Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Publicada recomendação para valorização do Aeroporto de Beja

Zé LG, 26.07.19

A Assembleia da República recomenda ao Governo que “proceda, com carácter de urgência, à revisão do Plano Estratégico do Aeroporto de Beja, reforçando as estratégias já aí definidas, designadamente as actividades ligadas aos sectores produtivos”.

Aeroporto-de-Beja-768x432.jpgPor outro lado, solicita que se “desenvolva, com brevidade, no que se refere à zona industrial integrada no âmbito do conceito de aeroporto indústria (aeronáutica, manutenção, formação, agro-indústria e actividades que, em geral, necessitem de utilizar o aeroporto), condições especiais e características de apoio discriminatórias positivas”.

A Assembleia recomenda ainda a aposta “numa estratégia de médio/longo prazo para desenvolver, no Alentejo, um cluster aeronáutico, articulando o Aeroporto de Beja com outras estruturas e empresas existentes e a criar na região, numa visão integrada de desenvolvimento industrial e de serviços, bem como de potenciação das infra-estruturas públicas na região”.

Nem mesmo com este consenso

Zé LG, 07.07.19

Poucas têm sido as vezes em que um tão amplo consenso se gerou entre todas as forças políticas, institucionais, associativas, económicas e sociais em torno da urgente necessidade da conclusão da A26/IP8, da modernização da linha de caminho de ferro e do material circulante, do aproveitamento das potencialidades do Aeroporto, do reforço de financiamento do Hospital Distrital, que garanta a construção da 2ª fase e os equipamentos necessários, e de médicos, enfermeiros e técnicos de diagnóstico, para o desenvolvimento da nossa região, aproveitando da melhor maneira o surto de crescimento económico provocado pelo Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva, que deve ser sustentado no respeito pelo ambiente, combatendo a desertificação e o despovoamento.

IMG_7420 - Cópia.JPGPara este consenso tão alargado foi decisiva a acção de movimentos de cidadania como o Beja Merece+, acompanhado, noutros âmbitos mas com objectivos convergentes, pelo Amalentejo e a pela Plataforma Alentejo, esta com uma intervenção mais institucional e fundamentada tecnicamente.

Apesar deste tão amplo consenso que inclui todos os líderes e deputados distritais dos diversos partidos, o PS, que governa o país, e o PSD, principal partido da oposição, ainda mostram resistências à sua concretização, a nível central, como agora se viu nas votações de propostas de recomendação ao governo de concretização de algumas daquelas medidas, apresentadas pelo PCP e pelo BE.

Um consenso histórico como este, que raramente acontece na nossa região, deve ser respeitado pelo governo, até porque não são muito avultados os valores dos investimentos reclamados. E devem ser severamente julgados por todos nós os que não permitirem o aproveitamento desta janela de oportunidade para o tão ambicionado desenvolvimento da nossa região.

ADRALpromoveu missão e seminário de encerramento do projecto Alentejo Global Invest, em Bruxelas

Zé LG, 03.07.19

7734_big.jpgA Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo, (ADRAL), promoveu nos passados dias 25 e 26 de Junho, a missão e seminário de encerramento do projecto Alentejo Global Invest, em Bruxelas. Acção que contou com reuniões na comissão Europeia com a presença do comissário Europeu Carlos Moedas e dos euros deputados Carlos Zorrinho e Maria da Graça Carvalho.

O presidente da ADRAL salientou ainda que “o principal objectivo desta missão, dirigida a responsáveis cimeiros, foi dar continuidade em Bruxelas ao desenvolvimento de um ambiente institucional favorável para a captação de investimento externo para o Alentejo, e assinalar o término do Projecto Alentejo Global Invest, com apresentação dos principais resultados.

O balanço deste Seminário e missão de Encerramento, permitiu reforçar o posicionamento do Alentejo no espaço europeu e junto da comissão Europeia, afirmando esta como uma região emergente e inovadora no contexto Europeu e Internacional.

“Nenhum território tem futuro sem pessoas. Pessoas em idade para trabalhar e que tenham emprego."

