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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Que partido é este?

Zé LG, 21.02.24

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Há um partido que se tem vindo a afirmar contra o sistema, quando o que pretende é acabar com o regime democrático, de forma a agravar ainda mais as desigualdades que este sistema (económico) tem vindo a acentuar.
É um partido que tem mobilizado, essencialmente, três grupos de potenciais eleitores: os saudosistas da ditadura que dominou o País até ao 25 de Abril, que acham que chegou a hora de “sair do armário”; os políticos de extrema-direita direita ambiciosos que nele procuram fazer carreira, que noutros partidos não conseguiram, e que nele assumem a sua direcção; e, finalmente, os que, por esta ou aquela razão, deixaram de acreditar na democracia e, revoltados, acham que é preciso acabar com este regime, mesmo que seja para pior, e se deixam levar por um homem providencial", que transforma vítimas em culpados da situação em que nos encontramos, e promete tudo a (quase) todos os descontentes e para já, como se nada tivesse a ver com ela.
Esta é a visão resumida que tenho desse partido. Se pela descrição que apresento o identificarem é porque ela traduz o que esse partido é efectivamente.

O regime está a caminho do abismo

Zé LG, 21.02.24

Sem nome (44).pngNo ano em que comemoramos o 25 de Abril, que abriu portas à restauração da democracia, esta mostra como, apesar de ser uma das principais construções da humanidade, se mantém inacabada e exige contínuas melhorias.
A democracia, sendo uma emanação da vontade popular, manifestada através de eleições livres, não pode ser reduzida apenas a esse acto, apesar dele ser muito importante. Exige, cada vez mais, um maior escrutínio dos seus órgãos, a começar nos eleitos directamente, mas também aos criados e mantidos por aqueles.
A legitimidade democrática não pode limitar-se a ser sufragada apenas nas urnas no final dos mandatos. Exige escrutínio permanente e avaliações frequentes do cumprimento de políticas, medidas e promessas apresentadas nas eleições pelos que ganharam a confiança dos eleitores para as porem em prática.

“a forma como os média estão a levar a cabo esta campanha eleitoral”

Zé LG, 17.02.24

202110071957414692.jpg«… em vez de colocarem aos candidatos as questões importantes e prementes da atualidade, fazem-nos perder tempos a ouvir da sua boca questões colaterais ou fofocas …
Assuntos como sermos o país mais envelhecido da União Europeia devido a uma década de emigração forçada dos mais jovens e melhor formados que parece não ter fim.
O caos e o retrocesso civilizacional na escola e no ensino público, com consequências brutais na formação e qualidade profissional das próximas gerações.
A dificuldade de acesso a cuidados de saúde com a falta de profissionais e o encerramento de serviços como é o caso no hospital de Beja.
A impossibilidade de acesso a uma habitação condigna por parte dos jovens que agora entraram no mercado de trabalho e para as classes médias em geral, sem que se faça o mínimo esforço na sua resolução.
A crise na agricultura que irá conduzir à falência de grande parte das empresas familiares e à concentração das terras nos grandes grupos económicos.
A desertificação humana do interior do país e o empurrar das populações para as grandes áreas metropolitanas, onde além de ser difícil a sua sobrevivência nem sequer existem casas a preços acessíveis para conseguirem viver.
Enfim, tanto havia ainda por dizer.
Mas não, o importante é que não se fale nestes problemas e se crie uma cortina de fumo com assuntos de somenos importância para os camuflar e fazer esquecer pelo menos até a altura de se votar.» Anónimo, 17.02.2024, aqui.

A Justiça está a funcionar?

Zé LG, 15.02.24

gettyimages-124334810-612x612.jpgHá três meses, uma grande operação do Ministério Público (MP), deteve várias pessoas, incluindo o chefe do Gabinete e o maior amigo do primeiro-ministro e o presidente da Câmara de Sines, por suspeitas de diversos crimes, e um comunicado da Procuradoria Geral da República (PGR) informando que nas escutas do processo terão falado no primeiro-ministro, este acabou por pedir a sua demissão, prontamente aceite pelo PR. Depois de terem passado uma semana ou duas detidos, os suspeitos foram todos libertados pelo Juiz, por não haver indícios de terem cometidos os principais crimes de que foram suspeitos nem perigo de fuga ou de prejuízo para o desenrolar do processo.
Há quase um mês, o País voltou a ser abalado com uma nova e maior operação do MP, envolvendo centenas de profissionais, aviões, autocarros e outros meios logísticos até à Madeira, onde foram detidos o presidente da Câmara do Funchal e dois empresários, acusados de vários crimes, acabando o presidente do Governo Regional da Madeira também por pedir a demissão, ao ter sido feito arguido do processo. Três (!!!) semanas depois, o Juiz mandou os três detidos para casa, por considerar não haver indícios da prática dos crimes de foram suspeitos pelo MP.
Estes são apenas dois casos mediáticos e, por isso, temos informação de como estão a evoluir. E os outros? Entretanto, em ambos os casos, muitos políticos, comentadores, agentes da Justiça e outros afirmaram que era a Justiça a funcionar. E eu acrescento que quando alguém tem diarreia também são os intestinos que estão a funcionar… Esperemos que o resultado final destes e de outros casos não seja semelhante.

