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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

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Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Tempos complexos e de mudanças exigem mais humildade, contenção e reflexão

Zé LG, 22.05.25

12912782-grupo-de-pessoas-com-raiva-brigam-e-discutem-gratis-vetor.jpgTento usar, com a moderação possível, este espaço para debate político. Sempre convivi bem com pessoas das mais diferentes ideologias, procurando compreender e respeitar o pensamento e as opiniões de cada um, e espero assim continuar. Apetece-me, muitas vezes, fazer comentários "a quente" e "à flor da pele" mas tento conter-me porque isso pode facilmente "incendiar" o pretendido debate. Os tempos não estão fáceis para a discussão séria e ponderada. Estão mais propícios "às entradas a pés juntos", a dar porrada em quem se atreva a "meter o pé".
Agora ainda mais, em vez da soberba dos que sabem tudo e têm explicações fáceis para problemas complexos, acho que devemos ter mais humildade e contenção, ouvir e escutar melhor, pensar e reflectir muito e tentar compreender melhor o mundo que nos calhou viver e os fenómenos que não param de nos surpreender.

“capacidade da rede ibérica em lidar com picos da energia solar” posta em causa

Zé LG, 29.04.25

energia-eletricidade.pngUm gráfico divulgado pelo El Mundo, com base em dados de monitorização da rede elétrica, mostra que o pico de tensão registado coincidiu com o período de maior transferência de energia para os países interligados com a Península Ibérica. O caso reaviva o debate sobre a capacidade da rede ibérica em lidar com picos de produção e de exportação, especialmente em dias com elevado aproveitamento da energia solar. A semana anterior ao apagão foi marcada por um “excesso de geração fotovoltaica”, sempre em faixas horárias semelhantes, com a produção a ultrapassar de forma reiterada a procura interna. A capacidade de resposta da infraestrutura elétrica ibérica — particularmente os sistemas de proteção e regulação — pode estar a ser colocada à prova pelo crescimento acelerado da geração renovável.

“Mas quem dá crédito ao pobre coitado do Pacheco Pereira? Ele nem sabe de cor política é.”

Zé LG, 09.04.25

489075754_9464783400242015_6537094559135905937_n (1).jpgLi este comentário nas redes sociais e dei comigo a pensar que só pode ter sido feito por algum rico beneficiado da cor política que usa. Então é preciso ter cor política para expressar a sua opinião e esta merecer crédito? Mas não há vida e política para além dos partidos? E temos todos de ter partido e, se tivermos, de estarmos sempre de acordo com ele?
Este entendimento de que é preciso ter-se cor política para expressar opinião e de esta tem de estar sempre de acordo com aquela é uma visão bastante distorcida da democracia e da sociedade e redutora do ser humano. Este é bem mais complexo e rico e menos enquadrável do que um simples repetidor das visões e opiniões de qualquer partido ou outra qualquer organização.

“serviço público não foi cumprido” na entrevista de JRS a Paulo Raimundo

Zé LG, 03.04.25

488244480_10162573930943684_185931652182916432_n.jpg«Cerca de 1900 pessoas enviaram-me protestos contra a entrevista feita por José Rodrigues dos Santos a Paulo Raimundo. Bastaria uma queixa para eu lhe dar atenção, mas neste caso foi atingido um número inusitado. ... Depois de analisar todas as entrevistas desta fase pré-eleitoral, considero que a de Paulo Raimundo foi objetivamente mal sucedida e não permitiu esclarecimentos sobre as posições do PCP. Foi claramente diferente de todas as outras. O jornalista é suficientemente experiente para ter entendido como bordão o “não” que repetidamente Paulo Raimundo usou antes das respostas. Todos teríamos ficado a ganhar se tivesse partido para abordar outros temas em vez de transformar a entrevista num debate sobre uma única questão. ... Mas posso e devo assinalar situações em que considero que o serviço público não foi cumprido. Neste caso, é essa a minha opinião. … » Ana Sousa Dias, Provedora do Telespectador da RTP, aqui.

