Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

"A gente vinha de uma situação muito complicada. E tem que se ser muito forte para não fazer aos outros o que nos fizeram a nós."

Zé LG, 25.04.21

transferir.jpgQuando se deu o 25 de Abril, o então tenente Silva Carvalho estava preso na Trafaria por ter participado na tentativa de golpe contra o regime 40 dias antes, a 16 de Março. Saiu de uma prisão, mas poucos dias depois estava a entrar noutra, em Peniche, para comandar os militares que tomaram conta do Forte.

Com apenas 31 anos, o então tenente Silva Carvalho viu o 25 de Abril mudar radicalmente a sua vida: estava preso e passou a comandar uma prisão para onde foram levadas figuras destacadas da ditadura, entre elas Silva Pais, último director da PIDE. Ali viveu momentos tensos, "havia gente com espírito de vingança", mas a experiência na Guerra Colonial num dos piores palcos possíveis — a Guiné — ajudou-o a ter sangue frio em Peniche.

Conta que chegou a dizer: "Se é para fazer o que vos fizeram, então eu escuso de estar aqui".

Silva Carvalho recorda diversos momentos onde teve oportunidade para mostrar que podia ser diferente dos seus antecessores. Como aquela vez em que viu um bebé a beijar o vidro do parlatório numa visita ao pai, preso. Os vidros foram retirados, porque "não tinham nada a ver com questões de segurança", recorda. Daqui.

1 comentário

Comentar alvitre