A revolta dos homens da terra

Zé LG, 14.02.24

Banner-Lopes-Guerreiro-300x286.jpgNo primeiro dia deste mês, os homens da terra suspenderam as suas actividades nos campos, montaram-se nos tratores e, com máquinas e alfaias agrícolas, cortaram estradas e fronteiras por todo o país, mostrando os seus descontentamentos e protestando contra o que está a dificultar as suas actividades e reclamando tudo o que consideram necessário para continuarem a produzir o que comemos.
A gota de água que fez transbordar o copo cheio de descontentamentos foi o anúncio de cortes nos apoios contratualizados das medidas agro-ambientais. Mas o descontentamento era de tal dimensão que, perante a passividade das suas organizações representativas, os homens da terra reagiram em massa ao apelo feito, através das redes sociais, por um auto-denominado Movimento Cívico de Agricultores de Portugal, e manifestaram-se por todo o país.

 

“seis ou sete anos é tempo suficiente para mostrar serviço”?

Zé LG, 12.02.24

395637638_1777028196062749_6013662860361584038_n.jpg«Depois de 40 anos de estagnação queria que ao fim de seis ou sete tudo se modificasse?
O pior continua a ser a cegueira (e cultura) ideológica... que se inculcou! não precisamos de fazer nada, o partido dá tudo!» Anónimo, 11.02.2024.

«Olhe que seis ou sete anos é tempo suficiente para mostrar serviço! Ou talvez seja daquelas pessoas que acha que dois ou três mandatos, é tempo de estágio! Quem sabe, faz muito em pouco tempo! Para isso é naturalmente necessário ter uma visão estratégica, uma ideia sobre o que se pretende para a região! No caso em concreto, ainda não se viu quase nada, a não ser a banalidade quotidiana e provinciana dos seus actores! Talvez seja pedir muito a a um executivo camarário que navega à vista!... Anónimo, 11.02.2024.

«Estratégia... blá, blá, blá, estratégia...
Se quiser observar verá que muita coisa foi feita (recuperaram-se estradas, edifícios... criaram-se outras coisas; agora quando não há uma infraestrutura industrial ou quando não se aceitam industrias porque nos podem tirar votantes; quando tornam dependentes da "cambra" uma boa parte dos munícipes...).
O desenvolvimento não cai dos céus aos trambolhões... é necessário que os munícipes também participem investindo e que haja mão-de-obra qualificada... têm um politécnico!» Zumruty, 11.02.2024.

Comentários feitos aqui. Foto daqui.

“o apelo ao voto útil é um expediente contranatura”

Zé LG, 07.02.24

Legislativas2024-1000x505-1.png«Para isso também contribuirá o actual sistema eleitoral, que "incentiva" o "voto útil", dado que os votos de muitos portugueses não contam para eleger ninguém! Só nas últimas legislativas de 2022 registaram-se quase 700 000 votos que não serviram para eleger representantes! É um sistema bárbaro, que menospreza o voto dos círculos eleitorais mais pequenos do interior, para valorizar os maiores e proteger os dois grandes partidos do nosso sistema! Como não existe um círculo de compensação como nos Açores, os votos de muita gente (centenas de milhares) não chegarão directamente aos partidos nos quais votaram, e por consequência não servindo para eleger nenhum deputado! Por esse facto impele-se o cidadão a "votar útil" (o termo é mesmo esse, já que há voto inútil) e estimula-se o aumento da abstenção. Por outro lado e em rigor, os eleitores não elegem directamente deputados, já que votam em listas plurinominais de partidos e/ou coligações! Muito haveria que discutir sobre o tema, que não caberia naturalmente neste espaço, mas na essência, com o sistema eleitoral que temos, uma em cada sete pessoas não elege ninguém! E isto é que é uma verdadeira perversão democrática!... », Anónimo, 06.02.2024, aqui.

Forças de segurança já pisaram o risco?

Zé LG, 07.02.24

Banner-Lopes-Guerreiro-300x286.jpgHá muito que todas as forças de segurança reclamam melhores condições de trabalho, remuneratórias e de segurança. O suplemento de missão atribuído em Novembro à Polícia Judiciária, com retroactivos a Janeiro de 2023, foi considerada, pelos sindicatos das outras polícias, “uma anormalidade” que ia “inflamar ainda mais” o desagrado dos agentes das outras forças de segurança.
Desde então, as acções de protesto dos agentes das forças de segurança não pararam mais, assumindo as mais diversas formas, desde vigílias a concentrações e manifestações, passando pela recusa de usar viaturas em mau estado, apresentação generalizada de justificações de doença para não comparecer ao serviço, e culminando na ameaça de boicote às eleições para a Assembleia da República e na ausência de jogos de futebol – um da Primeira Liga e dois da Segunda Liga -, que, por essa razão, não se realizaram, com todas as consequências daí resultantes.

“apelo ao voto útil vai ser mais uma vez a pedra de toque destas eleições”

Zé LG, 05.02.24

Legislativas2024-1000x505-1.png«As sondagens valem o que valem, e servem sobretudo para manipular o voto útil! Todos nos lembramos que nas últimas legislativas de 2022, as sondagens davam um empate técnico entre o PS e o PSD, e afinal o partido de AC ganhou com maioria! Porquê? Porque as mesmas sondagens levaram os portugueses em massa a votar útil (num cenário de hipotético empate) e a contribuir para o fortalecimento do PS em detrimento do PSD e dos partidos à esquerda! O apelo ao voto útil vai ser mais uma vez a pedra de toque destas eleições! De resto, o Povo decidirá!...Para já ficam os resultados dos Açores onde a coligação não ganhava eleições desde 1992, e só isso será por si só, um aviso à navegação socialista!» Anónimo, 05.02.2024, aqui.