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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

O futuro de Portugal passa por aqui

Há dias, Ernâni Lopes, ex-ministro das Finanças e sócio gerente da SaeR, afirmou que “o Alentejo é a região do país com maior potencial de crescimento”, garantindo que "não é um caso perdido" e que deve ser explorado até 2025, fazendo "uma leitura micro geopolítica", que permitirá ver esta região como "a Grande Ogiva do Sul", com fortes capacidades potenciais de desenvolvimento.

É óbvio que nada disto é novidade para os que aqui vivem e trabalham, mas é importante que alguém com a responsabilidade e a notoriedade de Ernâni Lopes faça estas declarações, ainda por cima na apresentação do relatório da SaeR – Sociedade de Avaliação de Empresas e Risco.

Há um sem número de estudos técnicos, desde os planos integrados de desenvolvimento dos distritos, mandados elaborar pelas associações de municípios, passando pelos planos de desenvolvimento regional, elaborados pela CCDRA, planos directores e estratégicos municipais, até aos planos que procuram avaliar os impactos dos grandes projectos nas suas áreas de influência, como o recentemente divulgado de Alqueva, que apontam nesse mesmo sentido.

Mais recentemente, o Congresso Alentejo XXI, concluiu, entre outras coisas, que “o Alentejo necessita “dispor de uma estratégia de desenvolvimento assumida a nível regional, que mobilize e enquadre a população e os seus agentes económicos e sociais, e contribua de forma inequívoca para mais desenvolvimento e justiça social”.

Isto, depois de Francisco Santos, presidente da Câmara de Beja, ter referido, por diversas vezes, que “é altura de deixar de continuar a carpir mágoas”, que este “não vai ser um congresso do choradinho” e que “Não há desenvolvimento do País sem desenvolvimento do Alentejo”.

Entretanto, o bispo de Beja atribuiu responsabilidades aos sucessivos governos e aos empresários pela desertificação crescente do Baixo Alentejo, advertindo que “O Baixo Alentejo teria possibilidades de se desenvolver e aumentar a sua população se se criassem incentivos à fixação das pessoas – e isso tem que ver com o tipo de trabalhos que são oferecidos”.

Há, como se vê, bastantes estudos e reflexões sobre o Alentejo, as suas potencialidades e, até em muitos casos, sobre como as aproveitar de forma a contribuírem para o desenvolvimento da região.

O Alentejo é, de facto, pela sua dimensão, potencialidades, estado em que se encontra, identidade regional, capacidade das suas gentes para resistir às adversidades, a região do país que poderá ter um desenvolvimento que melhor contribua para o desenvolvimento de Portugal.

Para isso é fundamental que, como concluiu o Congresso Alentejo XXI, a mobilização e participação da população e dos seus agentes, a institucionalização da Região Administrativa do Alentejo, para enquadramento regional de ordem estratégica, e a adopção de medidas de discriminação positiva.

É ainda necessário, como afirmou Ernâni Lopes, "não reproduzir modelos do passado", que assentam, em particular, no "simples investimento" em infra-estruturas, apostando, nomeadamente, na agricultura de valor acrescentado, no acesso a serviços de saúde de qualidade competitiva, no turismo, na atracção de uma segunda residência para os mais ricos e numa indústria sofisticada.

Ou seja, “é altura de deixar de continuar a carpir mágoas”, e considerando que “Não há desenvolvimento do País sem desenvolvimento do Alentejo”, encarar o futuro da região sem preconceitos, envolvendo todos os que nela pretendam apostar, “com base na selecção criteriosa de acções e projectos geradores de maiores impactos para o desenvolvimento regional e da qualidade de vida”, como concluiu também o Congresso Alentejo XXI.

Como para a concretização de tais desideratos é fundamental “a promoção de uma imagem forte sobre o Alentejo e de acções de marketing territorial” e “o reforço da capacidade de atracção de investimento externo”, como concluiu ainda o Congresso Alentejo XXI, julgo que seria de grande oportunidade a realização de uma conferência com Ernâni Lopes, de forma a dar maior impacto à sua visão sobre a região.

Esta conferência poderia ser promovida pelo Secretariado Permanente do Congresso Alentejo XXI, pelo BAAL XXI, pelas associações de municípios, pelas associações empresariais ou sindicais ou pelas instituições de ensino superior ou por qualquer uma delas.

Aqui fica o desafio. Vamos ver quem é que está mais atento e tem sentido de oportunidade para aproveitar uma oportunidade única de “afirmar o Alentejo como terra de oportunidades” e continuar a abrir “Caminhos do Futuro”.

 

Lido na Rádio Terra Mãe, em 23.07.2008.

 

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