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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Inversão da tendência positiva de acesso aos cuidados de saúde

Zé LG, 07.06.23

Saúde.pngPortugal registou, em 2022, mais episódios de doença e pior acesso aos cuidados de saúde para os mais pobres, segundo um relatório divulgado, que aponta para um forte impulso no uso da Linha SNS24.

Os dados indicam que a pandemia acentuou a associação entre a condição socioeconómica do agregado familiar e a ocorrência de episódios de doença: as pessoas de grupos socioeconómicos de maior rendimento reportaram menos situações de doença (provavelmente devido à redução de contactos sociais resultantes da maior permanência em casa) e o grupo socioeconómico com maior dificuldade financeira reporta um acréscimo grande.

Sanções ocidentais falharam no impacto aos oligarcas russos

Zé LG, 15.04.23

Sem nome (19).pngMuitos oligarcas russos contornaram as sanções ao transferir os fundos fiduciários e empresas offshore para cônjuges ou associados. Apesar de terem sofrido com as sanções de curto prazo, já recuperaram parte da sua riqueza.

Desde março, estes 39 oligarcas sancionados recuperaram 95,22 mil milhões de euros e apenas 3 viram a sua riqueza declinar. Outros 7 viram as suas fortunas crescer o suficiente para regressar à tabela da ‘Forbes’ das pessoas mais ricas do mundo.

O vencedor? O magnata dos fertilizantes Andrey Melnichenko, agora a pessoa mais rica da Rússia, que subiu de 12,8 para 22,88 mil milhões de euros devido ao aumento dos preços dos fertilizantes e carvão, os pilares da sua fortuna.

Três trabalhadoras grávidas e mães recentes dispensadas, por dia

Zé LG, 29.03.23

images (1).jpgEm 2022, de acordo com dados da Comissão para a Igualdade do Trabalho e do Emprego, foram dispensadas, diariamente, uma média de três trabalhadoras grávidas e mães recentes. A Comissão recebeu 1395 comunicações de empregadores que não renovaram contratos a termo a funcionárias grávidas ou a amamentar, ou ainda de licença parental, um aumento de 13% face aos resultados de 2021.

É urgente pôr termo a esta vergonha. O governo tem de encontrar, com urgência, solução entre o Estado e os empregadores.

“Tributar os super-ricos e as grandes empresas é a saída para as atuais crises simultâneas”

Zé LG, 16.01.23

img_ART_LABJOR_Ladislau-Dowbor_capaPO_20190610.jpgLançado para coincidir com o primeiro dia do Fórum Económico Mundial em Davos, na Suíça, o relatório intitulado “Sobrevivência dos mais ricos” revela que 63% de toda a nova riqueza criada desde 2020, no valor de 42 biliões de dólares (39 biliões de euros), beneficiou apenas 1% da população mundial. O montante representa quase o dobro do dinheiro ganho pela restante população mundial (99%). Na última década, este 1% arrecadou quase metade de toda a nova riqueza gerada.
“Tributar os super-ricos e as grandes empresas é a saída para as atuais crises simultâneas”, argumentou a diretora-executiva da Oxfam International, Gabriela Bucher, que rejeita o “mito conveniente de que os cortes nos impostos para os mais ricos permitem que a sua riqueza de alguma forma beneficie economicamente os outros”.

Com o PS a governar sozinho, os trabalhadores e os pobres que paguem a crise

Zé LG, 02.08.22

Sempre que acontece algo de muito negativo, lá vêm as fases costumeiras de que “nada irá ficar como dantes”, “o mal afecta-nos a todos”, “agora é que vamos perceber que estamos todos no mesmo barco”, “a ganância de alguns irá ser combatida para que os que mais precisam possam ter mais alguma coisa e mais dignidade”, …. Depois é o que se tem visto e está a ver.

Ouvimos ainda recentemente, aquando do debate do Orçamento de Estado, o governo afirmar que não há condições para aumentar os salários e as pensões, tal como falta dinheiro para assegurar as funções do Estado, designadamente as que mais poderão combater as crescentes desigualdades sociais, como se está ver com o que se está a passar no Serviço Nacional de Saúde.

Sem nome.png

Mas, por outro lado e de forma pornográfica, os bancos aumentaram em mais do dobro os seus lucros no primeiro semestre, fundamentalmente à custa do do desemprego de milhares de trabalhadores e do aumento das comissões. E ainda justificam tais aumentos com a necessidade de fazer face à inflação, que, segundo os seus administradores, afecta a todos.

Aliás, os lucros, pornográficos face à situação que estamos a viver, estão a ser obtidos igualmente por muitas outras empresas, designadamente na área das energias, que utilizam a mesma justificação da inflação.

Ou seja, as grandes empresas servem-se da inflação para especularem e terem lucros superlativos, enquanto os trabalhadores, os reformados e os mais necessitados empobrecem devido ao aumento do custo de vida provocado pela inflação.

Esta é a política de subserviência aos grandes interesses instalados que o governo do PS insiste em seguir e acentuar, agora sem os empecilhos dos seus ex-parceiros da Geringonça… É um fartar vilanagem.

Ver lucros dos bancos aqui e aqui.