Zé LG, 23.05.19

IMG_7447.JPGUma coisa é certa. Não é possível inverter esta situação sem que isso seja um desígnio nacional. E a solução não passa por políticas de incentivo à natalidade nestes territórios em processo de despovoamento, pois que velhos não fazem filhos.
... A solucão tem que assentar em dois eixos estratégicos: Um deles que tenha como objectivo a fixação das pessoas que ainda vão nascendo nesses territórios e que as impeçam de os abandonar quando entrarem na idade activa. O outro eixo tem que ter o objectivo de atrair pessoas de fora, sejam elas portuguesas ou de outros países, sejam eles da União Europeia ou não.
Assim termina Vitor Silva a sua crónica sobre “o envelhecimento do interior”, que pode ler e ouvir aqui.

“Cidadania, Inovação & Território” em debate em Aljustrel

Zé LG, 09.05.19

imgLoader.jpg

Sob o lema “Cidadania, Inovação & Território”, realiza-se nos dias 9 e 10 de maio, a 4.ª edição das Conferências de Aljustrel. O debate irá focar-se no tema “Descentralização e programações para o desenvolvimento dos interiores com coesão territorial nacional”.

O Cine Oriental será uma vez mais o local que, nesta edição, irá acolher autarcas e políticos para trocarem pistas e iniciativas para o desenvolvimento territorial, numa altura em que o futuro dos territórios de baixa densidade é de novo tema de atualidade. 

João Cravinho diz que “o Alentejo beneficiaria com a regionalização”

Zé LG, 07.05.19

regionalização.jpgJoão Cravinho, coordenador da Comissão Independente para a Descentralização, criada pela Assembleia da República, considera que a Regionalização do país é um processo que demorará entre uma a duas legislaturas para ser implementada.

João Cravinho avança que o processo vai ser lento e considera mesmo, que é preciso esclarecer se há vontade política, ou não, para implementar a regionalização e que o Alentejo beneficiaria com a regionalização porque há muito por fazer e seria possível, igualmente, definir o rumo do aeroporto de Beja, “potencialidade que não se está a saber aproveitar”.

Plataforma Alentejo entrega 4000 assinaturas de apoio na AR

Zé LG, 11.04.19

PA.JPGA Plataforma Alentejo entrega nesta quinta-feira, dia 11, às 14.00 horas, na Assembleia da República (AR), as primeiras 4000 assinaturas de apoio à “Estratégia integrada de acessibilidade sustentável do Alentejo nas ligações nacional e internacional”. A Plataforma considera que ainda se está a tempo de “contribuir para um Alentejo mais desenvolvido e um Portugal mais coeso”, porque, com a entrega das 4000 assinaturas, a Assembleia da República deverá ouvir, obrigatoriamente, este movimento, publicar as suas propostas e agendar a discussão das mesmas em plenário.

Faltam menos de 200 assinaturas

Zé LG, 02.04.19

90336_1.jpg... para a AR ter de discutir a «Estratégia Integrada de Acessibilidade Sustentável do Alentejo nas ligações Nacional e Internacional” na revisão do PNPOT em curso, de forma a considerar um conjunto de prioridades no domínio das acessibilidades e transportes fundamentais para o desenvolvimento sustentável do Alentejo, bem como para a sua coesão social, territorial, ambiental e energética, com claros benefícios para a totalidade do território nacional.

Para garantir esse debate, se ainda não o fez, pode assinar a Petição Pública “PLATAFORMA ALENTEJO-Estratégia Integrada de Acessibilidade Sustentável do Alentejo nas ligações Nacional e Internacional” em: https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT90336

A culpa é nossa (?)

Zé LG, 24.03.19

Somos frequentemente acusados de lentos, atrasados e responsáveis por todos os males que Beja e a nossa região vivem.

Mas…

… Alqueva e o respectivo empreendimento ainda está a ser construídos, com dezenas de anos de atraso.

… A autoestrada ficou a 60 Km da Cidade, apesar de tantas vezes prometida até à Fronteira ou pelo menos até ao Aeroporto. Como se isso já não bastasse, um troço de 10 ou 12 km está há dois anos concluído mas sem ser aberto, porque falta a ligação a portagem(!!!). O último prazo para a conclusão desta ligação feita pelo ex-ministro e actual cabeça da lista do PS ao PE foi-se como todos as outros…

… Os IP 2 e 8 têm em quase todos os seus percursos variantes às localidades e passagens desniveladas nos cruzamentos. Só em Beja e partes do seu concelho tal não acontece.

… Beja tinha ligação ferroviária ao Algarve e a Lisboa, sendo esta directa. Desde há alguns anos deixou de ter ligação ao Algarve e a de Lisboa passou a ter mudança em Casa Branca e os comboios que asseguram esta ligação são tão velhos que muitas vezes… não a asseguram, tendo de ser os passageiros transportados de autocarro.

