Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
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Abr 18

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Em 2016 o Alentejo era a região do país com menos camas de internamento por mil habitantes. Os dados constam da edição anual das estatísticas da saúde, publicadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Em matéria de regiões, a distribuição do número de camas de internamento por mil habitantes revela valores mais elevados nos Açores (6,2 camas por mil habitantes) e na Madeira (7,1 camas por mil habitantes). No Alentejo, o mesmo indicador era de apenas 2,1 camas por mil habitantes, o mais baixo do país.

publicado por Zé LG às 19:02
Sendo uma inequidade numérica, este indicador só por si não traduz se as camas hospitalares existentes são bem ou mal utilizadas. Para isso pelo menos deveriam ser comparados os números de doentes tratados por cama. Nas unidades hospitalares sobredimensionadas os doentes podem ficar mais tempo internados, com os riscos inerentes. Nas unidades mais pequenas, os profissionais vêem-se obrigados a tratar os doentes mais rapidamente. O que temos de saber é qual é a dotação de camas mínima, abaixo da qual os doentes ficam à espera de vaga em macas vários dias. Já agora, uma perguntinha aos nossos deputados: porque o Hospital de Beja encolheu? Ficou melhor administrado em gabinetes onde antes se tratavam os doentes oncológicos?
Anónimo a 18 de Abril de 2018 às 22:20
Consta que os proponentes a novos administradores da ULSBA, preteridos pelo ministro (que preferiu nomear o atual CA), pretendiam reabrir as camas do piso 6 e nelas fazer uma Unidade de Cuidados Paliativos. Essa e outras propostas que eles fizeram foram negligenciadas pelo inefável Adalberto, matando uma nova visão estratégica para a Saúde no Baixo Alentejo. Está à vista de todos os cidadãos deste distrito, utentes ou não, a definhação do Hospital de Beja, que os vários governos parece terem condenado, com a tolerância dos políticos medíocres e ignorantes, que desprezam quem os elegeu enganado!
Anónimo a 19 de Abril de 2018 às 09:29
Volta a ouvir-se falar de novos negócios privados em Beja. Talvez então fique atenuado esse défice de camas hospitalares... Quem pagará o lucro de tal investimento?
Anónimo a 19 de Abril de 2018 às 09:44
Sendo Beja o distrito com piores indicadores de atividade económica, quem acredita que a iniciativa privada aqui fará qualquer investimento pesado?
Anónimo a 19 de Abril de 2018 às 09:51
Pode ser que seja uma secção do novo centro comercial...
Anónimo a 19 de Abril de 2018 às 11:02
Não foram só os políticos que nada fizeram. Quando fecharam camas no Hospital, os médicos ficaram caladinhos. Com apenas uma exceção.
Anónimo a 19 de Abril de 2018 às 11:43
Pois é, não quiseram arriscar-se ao aconteceu ao Munhoz Frade.
Anónimo a 19 de Abril de 2018 às 11:55
É assim que Beja tem perdido tudo - por MEDO...
Anónimo a 19 de Abril de 2018 às 11:58
Quando quem se chega à frente é martirizado perante a passividade geral, conclui-se que BEJA NÃO MERECE!
Anónimo a 19 de Abril de 2018 às 12:05
Foi pior do que isso: alguns diretores de serviço apoiaram o corte das camas. Uma vergonha. Em que outro hospital do país aconteceu igual?
Anónimo a 19 de Abril de 2018 às 20:43
Ouvia-se dizer que o
actual CA pretendia ir residir para o edifício da preguicinha. Parece que não passou de uma mera hipótese, logo abandonada, já que continuam a ocupar espaço destinado ao internamento e a camas hospitalares, e a acrescentar uma dose significativa de preguiça à dita preguicinha.
Anónimo a 19 de Abril de 2018 às 12:01
Acomodam-se ao dia-a-dia, sem objetivos, sem plano e sem ambição.
Anónimo a 19 de Abril de 2018 às 13:06
À medida que a população residente vai diminuindo, essa taxa vai subindo...
Anónimo a 19 de Abril de 2018 às 16:00
Em média, mensalmente são tratados:
Hospital do Litoral Alentejano 3,4 doentes/cama/mês
Hospital de Évora 3,2 doentes/cama/mês
Hospital de Beja 3,1 doentes/cama/mês
Hospital de Portalegre 2,8 doentes/cama/mês
Média Nacional: 3,1 doentes/cama/mês
Anónimo a 19 de Abril de 2018 às 23:28
Afinal, estamos dentro da média!
Anónimo a 20 de Abril de 2018 às 00:20
Assim se demonstra como um contraditório bem fundamentado esclarece as questões. As bocas servem apenas para disfarçar a ignorância.
Anónimo a 20 de Abril de 2018 às 15:47
Reivindicar mais é simples. Mas exigir melhor utilização pressupõe análises mais pormenorizadas dos passos que integram um processo de produção, neste caso de serviços. É preciso saber como se processa a funcionalidade em causa. Pressupõe descobrir quais os problemas concretos que prejudicam o melhor desempenho das estruturas. Quando se percebe quais, é preciso conceber medidas de correção. A seguir implementá-las no terreno e depois de algum tempo avaliar os resultados.
Anónimo a 21 de Abril de 2018 às 10:46
Que não se passe uma esponja:

