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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Comerciantes descontentes com a “forma como está a ser conduzida a situação” das obras de requalificação do Mercado Municipal de Beja

Zé LG Zé LG, 11.02.20

mercado1-768x432.jpgOs comerciantes consideram que podiam “ter feito a requalificação do mercado em fases”, que “não era necessária uma intervenção a nível estrutural, mas sim uma actualização, como a nível da climatização ou da vídeo vigilância/segurança”, “que a alternativa não seria muito difícil de encontrar se houvesse boa vontade da parte política” mas que “neste processo os comerciantes nunca foram ouvidos”.

Até que estejam concluídas as intervenções, os comerciantes horto-frutícolas, pescado e artesanato vão estar no Largo de Santo Amaro.

Paulo Arsénio, Presidente da Câmara de Beja, afirma que “existem boas soluções para os lojistas e que dentro das soluções possíveis, esta foi a melhor”.

Manifestação contra degradação da Escola Secundária de Serpa

Zé LG Zé LG, 11.02.20

201810291550389979.jpgA Associação de Estudantes da Escola Secundária de Serpa marcou para hoje, de manhã, a partir das 08.15 horas, uma manifestação frente à porta da Escola. Alunos, pais, professores e pessoal não docente manifestam, neste protesto, o seu descontentamento sobre a degradação que o estabelecimento de ensino apresenta e que perturba a aprendizagem.
A Câmara de Serpa apoia este protesto, salientando que a resolução deste problema é urgente e que, sendo da responsabilidade do Ministério da Educação, este deve considerar que a intervenção prioritária, assumindo os encargos indispensáveis para a sua requalificação total, dotando-a das condições de funcionamento condignas e absolutamente necessárias para que o princípio do acesso à Escola Pública, em condições de igualdade seja cumprido.

Os novos escravos do Alentejo

Zé LG Zé LG, 10.02.20

Na última década, a criminalidade associada ao tráfico de pessoas disparou no Alentejo graças à implantação do olival intensivo e da necessidade de mão de obra.

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Não foi apenas a paisagem agrícola que mudou com o incremento da plantação intensiva de olivais no Alqueva, foi também a humana. Hoje, qualquer aldeia da região, por mais ínfima que seja, está transformada numa verdadeira Babel. Nos últimos 70 anos, o distrito de Beja, onde se situa o grosso da área regada pela grande barragem, perdeu sensivelmente metade da sua população, numa curva demográfica negativa que parece estar a estancar devido ao fluxo de trabalhadores estrangeiros indiferenciados que hoje acorre aos campos do Sul. Onde a criminalidade associada ao tráfico de seres humanos disparou na devida proporção do recente fenómeno migratório.

Este é o terceiro e último capítulo de uma reportagem realizada ao abrigo de uma bolsa de investigação jornalística da Fundação Calouste Gulbenkian. 

03.02.2020 07:00 por Paulo Barriga

“Eu Solidão” vencedor 2ª edição do Prémio Literário Joaquim Mestre

Zé LG Zé LG, 09.02.20

202002041806404176.jpgJá é conhecido o vencedor da 2ª edição do Prémio Literário Joaquim Mestre. O original, vencedor, chama-se “Eu Solidão” e é da autoria de Maria Luísa Santos, de 68 anos, natural do Porto. A cerimónia pública de entrega do prémio acontecerá em Beja, na Biblioteca Municipal José Saramago, durante o mês de abril, em data a confirmar. 

O Prémio Literário Joaquim Mestre teve a sua primeira edição em 2018 e que é instituído pela ASSESTA – Associação de Escritores do Alentejo, em parceria com a DRCAlentejo – Direção Regional de Cultura do Alentejo, contando com a colaboração do Município de Beja.

NOTA: Figueira Mestre faria hoje 65 anos, se não tivesse morrido. Saudades...

Proposta de gestão partilhada de Pisões e dos Museus de Beja

Zé LG Zé LG, 08.02.20

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«... Em minha opinião, essa ligação poderia/deveria passar por um modelo que, agregando as três entidades – Direção Regional, Universidade e Câmara Municipal – desse origem a uma única entidade responsável pela gestão conjunta do museu (incluído naturalmente o seu Núcleo Visigótico), de Pisões e, eventualmente, do Núcleo Museológico da Rua do Sembrano. Deixo de fora o Centro de Arqueologia e Artes e o sítio arqueológico anexo, que aguardam, por parte da autarquia, uma decisão sobre o seu futuro e modelo de funcionamento.

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Essa nova entidade deveria ter uma administração tripartida, coadjuvada por um conselho consultivo alargado e, tal como prevê o citado decreto-lei, um diretor recrutado “…através de concurso público (…) a quem são delegadas competências para uma gestão responsável, que prime pela transparência e pelo cumprimento do quadro legal vigente e que se adeque às características do equipamento em causa, permitindo agilizar a operacionalização do seu plano de atividades do setor”. ...»

José Filipe Murteira, aqui.

Investimentos previstos poderão duplicar a população de Sines

Zé LG Zé LG, 07.02.20

Milhares de milhões para nova refinaria da Repsol, expansão do porto, cabo transatlântico e terminal de hidrogénio vão aumentar a população da cidade e dos concelhos vizinhos, que tem estado em declínio.

P1060394.JPGO concelho de Sines espera atingir, na próxima década, os 20 mil habitantes, num crescimento que, a confirmar-se, quase duplica a população da cidade e inverte a perda demográfica que tem vindo a afectar o Alentejo Litoral.

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E o que é que eles disseram?!…

Zé LG Zé LG, 04.02.20

202002011846293051.jpgO Presidente da Câmara de Beja reuniu, na semana passada, com o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, e o Secretário de Estado das Infraestruturas, Jorge Delgado, com o objetivo de “apresentar ao governo a visão do Município relativamente aos projetos de infraestruturas e acessibilidades necessárias ao desenvolvimento do concelho de Beja e da região Baixo Alentejo”.

Este foi um encontro onde não se saiu com nenhuma promessa, mas sim com expetativas de poder ser antecipado o calendário das obras em causa”, disse Paulo Arsénio, que, no passado sábado, entregou a António Costa, na cimeira “Amigos da Coesão”, um “documento político” a reforçar esta ideia.

“A hostilidade e os estereótipos negativos relativamente aos ciganos persistiram.”

Zé LG Zé LG, 03.02.20

bundesarchiv_r_165_bild-244-48_asperg_deportation_Foi apenas em 1982 que a Alemanha reconheceu oficialmente os crimes nazis contra os ciganos como um genocídio; as primeiras desculpas da França pela sua colaboração nos crimes nazis contra os Roms e os Sinti foram apresentadas em 2016.

Na URSS e na Europa de Leste, as experiências dos ciganos durante o genocídio foram igualmente amplamente ignoradas. Os ciganos que desejavam permanecer nómadas foram obrigados a instalar-se em casas. No período pós-comunista, a discriminação face aos ciganos aumentou, enquanto que as suas condições de vida e o acesso a serviços diminuíram fortemente.

O facto de que a verdadeira natureza e escala do genocídio cigano tenha sido negado, minimizado ou ignorado por tantos durante tanto tempo foi doloroso e enfurecedor para as vítimas e as suas famílias.

Apesar de ser tarde demais para retificar as injustiças que eles experienciaram, não é tarde demais para lidarmos com a marginalização e discriminação que enfrentam as comunidades ciganas hoje em dia em lugares como a Hungria, nos quais a discriminação e hostilidade contra os ciganos é comum, e a Ucrânia, onde grupos fascistas levaram a cabo muitos ataques violentos contra ciganos nos últimos anos.