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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

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Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Novo Executivo Municipal de Beja reuniu pela primeira vez sem distribuição de pelouros

Zé LG, 05.11.25

IMG_20251015_154644.jpgRealizou-se esta manhã a primeira reunião da Câmara Municipal de Beja, eleita em 12 de outubro, presidida por Nuno Palma Ferro, eleito pela “Beja Consegue” (PSD/CDS/IL), tendo sido aprovada a delegação de competências da Câmara Municipal no seu Presidente, que deu conhecimento do seu Despacho de designação da vereadora Liliana Cabecinha para vice-presidente da Câmara. Não tendo sido feita a atribuição de pelouros aos vereadores, todos os pelouros ficam na responsabilidade do novo presidente.
A não atribuição de pelouros pode resultar da vontade do presidente, da recusa dos vereadores das oposições, ou de estarem a decorrer negociações com outras forças políticas.

Quando é que a ministra da Saúde Ana Paula Martins se demite ou é demitida?

Zé LG, 03.11.25

Sem nome (130).pngO presidente do Conselho de Administração do Hospital Amadora-Sintra, que tinha sido nomeado pelo Governo em fevereiro deste ano, apresentou a demissão na sequência de ter prestado informação incompleta à ministra da Saúde relativamente ao caso da grávida que morreu no final da semana passada. A revelação foi efetuada pela ministra da Saúde, Ana Paula Martins, acrescentando que “aceitei o seu pedido de demissão”.
Se o presidente do Conselho de Administração do Hospital se demitiu por “essa informação ter sido prestada de forma incompleta, e ter sido uma falha grave” porque é que a ministra da Saúde que divulgou essa mesma informação não fez o mesmo e se demitiu?
Importa ainda lembrar que Ana Paula Martins, em modo “chegano”, fez, na Assembleia da República, insinuações graves à conduta da falecida, afirmando que acontece frequentemente surgirem nos serviços de saúde grávidas recém chegadas de países estrangeiros, sem acompanhamento médico, algumas sem saber falar português, nem como contantactar os serviços e sem telemóvel, o que provocou a indignação e o protesto de familiares e amigos.

A falta de humildade democrática não deve impedir a participação na gestão autárquica

Zé LG, 31.10.25

IMG_20251015_154644.jpgTodos os eleitos para as autarquias locais se deviam disponibilizar para assumir as responsabilidades que as populações lhes confiaram e não se limitarem a alimentar o jogo entre os partidos que os escolheram, muitas vezes sobrepondo a lógica nacional aos interesses locais. Privilegiar a representatividade popular é determinante na composição dos órgãos autárquicos, com maior peso nos executivos, e na governação dos territórios. Naturalmente que isso não deve acontecer a qualquer preço. Os que se disponibilizam para cooperar com os vencedores devem definir em que condições estão disposto a fazê-lo. Que políticas e medidas exigem e quais as que não admitem que sejam concretizadas. Como deve funcionar a autarquia e os seus órgãos e quais os poderes, as funções e a autonomia de cada um. É esta a discussão para que todos se deviam disponibilizar e só depois de esgotadas todas as hipóteses de entendimento se deviam auto-excluir da governação e assumir, em exclusividade, a oposição. Não o fazer revela mau perder e falta de humildade democrática.

Mudaram muitos eleitos, vamos ver se muda muita coisa nas autarquias

Zé LG, 29.10.25

Banner-Lopes-Guerreiro-300x286.jpgMais de metade dos presidentes de câmara (165) foram eleitos pela primeira vez, para o mesmo município, embora alguns já exercessem essas funções por terem substituído, durante o mandato que agora termina, os presidentes eleitos.
Há ainda a considerar as mudanças registadas nos órgãos autárquicos, pelas alterações nas listas de candidatos apresentadas e pelos resultados das eleições, que provocaram mudanças muito significativas no conjunto dos eleitos locais.
Diz-se que é a democracia a funcionar, mesmo que não esteja a funcionar tão bem quanto desejávamos, devido a diversos factores que condicionam o voto de eleitores.

Pode ler e ouvir aqui.

Nuno Palma Ferro propôs pelouros aos outros partidos. PS recusou.CDU e Chega ainda não.

