Beja precisa de VOZ(es)
Ainda se ouvem as vozes indigadas dos candidatos às eleições autárquicas, que se realizaram há menos de dois meses, reclamando a ampliação e requalificação do Hospital de Beja, a autoestrada até Beja, a modernização da linha do caminho de ferro da Casa Branca até à Funcheira e mais umas quantas reivindicações de que somos credores do Poder Central. Há pouco mais de um mês que os eleitos locais tomaram posse e iniciaram funções. Para os novos eleitos é pouco tempo para dominarem os dossiês e ainda menos para fazerem grandes alterações ou lançarem novas iniciativas. Mas é tempo mais do que suficiente – porque é apenas insistirem no que fizeram na campanha eleitoral -, para se pronunciarem sobre as ameaças de cortes do financiamento para a ampliação e requalificação do Hospital de Beja e a modernização da ferrovia e a autoestrada ser mantida na “gaveta”. E também sobre a operação “Safra Justa” e a interrupção da distribuição de jornais não se ouviu um pio que fosse. Porque nunca mais ouvimos os candidatos da Beja Consegue, hoje presidente da Câmara, da CDU, hoje vereador em permanência, do PS e do Chega, exclusivamente na oposição? Desistiram de reclamar? Acomodaram-se? Ou estão à espera de novas eleições para mostrarem as suas indignações e insistirem nas reclamações, velhas mas justas, fundamentais para a região e condições dignas para a integração dos imigrantes?
