Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Como estaríamos “a viver” a COVID19 sem comunicação e redes sociais?

Zé LG, 19.08.20

202003102208341788 Covid-19.jpgPrematuramente, alguns compararam a COVID19 a outras pandemias que fizeram milhões de mortes. A COVID19 “ultrapassou os 21,8 milhões de infectados e as 774.000 mortes, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins.” No mundo inteiro, quando algumas daquelas foram mais localizadas...

Quantos de nós não conhecemos ninguém que tenha sido infectado ou morrido? Quantos de nós nem sequer teríamos ouvido falar desta pandemia, se não fossem os órgãos de comunicação e as redes sociais?

Vivo em Beja (no Penedo Gordo), onde até agora foram registados 28 casos, tendo morrido uma ou duas pessoas de COVID19. Entretanto, desde o primeiro caso de COVID19, morreram em Beja no total 230 pessoas. Em igual período no ano passado morreram 189.

Não vou tirar conclusões precipitadas, nem, muito menos, pretendo desvalorizar a gravidade da epidemia. Os esforços de todos os que têm feito tudo o que acharam que devia ter sido feito para travar a epidemia e os seus efeitos, a memória dos que morreram e o sofrimento dos que sofreram com a doença merece-me esse respeito.

O que pretendo é que reflitamos na relatividade dos números, designadamente nas consequências mais graves da pandemia e das medidas que têm sido tomadas para a combater e dos seus custos, aos mais variados níveis.

Continuo a achar que “todo o cuidado é pouco” para proteger os mais velhos e mais fragilizados, mas que não nos devemos deixar paralisar, procurando viver tendo em conta as probabilidades de risco em cada situação.