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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

O que mudou em Portugal 40 anos após a adesão à União Europeia

Zé LG, 25.02.26

Banner-Lopes-Guerreiro-300x286.jpgA Pordata divulgou as conclusões do estudo elaborado no âmbito dos 40 anos de Portugal na União Europeia, que faz o retrato comparativo dos 27 Estados-membros em quatro grandes áreas, permitindo avaliar a evolução do país desde 1986 e a sua posição atual no contexto europeu.
Quarenta anos depois da adesão à então CEE - Comunidade Económica Europeia, os números do estudo revelam um país mais estável nas contas públicas e mais sustentável no plano ambiental nos últimos anos, mas ainda distante da média europeia em qualificação da população, produtividade e rendimentos.

“Agressão em campo mancha futebol e GNR. Haverá consequências?”

Zé LG, 24.02.26

Lucio-Nota-do-Dia (2).jpg«O episódio ocorrido no passado sábado, em Barrancos, durante um encontro da 2.ª divisão da Associação de Futebol de Beja, não pode, nem deve, ser encarado como mais um incidente isolado do futebol distrital. O que aconteceu ultrapassa a rivalidade própria do jogo e entra no domínio da violência gratuita, com contornos ainda mais graves pelas circunstâncias em que ocorreu. … O alegado agressor é militar da Guarda Nacional Republicana... uma instituição cuja missão assenta na autoridade, na ordem pública e na defesa da legalidade. Quando um dos seus elementos é associado a um ato de violência num contexto desportivo, não está apenas em causa a responsabilidade individual, está também em causa a imagem da própria instituição. … não é apenas um caso disciplinar. É um teste à seriedade com que o desporto distrital e as entidades competentes encaram a responsabilidade e a autoridade. O silêncio ou a inação seriam cúmplices de um problema que se arrasta há demasiado tempo.» António Lúcio, aqui.

“porque não requalificar os balneários públicos e os colocar ao dispôr dos imigrantes?”

Zé LG, 24.02.26

202602201848052883.jpg«Alto serviço ambiental prestado á cidade pela força aérea, a câmara devia de exercer pressão junto da rodoviária para requalificar o edifício da gare, como está é uma vergonha, para não falar da escola de enfermagem, já agora porque não requalificar os balneários públicos e os colocar ao dispôr dos imigrantes que tanto precisam, isso é que era um grande benefício social.» Anónimo 22.02.2026, aqui.

Podia ter sido escrito hoje o balanço da adesão à UE

Zé LG, 21.02.26

images.png«... O Alentejo, 20 anos depois da adesão à UE, está melhor infra-estruturado e equipado. A qualidade de vida na nossa região e nas nossas terras melhorou ... Mas não foi estancada a desertificação, nem o despovoamento, nem o envelhecimento, nem o empobrecimento da população. ... os largos milhões aqui investidos contribuíram para a melhoria da qualidade de vida da região mas não alcançaram a melhoria das condições de vida das populações nem conseguiram tornar a região atractiva. Para isto contribuíram... o ostracismo a que foram votadas as regiões do interior pelo poder central, o incumprimento constitucional da criação das regiões administrativas, a ausência de uma política nacional de desenvolvimento regional e de um planeamento participado e adequado à região, de uma estratégia e liderança regionais claras e mobilizadoras, a insuficiência e a deficiente aplicação de fundos na região... e  acomodação das populações. ... Não é a integração que se deve pôr em causa. ... é o modelo político-económico dominante que tendo conseguido aumentar significativamente a produção de riqueza não a distribui de forma justa, impedindo dessa maneira a tão almejada coesão.»
In Jornal Terras do Cante, “nos 20 anos de adesão de Portugal à UE”, 31.01.2006.

“A regionalização não pode esperar muito mais"

Zé LG, 20.02.26

Tiago Matos Gomes.png«Perante a calamidade, tornou-se evidente... falta-nos um nível intermédio de poder político ... É uma necessidade prática. ... Portugal é um dos países mais centralizados da Europa... O resultado está à vista: litoral saturado, interior desertificado, assimetrias persistentes. ... os fundos estruturais continuam excessivamente dependentes de decisões centralizadas. Regiões... poderiam assumir essa responsabilidade com maior eficácia e responsabilização democrática. A regionalização no continente deve criar executivos regionais fortes, eleitos, com competências claras e fiscalizados por assembleias regionais. ... Trata-se de descentralizar para governar melhor. … Estas regiões teriam competências em desenvolvimento económico, formação profissional, transportes regionais, ordenamento do território, gestão de fundos europeus, ambiente e cultura. Sem poder legislativo próprio, mas com autonomia executiva e orçamento definido. A alternativa é continuar como estamos: com CCDR tecnocráticas, sem legitimidade eleitoral, e com municípios isolados a enfrentar problemas que exigem escala regional. … As tempestades recentes mostraram que o modelo actual é insuficiente. O desenvolvimento desigual confirma-o há décadas.» Tiago Matos Gomes, presidente do movimento Partido Democrata Europeu, aqui.