A amputação de camas no Hospital de Beja representou um total de 11,3% do total.
Extinguiu-se um sector de internamento (Oncologia).
Suprimiram-se condições de humanização.
Reduziu-se 75% da capacidade da Unidade de AVC’s.

Consequências perceptíveis no horizonte:
Redução do leque de Especialidades Médico-Cirúrgicas oferecidas aos utentes;
Incremento da necessidade de transferir doentes para Unidades de Saúde distantes;
Agravamento das dificuldades do financiamento público;
Perda de capacidades formativas e agravamento da dificuldade de atracção de novos Especialistas;
Redução dos recursos humanos;
Degradação da qualidade de prestação de cuidados.
Anónimo a 21 de Abril de 2018 às 12:38
A população foi alertada para o prejuízo dessa malvadez. Mas não se mexeu...
Anónimo a 21 de Abril de 2018 às 17:24
A população não se mexeu?
Tá boa.
Como é que se mexiam? Manifestações?
Com tanto serviço que já foi extinto ou amputado das suas valências em Beja, não fariam mais nada.


E então os seus ilustres representantes, pagos principescamente para o efeito o que é que fizeram?
Sim, o que é que fizeram?
Anónimo a 21 de Abril de 2018 às 23:40
Aprovaram uma moção na Assembleia Municipal.
Anónimo a 21 de Abril de 2018 às 23:58
Deixa-me rir para tamanho empenho e dedicação ás populações.
Anónimo a 22 de Abril de 2018 às 10:03
e não é para menos!
Vamos continuar a rir? Porque não chorar, o concurso da TAC e do mamógrafo ficou deserto..., porquê? A quem interessa que o hospital continue sem capacidade a esse nivel...
Anónimo a 22 de Abril de 2018 às 18:17
Tal como o cartel dos madeireiros.
Anónimo a 22 de Abril de 2018 às 18:28
Passaram cinco anos. Mudou governo e administração. Ficou tudo na mesma.
Anónimo a 23 de Abril de 2018 às 00:29
Estes não se preocupam com coisa alguma e não se importam nada com os problemas que não conhecem e nem querem conhecer. Vamos de mal a pior e quando terminarem o mandato o HJJF estará arrumado..
Anónimo a 23 de Abril de 2018 às 11:13
Que triste pasmaceira!
Anónimo a 23 de Abril de 2018 às 11:29
podia ter colocado uma foto da sala de macas da urgência do hjjf, teria sido uma melhor escolha!
Anónimo a 22 de Abril de 2018 às 18:28
Ambiente saudável...
Anónimo a 22 de Abril de 2018 às 19:42
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