… Depois de reclamado durante décadas e construído em muito mais tempo do que seria razoável, o Aeroporto de Beja foi construído, de forma a aproveitar as boas pistas da Base Aérea e as excelentes condições climatéricas. Até chegou a ser classificado pelo governo de “internacional”. Depois de concluído foi entregue à ANA que o gere como se fosse um empecilho e o governo lavou as mãos ele.

… A 2ª fase do Hospital de Beja já foi tantas vezes prometida e desde há tanto tempo que quando falam dela já parece um disco riscado. E o Hospital continua sem ter 2ª fase e cada vez perde mais valências e tem menos pessoal, não conseguindo assegurar os mínimos nalgumas das suas especialidades.

Podemos dar mais exemplos, mas será que é necessário para percebermos que quem nos tem feito mais atrasados é quem nos tem governado, que só de nós se lembra no início das campanhas eleitorais, para até a esse nível nos despacharem depressa?

Marciano Lopes sugere criação de “pacto inter-partidário pelo Baixo Alentejo”

Zé LG, 06.02.19

201902052225277581.jpgMarciano Lopes é um dos candidatos à presidência da Distrital de Beja do PSD e apresentou, ontem, o manifesto da lista com a qual se apresenta a votos no dia 16 deste mês. No documento é revelada a principal meta desta candidatura, que tem como número dois Luís Galrito, ou seja a de “reafirmar a dignidade da região”, baseada em oito medidas, entre elas um “pacto inter-partidário pelo Baixo Alentejo”. Leia e oiça também aqui.

 

Uma proposta audaz, pertinente e oportuna apresentada por um político sério e competente. Esperemos que os outros partidos não se fechem nos seus casulos e aceitem o desafio de trabalhar para a construção do maior denominador comum para a defesa de Beja e da região.

PLATAFORMA ALENTEJO PROMOVE SESSÃO DEBATE EM BEJA

Zé LG, 25.01.19

Sábado, 26 de Janeiro – 16:00 horas, Auditório da Biblioteca de Beja

49949081_2216672455242239_4485165125224890368_n.jp

 

Conheça a importância da "Estratégia Integrada de Acessibilidade Sustentável do Alentejo nas ligações Nacional e Internacional", da Plataforma Alentejo, para Beja, para o Alentejo, para Portugal.
A sessão será aberta pelo Secretariado da Plataforma Alentejo e a palavra será em seguida dada aos presentes. Juntos por Beja, pelo Alentejo, por Portugal!

Plataforma Alentejo quer "mais reconhecimento do poder central" e AMAlentejo quer Comunidade Regional do Alentejo

Zé LG, 06.12.18

201808151220054624.jpgA Plataforma Alentejo já reuniu com todos os grupos parlamentares e deu início agora, a uma segunda fase de contactos, que visa sensibilizar os deputados para as reivindicações do movimento e começou pela Comissão Parlamentar de Agricultura. Na opinião da Plataforma é preciso continuar a sensibilizar para as necessidades do território e ganhar mais visibilidade e reconhecimento junto do poder central.

O Projecto de Lei de iniciativa popular com vista à criação da Comunidade Regional do Alentejo conta já com cerca de 12 mil subscritores, revela o Movimento AMAlentejo, entidade promotora.

José Soeiro, membro da Comissão Dinamizadora do AMAlentejo, apela à subscrição deste Projecto disponível no site “petiçãopublica”, considerando que a criação da Comunidade Regional do Alentejo, emanada do Poder Local, em substituição da CCDR Alentejo, poderia agilizar a concretização investimentos estratégicos e a dinamização de infra-estruturas como o Porto de Sines, Aeroporto de Beja e Linha Ferroviária do Alentejo.

Alentejo XXI com 2ª melhor Taxa de Realização do Programa 2020

Zé LG, 13.11.18

201811122220269369.jpgA Alentejo XXI, com sede em Beja, apresenta boas taxas de Compromisso, Execução e Realização no âmbito da Medida 10, do PDR 2020, que visa apoiar os pequenos investimentos através da criação ou modernização de unidades de transformação e comercialização de produtos agrícolas. A nível nacional, no universo de 54 associações, a Alentejo XXI apresentava, à data de 30 de setembro, a posição 13, na Taxa de Compromisso, a posição 3, na Taxa de Execução e a posição 2, na Taxa de Realização.

