a pagar pelos roubos que alguns continuam impunemente a cometer?

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