O efeito ricochete em política

Zé LG, 02.04.25

Banner-Lopes-Guerreiro-300x286.jpgEm política, como aliás noutras áreas da vida em sociedade, há muito a tendência para o confronto entre nós e eles. Esta tendência tem vindo a acentuar-se com a avaliação que fazemos dos outros e dos acontecimentos, cada vez mais, baseada em perceções, o que a par das redes sociais, cada vez mais presentes nas nossas vidas e que tudo escrutinam, quase sempre, com base nas tais percepções, a um ritmo e com uma volatilidade estonteantes, põem tudo e todos em causa.
Foi nesta onda, que os actuais líderes do PSD, designadamente Luís Montenegro e Hugo Soares, fizeram a vida negra a Rui Rio, o anterior líder do partido, por não ser suficientemente crítico do governo do PS e de estar disponível para assumir alguns compromissos e apoios a algumas políticas do governo de António Costa. E se assim agiram face à liderança do seu próprio partido mais o fizeram ainda com António Costa e Pedro Nuno Santos.

 

“Somos um país de tudólogos”

Zé LG, 15.03.25

Charge-ringue-Phd-x-facebook-user.jpg«Não são poucas as vezes em que apetece ripostar quando se ouvem observações nascidas do mais vazio conhecimento de taberna. Somos um país de tudólogos, em que toda a gente tem uma opinião sobre tudo, sendo que as opiniões são tão mais seguras e definitivas quanto a ignorância idiota e imbecil de quem as lança para o auditório disponível. Quando desmascarados enfiam o rabinho nas pernas e saem de baixinho!» Idiota útil 14.03.2025, aqui.

"O teu é menos ético e tem mais rabos de palha que o meu"

Zé LG, 15.03.25

images (3).jpgEste parece ser o concurso mais em voga nas redes sociais. Que o Chega o promova e alimente é compreensível, tendo em conta o seu objectivo de mostrar que a III República está podre e que é preciso acabar com o que resta das conquistas de Abril. Que os que dizem querer defender o regime democrático entrem no mesmo registo e, dessa forma, contribuam para reforçar a tese daquele partido já é difícil de compreender e aceitar.
É tempo de travar e moderar o debate e, principalmente, de fazer o debate sobre o real Estado da Nação e apontar as medidas para resolver os principais problemas e promover o desenvolvimento sustentado capaz de reforçar o Estado Social, que custou tanto a alcançar e corre o risco de ser degradado.
Os tempos exigem Políticos com estatura ética e moral e sentido de estado que coloquem os interesses de Portugal e dos portugueses à frente dos seus.

Alvitre no TOP5 dos posts mais comentados ontem no SAPO Blogs

Zé LG, 12.03.25

O Alvitrando, que ontem registou 988 visitas e 2.485 visualizações, viu o alvitre “Luís Montenegro em processo de auto-satisfação e de negação” alcançar o quinto lugar dos posts mais comentados ontem no SAPO Blogs.
Talvez seja uma mostra de que afinal o debate político ainda desperta interesse em muita gente e de que os blogues continuam a ser um espaço escolhido por muita gente, também, para o travar.

“A extrema degradação do centro histórico” de Beja “nem sequer é assunto de debate mínimo”

Zé LG, 06.03.25

202502182242079189.jpg«Há além do Bairro das Pedreiras/ex Parque Nómada, outra situação na cidade que também merecia um grupo de trabalho e estudos,.... E a que também os sucessivos autarcas do concelho viram as costas e fingem que não existe. Que é a extrema degradação, talvez já irreversível, do centro histórico da cidade. ... Nem sequer é assunto de debate mínimo ou que interessa falar mesmo que de forma pontual. É a vida ...» Anónimo 06.03.2025, aqui.

wokismo é mera desculpa para direita reacionária dizer alarvidades

Zé LG, 03.02.25

kayser_demissao.jpg"O wokismo é quase sempre, pelo menos em Portugal, uma mera desculpa para uma certa direita radicalmente conservadora ou assumidamente reacionária dizer as maiores alarvidades. E, depois de as dizer, com toda a liberdade, procurar calar a crítica com o argumento de que ela é excessiva. Como se houvesse maior violência verbal na critica feita do que na ideia peregrina de dar estatuto à mulher dona de casa, num movimento que reduz as mulheres a fêmeas destinadas a engravidar, ter os filhos e, pelo caminho, cuidar de manter a casa limpa e o jantar feito a horas." Pilha malinhas 02.02.2025, aqui.