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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Trabalhadores, sindicatos e autarquias

Zé LG, 26.07.23

Banner-Lopes-Guerreiro-300x286.jpgAs relações entre trabalhadores e suas organizações e entidades empregadoras, embora complexas, têm por objectivo comum a procura dos melhores resultados do trabalho para uns e outros. Mas, porque envolvem vários interesses, nem sempre convergentes, chegam a atingir graus de conflitualidade difíceis de gerir e ultrapassar.

A organização do trabalho, tendo em vista alcançar os objectivos definidos pelos órgãos autárquicos, é, por vezes, geradora de conflitos laborais, que, para além de atingir as autarquias e os trabalhadores e sindicatos, envolve, por vezes também terceiros, sejam utentes dos serviços autárquicos ou cidadãos em geral.

Se acrescermos a esta conflitualidade, mais ou menos natural, outros interesses de natureza política, social ou económica, que vão para além da relação base entre empregadores e trabalhadores, surgem, por vezes, com demasiada facilidade, outras dificuldades que tornam aquela relação bem mais complexa e difícil de gerir.

 

 

SINTAP e Câmara de Vidigueira ameaçam recorrer aos tribunais

Zé LG, 05.07.23

protesto-cm-vidigueira_800x800.jpgApós o protesto convocado pelo SINTAP em frente da Câmara Municipal de Vidigueira, Joaquim Grácio Ribeiro, dirigente deste sindicato, disse que “Está em análise no nosso departamento jurídico avançar para a via judicial com processos de assédio moral e psicológico" e adiantou que é ainda intenção avançar "com uma participação à Inspeção-Geral de Finanças para que [esta] investigue certas irregularidades praticadas há vários anos nesta autarquia”.

Por seu lado, a Câmara de Vidigueira diz o protesto “visou denegrir a imagem do executivo e chefias, tratando-se de uma ação de vingança, resultado de um processo disciplinar de que foi alvo o trabalhador, devidamente fundamentado e resultante do incumprimento dos deveres a que este está obrigado enquanto funcionário público”, pelo que “repudia toda esta ação e informa que apresentará queixa sobre as várias acusações que está a ser alvo nas instâncias devidas”.

SINTAP promoveu vigília de protesto contra Câmara de Vidigueira

Zé LG, 04.07.23

protesto-cm-vidigueira_800x800.jpgUm grupo de trabalhadores da Câmara Municipal de Vidigueira, com o apoio do SINTAP, realizaram uma vigília, com o objetivo de “denunciar situações de perseguição, assédio moral e violência psicológica, promovidas por eleitos e chefias da autarquia”, segundo Joaquim Grácio, daquele Sindicato, que justificou que “as perseguições”, aos trabalhadores e dirigentes do SINTAP, têm-se tornado constantes, com processos disciplinares infundados e cozinhados com as chefias”.

A Câmara Municipal de Vidigueira assegura que “cumprimos e implementamos as medidas resultantes da justa luta dos trabalhados, com a mesma veemência, e sem exceções, cumprimos e fazemos cumprir, no quadro legal, as obrigações a que estão sujeitos” e “reitera a sua total e permanente abertura para em diálogo, continuar a pugnar pela defesa e valorização de todos os trabalhadores da autarquia”.

“para os grandes grupos privados, a saúde não é um fim, é um meio”

Zé LG, 22.03.23

299377287_401403235409704_318828794309560404_n.jpg«… muitos dos profissionais envolvidos nesta contenda são profissionais que optaram por sair do setor público atraidos por remunerações, a curto prazo, mais elevadas, e convencidos que a sua "excelência profissional" os exonerava de preocupações de outra ordem no médio e longo prazo. Não diminui as questões de justiça, ou falta dela, em matéria laboral, mas é um dado para refletir. Outro dado é este: para os grandes grupos privados, a saúde não é um fim, é um meio. Um meio de remunerar accionistas, que pretendem retornos financeiros generosos no mais curto espaço de tempo possível.
Quanto às greves "instigadas", é uma questão mais complexa e colocá-la apenas no espetro partidário é errada. Se é inegável a influência que os partidos mais à esquerda exercem em algumas estruturas sindicais, os níveis de adesão registados deviam ser mais que suficientes para não se cair nesse lugar comum. E olhar para o que se passa por toda a Europa, deveria também ser suficiente para perceber que o que começa a estar em causa não é tanto o espetro político-partidário dos respetivos governos, mas sim questões mais complexas, profundas e transversais.» Anónimo 20.03.2023, aqui.

