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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Os sucessos da governação de José Sócrates

O primeiro-ministro, o governo e o PS repetem-se em apontar os sucessos da sua governação, que só por dificuldade de comunicação, má vontade das oposições e de alguns insatisfeitos crónicos do PS ou incompreensão do Povo não são reconhecidos.

O sucesso da presidência portuguesa da UE e de José Sócrates foram muito realçadas, mas, o que foi apontado como mais decisivo para a UE – a Estratégia de Lisboa e o Tratado de Lisboa –, está a sofrer entraves, alguns vindos de onde menos seria de esperar ou de onde foi conseguida a disponibilidade para assinar o Tratado, à última hora e não se sabe a troco de quê. O que Portugal e a UE ganharam com mais esta presidência portuguesa, para além da maior notoriedade do país e de José Sócrates e mais alguns colaboradores? Talvez um dia se possa fazer esse balanço…

Para além de anúncios muito ampliados dos negócios com Bill Gates, da compra e distribuição de muitos computadores, de novos balcões e casas na hora, quais as efectivas repercussões do Plano Tecnológico e do Simplex? Talvez mais tarde se consiga compreender o seu verdadeiro alcance...

Para além dos anúncios de grandes e estruturantes obras – auto-estradas, itinerários principais e complementares, modernização da via-férrea, pontes, infra-estruturas de abastecimento de água, saneamento básico e tratamento de resíduos, já para não falar nas mais faraónicas: o novo aeroporto de Lisboa (que dantes era na Ota e agora é em Alcochete) e o TGV, muitos desses projectos persistem em não passar do papel e outros avançam apesar de alguns entraves, designadamente de insuficiente estudo de custo-benefício e ambientais, que agora parecem ter pouca importância para o antigo ministro do Ambiente, José Sócrates.

Os PIN’s foram apresentados como forma ideal de viabilizar grandes projectos de interesse nacional sem terem de percorrer o calvário da burocracia nacional. Mas, para além de traduzirem o “baixar de braços” do governo em vencer a batalha da desburocratização, mostraram também que se destinam a permitir a construção onde a legislação não permite e, mesmo assim, importa apurar quantos já avançaram de facto e promovidos por quem.

Ainda podíamos falar no combate à pobreza e à exclusão social, à corrupção, à evasão fiscal e à criminalidade de colarinho branco, às mordomias dos políticos, administradores de empresas e de outros altos cargos, ao desemprego e na criação de postos de trabalho, que a maioria parlamentar/poder absoluto do PS considera como êxitos que tem conseguido, mas o espaço não permite.

Vou apenas, antes de terminar, abordar os sucessos que constituem a nível regional o Aeroporto de Beja e o Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva.

O primeiro, que foi lançado pelo governo de António Guterres, já lá vão uns anitos, continua sem se saber quando fica concluído nem quem e como vai ser gerido e para que vai servir, pese embora o trabalho realizado pela presente administração, e, pelos vistos, está a ser excluído do cluster aeronáutico, que volta a ser prometido em vésperas de eleições.

O segundo, cuja conclusão o primeiro-ministro insiste em apontar para 2012, mas cujo prazo mais seguro é 2015, à custa de uma engenharia financeira que envolveu a concessão da exploração hidroeléctrica à EDP e empréstimos bancários e obrigacionistas em vez das comparticipações do OE, continua sem ter definido o preço da água, elemento fundamental e estruturante do futuro na agricultura da zona.

Não importa apenas fazer e muito menos anunciar que se vai fazer. Importa também clarificar a necessidade, a prioridade, o custo-benefício, a disponibilidade de financiamento dos empreendimentos e investimentos a fazer, de forma a assegurar a sustentabilidade do processo de desenvolvimento que se pretende promover e a não comprometer o desenvolvimento futuro e as gerações vindouras.

O rigor e a transparência exigem-no!

Alvito, 12 de Agosto de 2008

 

13 comentários

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  • Anónimo

    Deve haver algum ruído de fundo e bem forte, ou en...

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