Os mais ricos dobraram a riqueza com a pandemia

Zé LG, 24.01.22

images.jpg«... a Oxfram, no seu mais recente relatório, revela que a fortuna dos homens mais ricos do planeta cresceu para o dobro durante a pandemia, ... não tem qualquer dúvida em concluir que as desiguldades estão a "dilacerar" o mundo.» - Rui Tavares Guedes, Director-executivo da Visão, na última edição da revista.

«É natural que isso inspire a revolta e a desconfiança." Afirma ainda RTG e com razão. Até quando vamos permitir que continue esta monstruosa imoralidade, como lhe chamou António Guterres, o Secretário Geral das Nações Unidas?

Aumentar os salários para fazer a economia crescer

Zé LG, 23.01.22

10522.jpgOs que defendem o sistema actual estão sempre a afirmar - a velha e requentada cassete -, que é necessário aumentar a produtividade para produzir mais riqueza para, depois sim, aumentar os salários  e distribuir melhor a riqueza produzida. O resultado está à vista - por mais riqueza que seja produzida, ela vai sendo concentrada cada vez mais nos mesmos e as desigualdades sociais e a pobreza vão aumentando. O aumento dos salários fica sempre para depois e os novos meios de facilitação do trabalho é utilizado para despedir trabalhadores e não para lhes garantir uma vida melhor, designadamente com mais tempo para a família e o lazer, como prometem.

A solução não está pois em repetir o mesmo que tão maus resultados tem dado, mas sim optar por um modelo alternativo, que dê prioridade a uma mais justa distribuição da riqueza e consequente aumento de salários, contribuindo dessa forma para o aumento do consumo interno, da produtividade e da produção e o crescimento da economia. Esta é a questão que mais separa a direita da esquerda. E o PS, no governo, não foi tão longe quanto devia nesta mudança de rumo... nem irá, se não tiver de contar com os partidos à sua esquerda para governar.

“O sistema financeiro global é uma imoralidade. Favorece os ricos e castiga os pobres”, disse Guterres

Zé LG, 22.01.22

Guterres.png… que recordou que enquanto as economias com mais poder estão a recuperar da recessão, os países com mais baixos rendimentos experimentam “o seu crescimento mais lento em uma geração”.

Estes desequilíbrios não são um erro, mas uma característica do sistema financeiro mundial”, insistiu Guterres, para defender a necessidade de mudanças, mostrando-se muito crítico com a importância dada às agências de notação financeira, que de forma rotineira dão más notas aos países pobres, deixando-os assim sem acesso a financiamentos privados.

Não disse nada que não se soubesse, mas é importante que quem desempenha as suas funções denuncie estes crimes contra a humanidade. Porque é disso que se trata, quando uns poucos condenam à fome, à miséria e à morte tantos milhões...

“É preciso haver um investimento sério do poder central para inverter o desequilíbrio em Portugal”, defende Santiago Macias

Zé LG, 26.11.21

SM.png«Portugal não tem propriamente interior, o que tem é um país que está desequilibrado em termos demográficos, desequilibrado em termos de desenvolvimento e que está concentrado e torno de duas grandes áreas metropolitanas, Lisboa e Porto, além do Algarve. E é isso que é preciso inverter. Tem de haver uma intenção firme do nosso poder central. Os incentivos têm de partir do governo, porque as câmaras municipais, sobretudo as de pequena dimensão, com os orçamentos e a capacidade de decisão que têm não conseguem reverter a situação. E não é, manifestamente, com a criação de medidas fictícias, como a descida da taxa do IMI ou a devolução de uma parte do IRS aos munícipes - uma espécie de Robin dos Bosques ao contrário, que é dar dinheiro aos mais ricos - que se vai fixar a população. Não é por uma pessoa receber mais 100 ou 200 euros por ano que vai deixar de viver no Seixal e ir morar para Barrancos ou Moura. É preciso haver um investimento sério do poder central. Não vale a pena continuar a criar observatórios, autoridades ou unidades de missão se depois não há recursos financeiros ou intervenção política.»

O que separa mais as pessoas

Zé LG, 27.10.21

PA 4112307.JPG.crdownloadO que mais separa as pessoas é o acesso aos bens de primeira necessidade. Uns têm acesso a tudo e outros não têm acesso a (quase) nada. E não é o trabalho, ao contrário do que muitos tentam fazer crer, nem sequer o conhecimento ou a inteligência que as separa de forma tão dramática. É evidente que o trabalho, a inteligência e o conhecimento são ferramentas fundamentais para o sucesso. Mas há quem se farte de trabalhar, seja inteligente e tenha bastante conhecimento e não passe da cepa torta, enquanto outros que (quase) nada fazem e não se distiguem pela inteligência e pelo conhecimento, que não param de acumular riquezas. Quantos dos que se fartam de trabalhar não conseguem ter e garantir aos seus uma vida minimamente digna? Há cada vez mais trabalhadores que, apesar de trabalharem, são, cada dia que passa, mais pobres. Até quando vamos tolerar que estas tremendas injustiças se mantenham e, em muitos casos, se acentuem? Exigem-se medidas que contribuam para inverter este rumo e não apenas algumas mesinhas podem servir para ajudar a aguentar mais as dores sociais que tanto afectam tanta gente, mas não resolvem os problemas essencias com que as sociedades se confrontam.