Ceia da Silva alerta que Alentejo pode perder 700ME no próximo período comunitário

Zé LG, 19.02.26

202602181755595664.jpgO presidente da CCDR do Alentejo, António Ceia da Silva, alertou que o Alentejo arrisca-se a “perder 700 milhões de euros” no próximo período de apoios comunitários, devido ao desenvolvimento de Sines e crescimento turístico. “O Alentejo arrisca-se a deixar de ser uma região de coesão, como é o Centro e o Norte, e passar a ser uma região de convergência, como é o Algarve ou Lisboa” e “em vez de 1.100 milhões, passaríamos para os tais 400 milhões, que é aquilo que tem Lisboa e que tem o Algarve” e que este é um assunto que “devia preocupar todos” e levar a “uma intervenção de todos”, afirmou o ainda presidente da CCDRA, que está em fim de mandato.

CCDRAlentejo e IP discordam sobre maturidade do projeto da ferrovia Casa Branca-Beja

Zé LG, 19.02.26

202211081258051924.pngO presidente da CCDRAlentejo justificou o corte de 60 milhões de euros de verbas comunitárias na requalificação da ferrovia Casa Branca-Beja com a falta de maturidade do projeto, argumento refutado pela Infraestruturas de Portugal (IP). Em audição na comissão parlamentar de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação, o presidente da CCDR do Alentejo, António Ceia da Silva, argumentou aos deputados que, com base em informações da IP, “A obra, de acordo com os estudos da IP, só estaria concluída em 2032 e isso significa que iríamos perder essa verba, ou seja, o Alentejo todo iria perder 60 milhões de euros”.
Na mesma comissão parlamentar, compareceu igualmente o presidente da IP, Miguel Cruz, que explicou que, em setembro de 2025, a empresa candidatou o primeiro dos três troços da requalificação desta linha ferroviária, entre Casa Branca e Vila Nova da Baronia, no concelho de Alvito, no valor de 80,6 milhões de euros e que cumpria “o nível de maturidade estabelecido e exigido” pela CCDRA.

Foi-se o estado, continua a calamidade

Zé LG, 18.02.26

465457271984b25f2bb3defaultlarge_1024.jpgTerminou no domingo o estado de calamidade decretado pelo Governo para fazer face às situações críticas provocadas pelas intempéries. Apesar de muitas autarquias terem reclamado o seu prolongamento por mais tempo o Governo não acedeu.
Quase setenta concelhos do centro do País e do Vale do Tejo e o de Alcácer do Sal foram drasticamente atingidos por uma forte tempestade e por grandes chuvadas que provocaram cheias, que inundaram campos e povoações e submergiram e destruíram diversas estradas, incluindo a A1, a autoestrada que liga o Porto a Lisboa.
O Governo subestimou a gravidade da situação e teve dificuldade em se aperceber das graves consequências do mau tempo.

“José Luís Carneiro: O Político de Seda num Mundo de Lixa…”

Zé LG, 17.02.26

Sem nome (17).png«... é o suprassumo da cortesia institucional, entra na oposição como quem entra numa biblioteca,...  Enquanto o país arde em polémicas,... aparece com um extintor de palavras imprevisíveis e metáforas tão complexas que, a meio da frase, nem ele sabe bem onde queria chegar... acabou de dar um murro na mesa ou apenas desejou uma boa tarde? Ele quer ser alternativa... mas a sua "garra" política tem a intensidade de um café descafeinado morno. … Quando se espera que o SG do PS lidere a carga contra o Governo, Carneiro oferece-nos uma reflexão ponderada sobre a importância do diálogo multilateral. ... consegue falar dez minutos sem dizer rigorosamente nada... não constrói uma alternativa, constrói um labirinto de semântica onde a oposição entra cheia de energia e sai de lá a precisar de uma sesta. É ... o eterno "prometido" que nunca chega a casar com o poder...» Ângelo Nobre, aqui.

Talvez seja por isso que tantos vêm para cá...

Zé LG, 17.02.26

633696625_1312037477622235_3051259677152506409_n.jpg«A nossa comunicação social que se reflete nos blogs como o Alvitrando. Pois é onde temos a informação de mais fácil acesso, tem aspectos bem curiosos. Enquanto põe em destaque notícias meritórias como esta, esquece outras também significativas. Mas que são bem importantes. Como a de em recentes eleições no Bangladesh, ter ganho o designado Partido Nacionalista do Bangladesh. Ou seja, o CHEGA de lá. Aliás tal como acontece na Índia. E o que é que diz agora a malta internacionalista cá do condado? Talvez a velha máxima: faz o que eu digo, não faças o que eu faço.» Anónimo 15.02.2026, aqui.