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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

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Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Combater a ganância em defesa da nossa casa comum

Zé LG, 14.06.23

Banner-Lopes-Guerreiro-300x286.jpgNunca houve uma causa comum tão evidente a todos os povos e que os deve unir em sua defesa, porque dela depende a sobrevivência da generalidade dos seres vivos que o habitam e, eventualmente, dele próprio, tal como o conhecemos – o Planeta Terra.

Não faltam estudos científicos a demonstrar o mal que está a ser causado à Terra e aos que a habitam, que só os mais activos negacionistas ou os que têm interesses em causa se atrevem a a negar ou a por em causa.

Mas, para além dos estudos científicos, aí estão as evidências que todos os dias e a toda a hora podemos observar. Quem não sabe como poluídos estão os fundos dos mares? Quem não sabe como poluídos estão os solos e que o deserto avança cada vez mais por mais diversas zonas? Quem não sabe como poluído está o ar que respiramos e o efeito de estufa a alterar o clima, fazendo a temperatura chegar a valores até há pouco inimagináveis?

 

Não se trata de uma miragem ou de visões catatrofistas. Aquilo a que se referiu o Secretário Geral das Nações Unidas, António Guterres, como a Humanidade estando à beira do precipício e continuar a caminhar em frente, sem nada fazer para arrepiar caminho, está cada vez mais à vista de todos.

Basta lermos ou ouvirmos as notícias de toda a sorte de cataclismos naturais que, cada vez mais, atingem números e dimensões nunca vistos, os incêndios como o que há mais de um mês estão a lavrar no Canadá e cujo fumo, que estava a tornar irrespirável o ar de grandes metrópoles daquele país e dos Estados Unidos da América, e já ultrapassou o Atlântico e está a chegar à Europa, para percebermos que estamos num caminho cada vez mais estreito e perigoso.

Basta estarmos atentos ao ritmo com que avança a desflorestação, como se reduz a biodiversidade, como escasseiam a água potável e alimentos em grandes partes do Planeta e que afecta cada vez mais gente ou ao aparecimento de novas doenças e pandemias, pese embora o rápido desenvolvimento das ciências, para vermos os efeitos dramáticos das políticas e práticas que estão a destruir a vida na Terra.

Muitos têm sido os planos e muitas têm sido as políticas e medidas anunciadas, com pompa e circunstância, com o prometido objectivo de travar esta caminhada para o abismo, mas que, até agora, não só não têm contribuído para esse prometido objectivo como têm agravado e acelerado essa caminhada destrutiva.

Importa interrogar-nos sobre a razão de ser deste estado de coisas. Porque, sendo do conhecimento geral e estando à evidência de todos que estamos a caminhar a passos largos e cada vez mais rápidos para o abismo, nada fazem os nossos governantes a não ser colocar uns paninhos quentes nas feridas que não param de sangrar? Ou seja, vão anunciando umas políticas e medidas de educação ambiental, como se os grandes problemas fossem resolvidos pelo comportamento dos cidadãos, responsabilizando-os pelo descaminho que estamos dar ao nosso Planeta.

Não senhores governantes!, a responsabilidade principal não é das pessoas, mas sim da ganância dos que colocam os seus interesses acima de tudo e de todos, e que os obrigam a permitir-lhes que continuem a sacar e a destruir o que é de todos. Só isso explica que continuem a explorar os combustíveis com efeito de estufa, a desflorestar para uso das madeiras ou das terras de forma intensiva, a produzir cada vez mais armamento que tem de ser gasto em guerras que provocam e mantêm.

As pessoas também são responsáveis. Ao ignorarem tudo o que se está a passar, a desvalorizar os inúmeros alertas lançados de forma sustentada, ao insurgirem-se contra acções mais radicais em defesa da Terra e da vida na Terra, ao aceitarem mezinhas em vez de reclamarem remédios para as doenças de que padecem o Planeta e os seres que nela vivem. E, principalmente, ao escolherem para as governar quem não tem coragem de enfrentar os grandes interesses instalados e não são capazes de dizer basta! É preciso, quanto antes, travar e inverter este caminho para o abismo. Se sabem o que está a causar os principais problemas é preciso atacá-los na origem e de forma global. E não digam que não é possível. Se conseguiram essa acção concertada no combate à pandemia da COVID-19, porque o não conseguirão numa causa maior?

Até para a semana! Pensem nisso.

Podem ouvir aqui.

 

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