CGTP-IN garante que a luta não vai parar até salários e pensões subirem

Zé LG, 19.03.23

Sem nome (13).pngA secretária-geral da CGTP-IN, Isabel Camarinha, garantiu ontem que a luta não vai parar até os salários e as pensões subirem, perante o que estimou serem mais de 100 mil manifestantes que se juntaram no centro de Lisboa, destacando as próximas manifestações em Lisboa e no Porto, no dia 28 de março, dos “jovens trabalhadores”, bem como a participação no 25 de abril e no 1º de maio.

“Parece que querem fazer de nós parvos, e certamente haverá quem se preste a elaborar um belo estudo que confirme que tudo vai bem e que isto é mesmo assim… toda uma nova versão do ‘país aguenta, aguenta mais austeridade’, que já derrotámos antes e que vamos voltar a derrotar”, disse, lembrando que têm sido dadas “mil desculpas para justificar o injustificável”, apontando “falta de respostas” na saúde, na educação, na proteção social ou na habitação” e reafirmando que: “Exigimos o aumento geral dos salários, um aumento real, que vá além da inflação que reponha e reforce o poder de compra, que nos permita viver”.

Processo disciplinar contra delegada sindical gera polémica na Câmara de Beja

Zé LG, 09.03.23

STAL.pngO STAL fez plenário, em frente à Câmara de Beja, em “solidariedade com uma trabalhadora da autarquia e delegada sindical”, que enfrenta um processo disciplinar porque “contestou a mudança do local de trabalho”.

Este ponto foi retirado da ordem de trabalhos da reunião de Câmara, segundo o presidente da Câmara, “devido ao facto, dos vereadores da oposição terem pedido consulta do processo em curso”, acrescentando que decidiu “não fornecer os elementos solicitados via digital, mas sim dar 14 dias para fazerem consulta do mesmo na autarquia”, avançando que este ponto passa “para a próxima reunião de Câmara”. O vereador da CDU, Vítor Picado, afirmou “não aceitar que se coloque neste pedido de informações desculpas para a retirada de um ponto da agenda”, frisando “tratar-se da vida de uma pessoa que está suspensa há três meses”. Lamentou, ainda, que “esta situação se passe no Dia Internacional da Mulher”. A vereadora Marisa Saturnino (PS) afirmou que este "processo disciplinar já é tardio", fazendo referência a episódios que se terão passado com a trabalhadora em causa, durante a pandemia.

O dirigente nacional do STAL, José Correia, salientou que “esta situação demonstra a violência discriminatória a que as mulheres são expostas no seu local de trabalho”, frisando que “a coação que tem vindo a ser feita à Sofia (...), assentou num ambiente de intimidação, desrespeitador e desestabilizador”. Osvaldo Rodrigues, coordenador do STAL, leu a moção, aprovada no plenário da manhã, que "acusa a autarquia de represálias" e de "não ter ouvido o sindicato, como determina a lei, nesta matéria" e "condena o comportamento do Município" e afirmou "não se deverem calar perante injustiças”.

“o Terreiro do Paço será pequeno para tanta gente”

Zé LG, 10.02.23

banner-11fev.jpgO secretário-geral da Fenprof defendeu hoje que a rejeição pelo parlamento de iniciativas sobre a carreira docente aumenta os motivos para os professores participarem na manifestação de sábado, vaticinando que “o Terreiro do Paço será pequeno para tanta gente”.

Durante esta manhã, os deputados debateram e acabaram por rejeitar as iniciativas sobre valorização dos trabalhadores da educação e da escola pública, que partiram das bancadas do Bloco de Esquerda, do PCP, do Livre e do Chega, assim como discutiram uma petição da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), que reclamava direitos dos docentes.