Zé LG, 24.10.25

NPF.20251019195305159.pngO presidente eleito da Câmara de Beja (PSD/CDS-PP/IL) disse não ter ficado preocupado por o PS ter recusado um acordo para assumir pelouros a tempo inteiro no executivo, apesar de  gostar "de ter experiência governativa e achávamos que a Maria João [Ganhão] podia aportar um contributo positivo ao executivo em funções, mas o PS não foi desse entendimento e ficará com o ónus da sua tomada de posição”, e “que os critérios e as prioridades fossem outras, mas é do entender do PS não aceitar [a nossa proposta]. Portanto, vamos seguir o nosso caminho”. Nuno Palma Ferro revelou que também convidou o cabeça de lista da CDU, Vítor Picado, para assumir o cargo a tempo inteiro, e o vereador do Chega, David Catita, para ter pelouros, ainda que não em permanência, e que “Estes processos não estão fechados”, rejeitando um cenário de governação “mais complicada” caso estes convites sejam igualmente recusados, porque “As coisas serão aquilo que tiverem de ser, os partidos tirarão as suas ilações e as pessoas também. A nossa governação será sempre transparente”. Daqui e daqui.

Paulo Arsénio “Pouco ou nada conseguiu fazer de significativo”?

Zé LG, 21.10.25

556862180_1117210540584816_407647372778116301_n.jpg«Paulo Arsénio teve o seu tempo e não foi pouco, dois mandados, para mostrar ao que vinha e tentar ao menos, inverter o ciclo de de decadência em que a cidade e o concelho se encontram.
Pouco ou nada conseguiu fazer de significativo. Daí que deveria abrir a porta a novos elementos do partido com outras ideias e dinâmicas.» Anónimo 19.10.2025, aqui.

“O verdadeiro desafio de Palma Ferro está dentro da própria Câmara.”

Zé LG, 16.10.25

555087940_1179736150872735_6696273607279827832_n.jpg«… O verdadeiro desafio de Palma Ferro está dentro da própria Câmara. Com dezassete ou dezoito pelouros distribuídos apenas entre o presidente e uma vereadora, é praticamente impossível garantir uma gestão eficaz, atenta e próxima da realidade dos serviços. Nenhum executivo consegue, com tão pouca estrutura política, dar resposta a um município da dimensão de Beja. As soluções em cima da mesa são limitadas e todas acarretam riscos. … Seja qual for o caminho escolhido, uma coisa é certa: Palma Ferro vai precisar de habilidade, bom senso e muita diplomacia para manter o barco a navegar em águas calmas. A vitória nas urnas foi apenas o primeiro desafio. O verdadeiro teste começa agora.» António Lúcio, aqui.

O que deve acontecer a um governo que não respeita as suas próprias decisões?

Zé LG, 03.10.25

Sem nome (111).pngParece-me – e espero estar errado -, que Luís Montenegro está a ser demasiado irresponsável, para não dizer algo mais forte, ao dizer que: "Lamento que tenha havido um erro processual no início, quando a questão foi suscitada ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, que está neste momento identificado e não há mais nada a dizer sobre isso, porque tudo o resto foi uma tramitação perfeitamente normal". Não existe uma decisão do seu governo de embargo à venda de armas e passagem pelo território nacional de material militar para Israel? Ou esta decisão foi só para “inglês ver” ou, melhor dizendo, foi areia atirada para os olhos dos portugueses? Não se trata apenas de uma falha procedimental, como quer fazer-nos crer. Houve, o que é bastante mais grave, um desrespeito evidente por uma decisão do seu próprio governo, autorizando tacitamente o que não podia ter autorizado - a passagem pelo território nacional de material militar para Israel.

 

Parque Natural do SW Alentejano e Costa Vicentina tem Plano de Gogestão até 2028

Zé LG, 28.09.25

IMG_20241221_171630.jpgO Plano de Cogestão do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV) foi aprovado. A valorização e promoção do território, a sensibilização das comunidades locais e visitantes para os valores naturais e a melhoria da comunicação entre todos os intervenientes e utilizadores desta área protegida são objetivos deste Plano para o período de 2025 a 2028, e que “surge como resposta à necessidade de uma gestão mais próxima e colaborativa, especialmente envolvendo diversas entidades, incluindo autarquias locais, organizações não governamentais, associações de desenvolvimento local e instituições académicas.” Pode ser consultado aqui.