A falta de humildade democrática não deve impedir a participação na gestão autárquica
Todos os eleitos para as autarquias locais se deviam disponibilizar para assumir as responsabilidades que as populações lhes confiaram e não se limitarem a alimentar o jogo entre os partidos que os escolheram, muitas vezes sobrepondo a lógica nacional aos interesses locais. Privilegiar a representatividade popular é determinante na composição dos órgãos autárquicos, com maior peso nos executivos, e na governação dos territórios. Naturalmente que isso não deve acontecer a qualquer preço. Os que se disponibilizam para cooperar com os vencedores devem definir em que condições estão disposto a fazê-lo. Que políticas e medidas exigem e quais as que não admitem que sejam concretizadas. Como deve funcionar a autarquia e os seus órgãos e quais os poderes, as funções e a autonomia de cada um. É esta a discussão para que todos se deviam disponibilizar e só depois de esgotadas todas as hipóteses de entendimento se deviam auto-excluir da governação e assumir, em exclusividade, a oposição. Não o fazer revela mau perder e falta de humildade democrática.
