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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

“AINDA O RESERVATÓRIO DE ÁGUA DA PRAÇA DA REPÚBLICA EM BEJA”

12038259_10204853365286072_805265168754524910_n.jpHá muito que as novas concepções contemporâneas de património cultural valorizam os objectos ”desclassificados” do quotidiano. Já não são apenas os monumentos arquitectónicos ou arqueológicos a terem interesse e a serem protegidos. Tudo o que o Homem toca com o olhar e a que a sua vista se habitua faz parte do seu património, assim como tudo o que produz. A questão da água, ligada à arqueologia industrial e às técnicas do seu armazenamento e distribuição sempre foram caras ao Homem, sendo permanente o seu estudo e a procura de inovação, rentabilidade e economia.
Pelo nosso país saltam à vista dezenas de reservatórios de água, uns mais belos do que outros, uns mais altos do que outros, marcando a paisagem como uma referencia das nossas necessidades e das soluções que encontrámos. É um conjunto lindíssimo a que Beja não quer pertencer. Se Beja demolir o seu reservatório de água, perde a cidade e perde o país, perdemos todos nós. Beja ficará mais pobre.

Ninguém gosta mais (julgamos que já o provámos) das estruturas romanas de PAX IVLIA e da história de Beja, do que nós, quando muito, gostará o mesmo. Porém, tal estima, aliada ao que de melhor pudesse aparecer sob o reservatório de água, não justifica a demolição, em tempo de paz, de uma construção pública que é única e que também pela sua grandeza nos pode servir, no “sky line” da cidade, como ponto de localização do fórum romano. O reservatório ao ser conservado é um farol que ilumina não só as ruínas espectrais da antiguidade bejense como atrai o visitante a um dos lugares mais espectaculares da cidade.
Há muito que o bejense se habituou a tocar com o olhar aquilo que lhe pertence, que lhe é próprio e propriedade sua. É o nosso depósito de água, é a nossa torre de menagem, o nosso jardim e, claro, a nossa câmara e, obviamente, o nosso presidente. São pertença nossa, para nos ouvirem e servirem da melhor maneira.
O Reservatório de Água de Beja é uma manifestação cultural do Homem, é um acrescento à Natureza, o preenchimento de uma lacuna, faz parte da História, da Ciência e da Técnica, da Política e da Economia, de toda a Sociedade. É um valor estruturante que Beja merece.
Beja, 23 de Outubro de 2015

Abraço, Leonel Borrela

 

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