Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
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Dez 17

Uma reportagem de Ana Dias sobre a Raríssimas, trouxe à luz do dia um conjunto alargado de procedimentos da sua presidente Paula Brito da Costa que, a confirmarem-se, mostram como o uso e abuso do poder por parte de algumas pessoas as faz cometer os crimes mais atroses. Desde o primeiro momento em que vi a reportagem que me preocupou o risco deste caso poder levar a opinião pública a, "metendo tudo no mesmo saco", confundir o importante papel desempenhado pela Raríssimas com o desempenho eventualmente criminoso e imoral da sua presidente e tender a considerar que em todas as instituições similares existirão situações como esta. Ora, o que se passa na realidade não é isso. A maioria das instituições são geridas de forma exemplar e a esmagadora maioria dos seus dirigentes e outros colaboradores dão o que têm e não têm para que elas alcancem os seus objectivos. Por todas as razões e também por esta, este caso deve ser exemplarmente investigado e jugado de forma a ser asseguardo o bom nome das instituiões e dos seus dirigentes e colaboradores.Porque dificilmente conseguiria expressar melhor o que penso relativamente a uma nota publicada pela "Direcção" da Raríssimas no FB, entretanto retirada, do queAndré Rica escreveu AQUI, publico na íntegra o seu texto, que sugiro que leiam.   À Presidente da Rarissímas, Paula Brito da Costa, não se preocupe, CONCORDO CONSIGO!

 

Depois de assistir repetidamente à reportagem da Autoria da Jornalista Ana Leal, emitida no dia 9 de dezembro pela TVI; depois de reler várias vezes o comunicado publicado no Facebook da Associação Raríssimas, TENHO DE CONCORDAR com a Sr.ª Paula Brito e Costa! E de forma organizada exponho os pontos em que estamos de acordo: 
1. Não nascemos todos iguais, e não somos todos iguais:
a. Muito embora esta frase viole a Constituição da República, o Tratado Internacional dos Direitos Humanos, e demais Leis a eles sujeitos; torna-se claro que a Sr.ª Paula Brito da Costa tem razão. Não nascemos todos iguais porque não somos todos como a Sr.ª. Não somos todos iguais porque poucos de nós se identificam com a forma abusiva, desumana e criminosa como alegadamente gere o bem-estar daqueles que mais precisam da ajuda da sociedade civil.
b. Não somos todos iguais porque há uns que se aproveitam dos seus cargos para seu governo, e há outros, que se entregam a eles e deles fazem ferramentas para o bem-estar de quem mais precisa, para cuidar, preservar e promover os direitos daqueles que devem ser protegidos pelo sistema de apoio social;
c. Não nascemos todos iguais porque ao contrário da Sr.ª eu assumo a direção duma IPSS como um compromisso sério, de serviço, de promoção dos Direitos Humanos, de defesa da dignidade Humana;
d. Por isto Sr.ª Paula, tem razão! Não nascemos, nem somos todos Iguais porque eu, e muitos outros, não somos como a Sr.ª;
2. Deve a Presidente representar com “bom ar” a Instituição:
a. Também aqui concordo consigo! Deve ser a Presidente, como todos os órgãos de gestão, funcionários e voluntários, a cara da Instituição. Devem por isso ter “bom ar”. Devem ter uma conduta irrepreensível, espírito elevado e abnegado, devem ser socialmente responsáveis e moralmente inquestionáveis. Cara Sô Dona Paula, concordo consigo, e por isso lamento, mas a Raríssimas merece melhor cara; não há vestido caro que a tape, joias luxuosas que a enfeite, ou carro topo de gama que a transporte, que maquilhe a face gasta, putrefacta, carregada de chagas de má conduta com que a Sr.ª apresenta a distinta Instituição que vergonhosamente dirige. 
Para além das inverdades que em seu nome a Raríssimas apresentou no comunicado, destaco que sempre que alguém recebe mais do que deve, ou usa algo que não é seu, outro fica sem o que precisa. E não Srª Paula, o seu vencimento, o do seu digníssimo esposo, ou do seu distinto Herdeiro, não cumprem a tabela da CNIS para este setor. 
Não somos todos iguais. As Direções das IPSS não são todos iguais. São em baixo número aquelas que se moldam pelos princípios que a Srª Paula defende. Eu, este seu humilde discordante, tem como princípio as decisões colegiais, a audiência de todos. E esta certeza de bem-fazer é o garante da correção da minha atuação, espelhada na publicação dos relatórios de contas das duas IPSS que tenho a Honra de Presidir. 
Não somos todos iguais porque eu, e muitos outros, não SOMOS Presidentes das IPSS. ESTAMOS Presidentes. Porque sabemos que depois de nós terão de vir outros, necessariamente outros, fazer mais do que fizemos, melhor do que fizemos, continuar a obra que responde às necessidades de tantos. 
Na qualidade de cidadão da República Portuguesa, de Membro dos Órgãos Diretivos duma União de IPSS, na qualidade de Presidente da Direção de duas IPSS, repudio o seu comportamento, e não espere de mim nada mais do que, na observância dos seus direitos, o desejo do apuramento de todos os factos e da reposição da legalidade. 
Em meu nome, e certamente em nome de muitos, quero deixar o meu apreço, admiração e respeito por todos os Colaboradores, voluntários, mecenas e amigos da Rarissímas, que todos os dias sabem fazer diferente da forma certa, que sabem ser maiores do que seu o cargo, que sabem lutar pelo bem-estar daqueles a quem vos confiaram a sua saúde e qualidade de vida. São esses, não a Sr.ª, esses os da conduta corretíssima, com os seus erros e conquistas, que são a cara duma IPSS que sendo mais forte do que a Sr.ª Paula, saberá expeli-la do seu seio, como organismo nefasto e infecioso, que degrada todo o funcionamento. 
Deste seu cidadão opositor.

 

publicado por Zé LG às 00:02
Só uma correção, a reportagem não é de Ana Dias mas de Ana Leal.
~
Qto ao resto, não podia estar mais de acordo. A Presidente da raríssimas tem o mérito de ter iniciado e lutado pelo projeto, isso não a desculpa, antes pelo contrário, das responsabilidades pelas alegadamente terá de responder. Dito isto, a raríssimas e a sua Casa dos Marcos, projeto que conheço bem e com o qual colaborei, NÃO PODE MORRER.

Ana Matos Pires a 12 de Dezembro de 2017 às 02:47
Tem toda a razão Lopes Guerreiro não se pode meter tudo no mesmo saco. Mas o problema das associações e das cooperativas é que como já alguém disse os sócios não vão às assembleias gerais, os conselhos fiscais assinam de cruz as contas e as direções estão muitas vezes nas mãos de uma pessoa que faz o que lhe apetece como é o caso da Raríssimas. Isto sem pôr em causa seu papel como disse a Dra Ana.
Cá em Beja temos o exemplo da cooperativa Proletário Alentejano que um aventureiro deitou abaixo com investimentos que só deram prejuizo como aquela herdade da Vidigueira.
E além do desconhecimento dos sócios por culpa destes e do deixa andar dos conselhos fiscais o desaparecimento da cooperativa teve ainda a cumplicidade de destacados militantes de um certo partido político que a controlava mas não teve coragem para pôr mais cedo essa personagem que fazia o que queria lá dentro.
cooperante desde o principio a 12 de Dezembro de 2017 às 09:01
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