ALENTEJO RECEBE A VISITA DE OITO PAÍSES PARA POTENCIAR EXPORTAÇÕES DA REGIÃO

Zé LG, 18.09.18

12295388_1921791411379566_4537677203128633693_n.jp

O Alentejo Export traz ao Alentejo prospetores de negócios na área agroalimentar dos mercados de Espanha, França, Polónia, Noruega, Canadá, Estados Unidos da América, México e Brasil, uma oportunidade para empresas e empresários, poderem mostrar, promover e negociar os seus produtos e os seus serviços.

A 25 o evento decorre nas instalações do NERPOR em Portalegre, a 26 de setembro em Évora, nas instalações do NERE e a 27 em Beja, nas instalações do NERBE.

Duas novas oportunidades de encontrar outros prospetores internacionais oriundos destes oito mercados, ocorrerão nos próximos meses de outubro e novembro em datas ainda a anunciar.

 

“PLATAFORMA ALENTEJO” APRESENTA «ESTRATÉGIA INTEGRADA DE ACESSIBILIDADE SUSTENTÁVEL DO ALENTEJO”

Zé LG, 16.08.18

90336_1.jpg

Membros de diversas organizações empresariais, entidades públicas e privadas e movimentos de cidadania, ou na qualidade de cidadãos civicamente empenhados dirigessem-se, através de um abaixo-assinado, ao PR e da AR e ao primeiro-ministro no sentido de solicitar a sua atenção para o que denominam simbolicamente PLATAFORMA ALENTEJO (que pode ser assinada AQUI). Sob o lema «Estratégia Integrada de Acessibilidade Sustentável do Alentejo nas ligações Nacional e Internacional” apresentam aos governantes e a todos os demais cidadãos portugueses um conjunto de prioridades no domínio das acessibilidades e transportes que acreditam serem fundamentais para o desenvolvimento sustentável de toda a região do Alentejo, bem como para a sua coesão social, territorial, ambiental e energética, com claros benefícios para a totalidade do território nacional.

No imediato, são estas as prioridades: 

AERÓDROMO MUNICIPAL É A “ÂNCORA DO CRESCIMENTO E DO DESENVOLVIMENTO” DO CONCELHO DE PONTE DE SOR

Zé LG, 07.07.18

Ponte-de-Sor_14.jpg

O presidente da Câmara de Ponte de Sor, Hugo Hilário diz que o aeródromo municipal é a “âncora do crescimento e do desenvolvimento” daquele concelho, sublinhando que contribuiu para a “redução drástica” do desemprego no concelho.

Atualmente trabalham no aeródromo cerca de quatro centenas de pessoas, havendo a perspetiva de serem criados cerca de 250 empregos com a instalação de mais duas empresas.

Com uma pista de aviação com 1.850 metros, o aeródromo de Ponte de Sor alberga a sede de meios aéreos da Proteção Civil e empresas de componentes para aviões e de manutenção de ultraleves, empresas de produção de drones, de componentes aeronáuticos e de manutenção aeronáutica, bem como uma escola internacional de pilotos, uma unidade do Aeroclube de Portugal e um campus aeronáutico.

SÓ COM “LUTA” É QUE “ISTO LÁ VAI”

Zé LG, 02.07.18

MI.jpg

O Movimento pelo Interior voltou ao ativo e reuniu-se, na passada semana, na Herdade do Vale da Rosa. Deste encontro saiu a mensagem de que só a “luta”, e o insistir nos assuntos, promovendo a união entre todos - forças políticas, empresários e cidadãos – é que leva os decisores a resolverem os problemas mais prementes.

Já são muitas as empresas que escolhem o Baixo Alentejo para se implementar porque precisam dos benefícios do Alqueva, mas a desertificação populacional a que este território de baixa densidade tem assistido faz perigar estes investimentos, que carecem de mão-de-obra, que é na maioria dos casos recrutada fora da região.

No Baixo Alentejo existe um conjunto de necessidades estruturantes que condicionam o desenvolvimento do território, entre elas as acessibilidades ferroviária, rodoviária e aeroporto, que continuam à espera do investimento que não aparece. Recorde-se que no PNPOT e no PNI 2030 não há qualquer investimento previsto para acessibilidades no Baixo Alentejo.